Senador afirma que decisão foi tomada em comum acordo e diz que foco é provar inocência
O senador Jaques Wagner anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará a liderança do governo no Senado Federal. A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio às repercussões da operação da Polícia Federal que investiga supostos vínculos do parlamentar com o caso envolvendo o Banco Master.Por meio de nota divulgada nas redes sociais, Wagner informou que a saída do cargo ocorreu em comum acordo com o presidente. Segundo ele, neste momento a prioridade é concentrar esforços na sua defesa e na preparação para as eleições.
O senador é alvo de uma investigação da Polícia Federal que apura possíveis benefícios econômicos recebidos de forma direta ou indireta relacionados ao Banco Master e ao empresário Augusto Lima, ex-sócio da instituição. Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que irá colaborar com as autoridades.
A defesa do parlamentar também recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da operação policial realizada na semana passada. Os advogados sustentam que houve falhas no procedimento e afirmam que o senador nunca atuou para favorecer o banco dentro do Congresso Nacional.
Figura histórica do Partido dos Trabalhadores (PT) e aliado próximo de Lula, Jaques Wagner ocupava a liderança do governo no Senado desde o início do atual mandato presidencial. Nos bastidores, a permanência do senador no cargo vinha sendo discutida por integrantes da base governista, preocupados com os reflexos políticos da investigação.
Entre os nomes apontados como possíveis substitutos estão os senadores Camilo Santana e Teresa Leitão, ambos vistos como opções para reforçar a articulação política do governo no Senado.
Enquanto aliados defendem a presunção de inocência do parlamentar, setores da oposição intensificaram críticas após a operação da Polícia Federal. O caso segue em investigação.



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