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A pergunta tem ecoado entre os moradores de Itiruçu: que água está chegando às torneiras da população? O sonho de ter acesso à água potável de qualidade, sem depender da compra de água mineral, ainda parece distante — quase uma promessa que não se concretizou.
A tão aguardada água do Rio Paraguaçu ainda não atende plenamente todos os moradores. Enquanto isso, a população convive com incertezas e constantes reclamações sobre a qualidade da água fornecida.
O Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA), que possui mais de 130 quilômetros de adutora, capta água no Rio Paraguaçu, no município de Marcionílio Souza, que deveria abastecer cinco cidades da região, incluindo Itiruçu ainda não é um realidade plena. O projeto foi criado com a proposta de garantir segurança hídrica para uma região que, há anos, enfrenta problemas com água de baixa qualidade.
No entanto, a realidade relatada por moradores é diferente. Em diversos momentos, a água apresenta aspecto salobro, barrento e até esbranquiçado, características que geram preocupação e desconfiança quanto à sua segurança para o consumo humano.
Segundo informações recebidas pela redação, o município ainda estaria sendo abastecido por água proveniente da Estação de Tratamento de Água (ETA) localizada entre Itiruçu e Lagedo do Tabocal — fonte que já foi alvo de denúncias relacionadas à possível contaminação por substâncias nocivas à saúde.
A situação não se limita apenas a Itiruçu. Moradores do Entroncamento de Jaguaquara também têm relatado problemas semelhantes e, segundo informações, estariam recebendo água oriunda da mesma Estação de Tratamento de Água (ETA), o que amplia a preocupação regional sobre a qualidade do abastecimento, ainda não confirmada pela Embasa.
Dados do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde, com base em análises realizadas entre 2018 e 2020, indicam que um dos principais fatores de risco está relacionado ao próprio processo de tratamento da água. O levantamento aponta que subprodutos gerados durante o tratamento podem contribuir para a contaminação, quando não há controle adequado. Inclusive Itiruçu ficou entre as 7 piores agua para consumo humano da Bahia.
Outro ponto preocupante é a possível ausência ou baixa presença de cloro na água distribuída. O cloro é essencial no tratamento, pois atua como agente oxidante, impedindo o desenvolvimento de bactérias e protozoários nocivos à saúde humana. Sem esse processo adequado, a água pode se tornar um meio propício para microrganismos perigosos.
Especialistas destacam que, embora o cloro tenha a função de desinfecção, o tratamento da água também envolve processos físicos e químicos que precisam ser bem controlados para evitar reações indesejáveis e garantir a remoção de substâncias prejudiciais.
Além da qualidade, a população também enfrenta problemas com a irregularidade no abastecimento, já que a promessa de fornecimento diário — prevista em contrato — nem sempre é cumprida, segundo relatos de moradores.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por parte dos itiruçuenses e também de moradores de localidades vizinhas por mais transparência, fiscalização e melhorias no sistema de abastecimento, para que a população possa finalmente ter acesso a um direito básico: água limpa, segura e de qualidade.
As intervenções de pavimentação na Vila Pimentel no município de Itiruçu, conhecida por "Risca Faca", no trecho que dá acesso à BA-250, avançam e têm previsão de finalização em curto prazo.
Nesta fase, estão sendo implantados aproximadamente 1.200 metros quadrados de calçamento, contribuindo para melhores condições de tráfego na região.
A obra está sendo executada de forma gradual, por etapas, o que permite a continuidade dos serviços até a conexão com a BA-250. O andamento das ações representa um passo importante para a melhoria da mobilidade e atende a uma reivindicação antiga dos moradores da comunidade da Vila Pimentel e está sendo concretizada pela Prefeitura de Itiruçu em convênio com o Governo do Estado.
Moradores relatam água salgada, barrenta e fornecimento irregular no município
Evento reunirá sociedade e gestores para discutir políticas públicas e o fortalecimento do SUS no município
A Prefeitura de Itiruçu, na Bahia, convocou oficialmente a realização da X Conferência Municipal de Saúde, que acontecerá no dia 29 de maio de 2026. O evento terá como tema central “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do povo é cuidar do Brasil”.
De acordo com o decreto, a conferência será coordenada pelo Conselho Municipal de Saúde e presidida pela Secretária Municipal de Saúde. A organização e o funcionamento do encontro serão definidos por meio de um regimento interno especial, que também estabelecerá a comissão organizadora do evento.
Ainda conforme as diretrizes estabelecidas, caberá ao Conselho Municipal de Saúde deliberar sobre o regimento interno e a composição da comissão organizadora, com posterior homologação da Secretaria Municipal de Saúde.
As despesas para a realização da conferência serão custeadas com recursos do orçamento municipal, por meio da Secretaria de Saúde. O decreto já está em vigor, com validade a partir da data de sua publicação.
A conferência é considerada um importante espaço de participação popular, onde serão debatidas propostas e diretrizes para o fortalecimento das políticas públicas de saúde no município.
Medida antecede feriado de Tiradentes e mantém funcionamento dos serviços essenciais
O prefeito municipal de Itiruçu, na Bahia, decretou ponto facultativo nas repartições públicas municipais na segunda-feira, dia 20 de abril de 2026.
A decisão foi tomada em virtude do feriado nacional de Tiradentes, celebrado em 21 de abril, além da baixa procura por serviços públicos no dia anterior. A medida também leva em consideração a necessidade de redução e controle das despesas do município.
De acordo com o decreto, os serviços essenciais não serão interrompidos. Permanecem em funcionamento as unidades de saúde, segurança e demais setores considerados indispensáveis, assim como aqueles responsáveis por atendimentos urgentes.
O decreto passa a valer a partir da sua publicação, mantendo o funcionamento dos serviços prioritários para garantir o atendimento à população.







