Brasil está entre os países mais afetados, com estimativa de 26,7 mil mortes adicionais, segundo estudo do Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago.
Uma projeção do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago, aponta que o fenômeno climático conhecido como Super El Niño poderá provocar aproximadamente 857,4 mil mortes adicionais relacionadas ao calor em todo o mundo até março.Os dados foram divulgados pelo jornal britânico The Independent. O Brasil aparece entre os países que podem registrar os maiores impactos, com uma estimativa de 26,7 mil óbitos adicionais durante o período. Desse total, cerca de 19,5 mil poderiam ocorrer nos próximos seis meses.
De acordo com o monitor El Niño Heat Mortality Tracker, desenvolvido por pesquisadores da instituição americana, o calor extremo já teria provocado aproximadamente 484,5 mil mortes adicionais entre junho e setembro deste ano.
A projeção indica ainda que outras 372,9 mil mortes poderão ocorrer até março, elevando o total estimado para 857,4 mil óbitos adicionais em um intervalo de dez meses.
Os números reforçam a preocupação com os efeitos das temperaturas extremas sobre a saúde pública, especialmente entre idosos, crianças, pessoas com doenças preexistentes e populações mais vulneráveis.
O acompanhamento das condições climáticas e a adoção de medidas de prevenção são considerados fundamentais para reduzir os riscos associados às ondas de calor.




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