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A cacauicultura baiana viveu nos anos 1970/80 o “ciclo do ouro negro”, uma das maiores fases econômicas da história do estado. Produzia cerca de 390 a 400 mil toneladas/ano, representava 90% da produção nacional e gerava mais de 200 mil empregos diretos. À época, o Brasil era o segundo maior produtor mundial, superado apenas pela Costa do Marfim.

Aí, em 1989, surgiu a praga da vassoura-de-bruxa (1989–2000) e instalou-se grande crise. A situação mudou radicalmente. A produção caiu de 400 mil toneladas para cerca de 96 mil toneladas no final dos anos 1990. Centenas de fazendas foram à falência, desemprego em massa, pobreza e migração. O impacto econômico foi gigantesco, com perdas superiores a 10 bilhões de dólares.

Nos últimos anos houve recuperação gradual. A Bahia voltou a disputar a liderança nacional com o Pará, mas a produção está muito abaixo do auge dos anos 1980, cerca de 139 mil toneladas, um terço do que produzia no auge.

Mas especialistas do setor agrícola analisam que o estado  pode estar caminhando para um “segundo ciclo do cacau”. Eles destacam que desde a crise provocada pela vassoura-de-bruxa, a pesquisa agrícola evoluiu consideravelmente e a Ceplac, apesar da perda do protagonismo, desenvolveu clones de cacaueiro mais resistentes às pragas, sistemas de manejo mais eficientes e técnicas de recuperação de áreas degradadas, permitindo aumentar a produtividade.

Estudos recentes indicam que as mudanças climáticas podem afetar a produção de cacau na África Ocidental, região que hoje domina o mercado mundial com cerca de 70% do cacau do mundo.  Pesquisas indicam que o aumento das temperaturas e alterações no regime de chuvas podem reduzir drasticamente as áreas adequadas para o cultivo de cacau nesses países, e que até o ano de 2050 grande parte das áreas atuais poderá perder condições ideais de cultivo.

Esse contexto valorizou o cacau brasileiro, aplaudido em concursos internacionais.

Focando na produção de cacau de qualidade para atender o crescimento do mercado de cacau fino e chocolate premium, municípios como Ilhéus, Uruçuca e Itacaré já são reconhecidos internacionalmente pela produção de cacau de origem, chocolate artesanal e produtos de alto valor agregado.

Importante lembrar que a Bahia possui um diferencial ambiental importante: o sistema cabruca. O cacau é cultivado sob a sombra da Mata Atlântica, modelo de produção sustentável que preserva a floresta, protege a biodiversidade, atende às exigências ambientais do mercado europeu e confere ao cacau baiano vantagem competitiva.

Outro fator considerado é a expansão da demanda mundial por chocolate. Mercados como a China e Índia têm aumentado o consumo, e a tendência é o crescimento da demanda mundial por cacau nas próximas décadas.

Alguns estudos indicam que o Brasil poderia dobrar a produção de cacau até 2035, alcançar 300 mil toneladas/ ano e voltar a ser um dos principais produtores globais e recuperar o protagonismo no mercado internacional.

Ou seja, a Bahia e o Pará têm potencial para ampliar a produção, e transformar o cacau em um dos pilares do agronegócio brasileiro.

O desafio da Bahia não é tanto expandir área, mas recuperar produtividade das lavouras antigas, que tem mais de 40 ou 50 anos, sofreram impacto da crise da vassoura-de-bruxa, e precisam de renovação ou replantio.

As cidades do sul do estado continuam importantes, mas outras regiões do estado vão se firmando como produtoras, representando novas fronteiras de expansão do cacau.

Exemplo disso são os territórios do Médio Rio de Contas e Vale do Jequiriçá que respondem, juntos por 24% da produção de cacau no estado, com peso relevante na economia agrícola dos dois territórios, gerando renda e ocupação, formando um verdadeiro “cinturão do cacau” no interior da Bahia. O Médio Rio de Contas é um dos mais importantes polos emergentes do cacau baiano, com quase 100 mil hectares de área plantada (18% da área cultivada do estado), forte presença da agricultura familiar e alta produtividade em comparação com outras regiões, com destaque para Ipiaú, Itagibá, Gandu, Ibirataia e Nova Ibiá.

No Vale do Jequiriçá a produção é menor, mas significativa, cerca de 7,6 mil toneladas/ano. Caracteriza-se pela presença de pequenos agricultores e cooperativas, crescimento de cacau de qualidade e produção artesanal de chocolate, em especial nos municípios de Mutuípe, Jiquiriçá, Ubaíra, Laje e Amargosa.

O mapa da cacauicultura no estado vai ganhando novos contornos, com o surgimento da nova fronteira agrícola do cacau no oeste da Bahia, com ênfase no cerrado irrigado da região de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Riachão das Neves e Correntina, com uso de agricultura altamente tecnificada.

A irrigação por pivô central, uso de clones de cacau de alta produtividade e o  manejo intensivo semelhante ao usado em soja, milho e algodão, está permitindo a  produção de cacau em regiões que antes não eram consideradas adequadas para a cultura.

Resultado: produtividade por hectare até cinco vezes maior que nas áreas tradicionais do sul da Bahia.

Em suma, os produtores, grandes e pequenos, estão trabalhando com afinco para a expansão da cacauicultura, mas precisam da ação governamental.

Precisam de assistência técnica, principalmente os agricultores familiares, e linhas de crédito para investimentos. Precisam que o Plano Safra destine recursos específicos para o setor.

Precisam da transformação da Ceplac em Instituto Nacional do Cacau, com orçamento federal, reposição de pesquisadores, continuidade das pesquisas, e que as metas do plano ‘Inova Cacau 2030’ não sejam negligenciadas.

Precisam que o Ministério da Agricultura revogue definitivamente a Instrução Normativa 125/2021, que permite a entrada no Brasil do cacau africano sem ser tratado com Brometo de Metila, única substância eficaz no combate a pragas quarentenárias como Phytophthora megakarya e Striga spp, doenças presentes em território africano.

É urgente a necessidade de promover políticas de preço mínimo e mecanismos de proteção contra a volatilidade do mercado internacional, assegurando renda mínima ao produtor, em sua maioria agricultores familiares.

Também é fundamental integrar a cacauicultura à agenda ambiental e climática, reconhecendo e remunerando os serviços ecossistêmicos prestados pelos sistemas agroflorestais.

As regras do regime tributário de drawback para a importação de cacau precisam ser revistas, com seriedade. Há uma semana o governo federal editou a MP 1.341/2026 reduzindo de dois anos para seis meses o prazo para que as indústrias processadoras importem e estoquem amêndoas com isenção de tributos, (Imposto de Importação, IPI, PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação) pelo regime de drawback.

Diz o governo que o objetivo é proteger o produtor brasileiro, mas não adota uma decisão final, pois a MP entra em vigor ao ser editada, e se não for transformada em lei pelo Congresso Nacional em 120 dias perde a eficácia, gerando insegurança jurídica.

Em fevereiro, o governo suspendeu, temporariamente, a importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim devido a riscos fitossanitários, considerando que o cacau de países africanos, sem autorização sanitária, seria misturado ao da Costa do Marfim.  

Segundo o Planalto, ”a suspensão será mantida até que a Costa do Marfim garanta que os envios ao Brasil não contenham cacau produzido em países sem autorização sanitária”. (Não sei se rio ou choro).

Não duvido que as empresas que fazem a moagem das amêndoas de cacau, Cargill, Barry Callebaut e Olam Food Ingredients, estejam com grande estoque armazenado, considerando a quantidade de navios que aportaram em Ilhéus, principal polo industrial do cacau no Brasil.

Ah, e no dia 26 deste mês comemora-se o ‘Dia Nacional do Cacau’. Comemorar? Sim!

Mas esta data deve ser um chamado à ação. A Bahia tem no cacau não só uma tradição, mas uma oportunidade concreta de desenvolvimento sustentável.

E o Brasil precisa decidir se continuará sendo um importador de um produto que pode produzir com excelência, ou se voltará a assumir o protagonismo que sua história e seu imenso potencial permitem.

Mais do que celebrar o cacau, é hora de reconstruir e reafirmar sua grandeza!

Por Josalto Alves(*)



O prefeito de Itiruçu, Ubiratan Moraes, recebeu neste sábado a visita do deputado federal Dal Barreto. O encontro aconteceu no município, localizado no Vale do Jiquiriçá, e teve como principal objetivo fortalecer o diálogo sobre demandas da população e discutir iniciativas voltadas ao desenvolvimento local.

Durante a reunião, foram abordados temas considerados essenciais para o crescimento de Itiruçu, incluindo melhorias na infraestrutura, investimentos em áreas estratégicas e projetos capazes de beneficiar diretamente a comunidade.

Segundo o prefeito Bira, o momento foi importante para ampliar o diálogo entre as lideranças políticas e alinhar ações que possam contribuir com o progresso do município.

“Durante o encontro, tivemos a oportunidade de conversar, ouvir demandas e fortalecer o diálogo em torno de temas importantes para o desenvolvimento do nosso município”, destacou.

A visita do parlamentar também reforçou a importância da parceria entre representantes políticos e gestores locais. A aproximação entre as lideranças permite discutir soluções, buscar investimentos e avançar em políticas públicas que atendam às necessidades da população.

Ao final da agenda, ficou reafirmado o compromisso de manter o diálogo aberto e continuar trabalhando com responsabilidade e dedicação, sempre priorizando iniciativas que contribuam para o desenvolvimento de Itiruçu e para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.


Dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) revelam que o Rio de Janeiro conta com 21 cidades com receita orçamentária acima de R$ 1 bilhão. Dessas, pelo menos cinco estão entre as que têm o maior volume de recursos provenientes da extração de petróleo.

Para se ter uma ideia, só em 2024, municípios como Maricá, Macaé, Niterói, Saquarema e Campos dos Goytacazes receberam R$ 10,6 bilhões em royalties e participações especiais cobradas sobre campos de grande produtividade. Esse montante corresponde a 59% dos R$ 18 bilhões transferidos a todas as cidades fluminenses.

O estado do Rio de Janeiro e os municípios situados na unidade da federação, juntos, receberam R$ 44 bilhões, ou 75% da renda do petróleo distribuída para todo o país. Os dados constam em estudo publicado em 2025 pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

A concentração de recursos em poucos municípios tem chamado a atenção de entidades que atuam junto aos interesses dos entes locais, como a Confederação Nacional de Municípios (CNM), que tem encabeçado uma campanha em defesa da mudança na distribuição dos recursos, alvo de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2012.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, avalia que a ampla concentração desse tipo de receita nos cofres de poucos municípios é uma das maiores distorções do federalismo fiscal brasileiro. Para ele, é preciso levar em conta que os royalties decorrem da extração de petróleo em alto-mar, e não do território desses entes locais.

“É bom lembrar que, constitucionalmente, os recursos naturais da plataforma continental, como o petróleo, pertencem à União, não havendo qualquer razão para que se indenizem os municípios ditos produtores, muito menos com base em um critério de confrontação geográfica desses municípios com campos de petróleo localizados em alto-mar”, destaca.

Em 2025, a Petrobras bateu recorde de produção no pré-sal, atingindo um volume de 2,45 milhões de barris de óleo e gás diariamente. No Brasil, os royalties e participações especiais são distribuídos conforme previsão na Lei nº 9.478/1997. A norma estabelece prioridade às cidades confrontantes com campos produtores ou que sediam instalações industriais relacionadas à produção petrolífera.

O intuito é garantir que esses municípios possam obter recursos necessários para administrar pressões relacionadas à infraestrutura, provocadas pelo aumento da população, ou eventuais impactos ambientais, como explica o especialista em orçamento público Cesar Lima.

“É fato que alguns municípios concentram, sem necessariamente ter uma força industrial, recursos advindos desses royalties. Mas é uma previsão legal. É claro que o dinheiro é importante para todos os municípios; a própria Constituição fala que os recursos que estão ali são da União. O que temos que ver é que esses municípios estão na linha de frente caso aconteça algum desastre ambiental”, avalia.

“A lei foi mudada para melhorar essa distribuição. Contudo, esses municípios, com receio de perderem muitos recursos, entraram na Justiça e hoje está se aguardando uma decisão do STF em relação a essa repartição dos royalties, principalmente do pré-sal, que hoje é a maior fonte de distribuição de royalties para esses municípios”, acrescenta.

Em 2012, o Congresso aprovou nova lei com distribuição igualitária dos recursos entre todos os municípios. Contudo, essa alteração foi derrubada por liminar da Suprema Corte, a pedido do governo do estado do Rio de Janeiro, que depende de forma significativa desses recursos.

“Infelizmente, essa mudança foi barrada liminarmente no Supremo Tribunal Federal, e estamos esperando há mais de 13 anos que os ministros finalmente tomem uma decisão de mérito sobre o assunto, abrindo as portas para o futuro”, pontua Paulo Ziulkoski.

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Com exceção de Macaé, que é sede das operações na Bacia de Campos, onde nasceu a indústria do petróleo marítimo no Brasil, as outras quatro cidades bilionárias têm instalações menos significativas ligadas ao setor.

Porém, a expectativa é de que esse cenário de arrecadação elevada seja mantido, apesar da redução nas cotações internacionais do petróleo e do recuo da produção de alguns dos campos da região.

Uma projeção da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) aponta que, em 2029, Saquarema receberá cerca de R$ 3,7 bilhões. Maricá ficará com aproximadamente R$ 1,8 bilhão. O município de Niterói, por sua vez, ficará com R$ 850 milhões. Araruama também seguirá com receita estimada acima de R$ 800 milhões.

Nesse contexto, os prefeitos de Maricá e do Rio de Janeiro, Washington Quaquá e Eduardo Paes, anunciaram, no início de dezembro de 2025, um acordo que visa ao compartilhamento de royalties do petróleo com os municípios de São Gonçalo, Guapimirim e Magé. O documento passará por análise do STF e pode acabar com a disputa judicial acerca da divisão de royalties entre as cidades.

“É justo do ponto de vista técnico, porque somos todos da mesma região. Atuar de forma coletiva é fundamental para que cada município tenha seu próprio orçamento e capacidade de realizar projetos que melhorem a vida da população”, disse Washington Quaquá.

Por meio de nota, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) afirmou que as discussões em torno da distribuição dos royalties do petróleo são relevantes, mas defendeu a necessidade de um debate mais detalhado dentro do conjunto das finanças municipais.

“As receitas provenientes do petróleo são importantes, mas representam apenas uma parcela do orçamento público local. Em 2024, as receitas totais dos municípios brasileiros somaram cerca de R$ 1,3 trilhão, enquanto os royalties e participações especiais corresponderam a aproximadamente 2,74% desse total”, defendeu.

Desigualdade regional

O problema relacionado à extrema concentração da renda do petróleo em poucos entes da federação foi objeto de avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU 005.361/2023-0), publicada em 2024.

Pelos termos do documento, a utilização de critérios de distribuição desenvolvidos na década de 1980, para um cenário produtivo completamente diferente do atual, torna o modelo de divisão dos recursos obsoleto e desconexo, potencializando as desigualdades regionais.

O tribunal destacou ainda que esse cenário permite a criação de uma “loteria geográfica”, ao garantir PIB per capita de países desenvolvidos a municípios que, por acaso, estão localizados em frente às reservas.

Cidades dependentes de royalties

Além disso, um estudo do Programa Macrorregional de Caracterização de Rendas Petrolíferas (PMCRP) mostra que as receitas do petróleo somaram R$ 94,9 bilhões para estados e municípios brasileiros em 2024. Desse valor, R$ 58,22 bilhões são relacionados a royalties, e R$ 36,68 bilhões, a participações especiais.

O estado do Rio de Janeiro concentra as cidades mais dependentes desses recursos. Arraial do Cabo, por exemplo, tem 72% de seu orçamento financiado pelo petróleo. Em Saquarema, a porcentagem chega a 66%. Maricá atinge 63%; e Macaé, 30%.

O levantamento mostra ainda que a Bacia de Santos passou de 3% da produção nacional em 2010 para mais de 77% em 2024, consolidando-se como o principal polo de petróleo do país. Os números entre os municípios ficaram divididos da seguinte forma:

  • Maricá (RJ) – R$ 4.236.632.602,78 (63%)
  • Niterói (RJ) – R$ 2.233.782.780,64 (37%)
  • Saquarema (RJ) – R$ 2.012.509.846,88 (66%)
  • Macaé (RJ) – R$ 1.402.558.746,79 (30%)
  • Campos dos Goytacazes (RJ) – R$ 706.419.060,78 (25%)
  • Rio de Janeiro (RJ) – R$ 550.616.578,33 (1%)
  • Arraial do Cabo (RJ) – R$ 547.273.096,61 (72%)
  • Araruama (RJ) – R$ 525.587.140,38 (45%)
  • São Sebastião (SP) – R$ 461.437.195,18 (28%)
  • Ilhabela (SP) – R$ 399.435.591,65 (42%)

Fundos soberanos

Alguns desses municípios criaram fundos soberanos para guardar o dinheiro dos royalties. No caso de Maricá (RJ), o valor acumulado até o fim de 2025 ultrapassa R$ 2 bilhões. Esse fundo, criado no município em 2017, reserva entre 1% e 5% do valor total da arrecadação oriunda de royalties e participações especiais.

Já em Niterói (RJ), o montante somava R$ 1,5 bilhão até o dia 8 de janeiro de 2026. De maneira geral, esses recursos são aplicados em ativos financeiros. Contudo, em 2020, ficou autorizada a aplicação de até 70% dos recursos do fundo para custeio de políticas públicas municipais criadas para mitigação dos impactos econômicos e sociais provocados por pandemias, conforme definição da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, a utilização desses valores em Niterói é admitida em caso de frustração de receitas, ou seja, quando a arrecadação de royalties ou de participação especial ficar abaixo do estimado pela ANP para o exercício fiscal corrente e do previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). Nessa situação, o fundo poderá cobrir até 50% da frustração da receita estimada, desde que o valor não represente mais de 20% do montante total do fundo naquele ano.

Diante disso, o especialista em orçamento público Cesar Lima considera necessário avaliar se, apesar dessa reserva e da destinação concentrada dos royalties, esses municípios têm organização e capacidade concretas para enfrentar adversidades econômicas ou ambientais.

“[É importante saber se o problema será resolvido pelo município] ou se, mais uma vez, vai recair na conta da União, como aconteceu em Brumadinho e Mariana. [Naqueles casos], apesar de o acordo judicial ter garantido muitos recursos para a reconstrução, uma parte significativa ainda foi absorvida pela União”, lembrou.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, entende como positiva a criação de fundos soberanos, por envolver a reserva de parte dos recursos provenientes da extração atual do petróleo para gerações futuras. Porém, para ele, não faz sentido restringir o uso desses recursos a poucos municípios.

“Essa visão de que o petróleo é de todos os brasileiros foi o que definiu, em 2012, a aprovação de uma lei alterando as regras de distribuição dos royalties, prevendo que uma parcela maior dos recursos fosse dividida entre todos os estados e municípios”, concluiu.

Perdas de participação no PIB

Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2023, 25 municípios concentraram 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, indicador que representa a soma de bens e serviços produzidos no país.

Contudo, no grupo de cinco municípios com as perdas mais intensas de participação no PIB nacional, todos tinham a economia relacionada à exploração de petróleo. Maricá (RJ) registrou queda de 0,3 ponto percentual. Em Niterói (RJ) e Saquarema (RJ), o recuo foi de 0,2 ponto percentual em cada uma. Ilhabela (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) completam a lista, ambos com redução de 0,1 ponto percentual.

Fonte: Brasil 61

A agenda oficial do governador Jerônimo em Itiruçu chamou atenção pela ausência de dirigentes do partido ao qual o chefe do Executivo estadual é filiado no município.
 
Mesmo com a realização de um evento institucional importante para a cidade, nenhum representante local da legenda esteve presente para recepcionar o governador.

A ausência de dirigentes locais do partido do governador Jerônimo durante sua agenda oficial em Itiruçu acabou tendo um efeito revelador. A situação mostrou, de forma clara, quem de fato está presente e comprometido com o projeto político liderado pelo governador no município.

O episódio contribuiu para tirar quaisquer dúvidas que ainda pudessem existir em relação aos apoios locais para as eleições de outubro. Ficou evidente quem realmente caminha ao lado do governador, participa dos momentos importantes e demonstra apoio concreto, para além de discursos.

Em Itiruçu, o evento serviu não apenas para tratar de ações e investimentos para o município, mas também para esclarecer o cenário político local, evidenciando quem está alinhado, na prática, com o projeto estadual que busca atender às necessidades da população.

 

O município de Itiruçu passou a viver uma nova realidade no abastecimento de água nesta sexta-feira de 22 de janeiro com a chegada da água do Rio Paraguaçu, um avanço considerado fundamental para a saúde pública e a segurança hídrica da população.

Entre os anos de 2018 e 2020, Itiruçu esteve entre os municípios baianos citados com uma das piores qualidades de água, ao lado de cidades como Vitória da Conquista, Jequié, Itabuna, Cruz das Almas e Lauro de Freitas. Dados levantados em testes apontaram a presença de substâncias que oferecem riscos à saúde humana.

Segundo os estudos, o consumo contínuo dessa água poderia causar doenças graves, como câncer, mutações genéticas, problemas hormonais, doenças renais e danos ao sistema nervoso.

Com a integração ao sistema de abastecimento do Rio Paraguaçu, a expectativa é de uma melhora significativa na qualidade da água distribuída, tornando-a mais segura e adequada para o consumo humano, além de reduzir os impactos da estiagem e garantir maior regularidade no fornecimento.

A mudança representa um marco importante para Itiruçu, refletindo diretamente na qualidade de vida da população, no fortalecimento da saúde pública e no desenvolvimento do município.

Foto: Divulgação/Embasa


Empresa é retirada do mercado, mas dívidas continuam válidas e investimentos seguem sob análise do liquidante

O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, o que resultou na retirada imediata da empresa do mercado financeiro. A medida interrompe as operações da instituição e congela seus ativos, mas não isenta os clientes do cumprimento de obrigações assumidas anteriormente.

Com a liquidação, um profissional indicado pelo Banco Central passa a conduzir o processo, analisando o patrimônio da empresa, os valores a receber e as dívidas existentes. A partir desse levantamento, será definido como ocorrerá o pagamento dos credores.

Especialistas alertam que contratos firmados com a instituição continuam válidos. Isso significa que faturas de cartão de crédito e outras dívidas devem ser quitadas normalmente para evitar problemas como inadimplência e registros negativos em órgãos de proteção ao crédito.

Segundo o analista do mercado financeiro André Franco, o não pagamento pode gerar consequências diretas para o consumidor. “Essas informações permanecem registradas no sistema financeiro. O atraso pode levar à negativação do nome do cliente”, explica.

Já os consumidores que mantêm recursos aplicados ou valores em conta precisam aguardar o andamento da liquidação. Nos casos em que há cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), existe proteção de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, o que reduz o risco de perdas financeiras. No entanto, pode haver demora na liberação dos valores.

Produtos que não contam com a garantia do FGC apresentam maior grau de incerteza, dependendo do resultado final do processo de liquidação.

A Will Financeira, que tem ligação com o Banco Master, teve a liquidação decretada após deixar de cumprir compromissos financeiros com a operadora de cartões Mastercard.

As inscrições para o programa Bolsa Atleta têm início nesta segunda-feira, dia 19, oferecendo apoio financeiro a esportistas que se destacaram em competições ao longo do último ano. A iniciativa garante o pagamento de parcelas mensais durante 12 meses, com o objetivo de contribuir para a preparação e a permanência dos atletas no esporte de alto rendimento.

Conforme divulgado, o edital contempla cinco níveis de participação: atleta olímpico, paralímpico ou surdolímpico; atleta internacional; atleta nacional; atleta de base; e atleta estudantil. Os valores do benefício variam entre R$ 410 e R$ 16.629, de acordo com a categoria, sendo os recursos provenientes do Ministério do Esporte.

No ano de 2025, o programa alcançou um marco histórico ao atender 9.207 atletas em todo o país, número superior ao registrado no ano anterior, quando 8.739 esportistas foram beneficiados. A iniciativa é aberta a praticantes de modalidades reconhecidas como olímpicas, paralímpicas ou surdolímpicas.

Para os atletas da categoria olímpica, que já se preparam para os Jogos de Los Angeles em 2028, é exigida a participação na equipe brasileira em grandes eventos internacionais recentes, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022, além dos Jogos Surdolímpicos de Verão de Tóquio 2025 ou de Inverno realizados em Erzurum, em 2022.

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