PL amplia número de governos estaduais, enquanto PSD e Republicanos também avançam; sete disputas ainda serão definidas no segundo turno
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 provocou mudanças na distribuição partidária dos governos estaduais. A votação ocorreu em 4 de outubro e definiu 20 dos 27 governos estaduais e do Distrito Federal. As sete disputas restantes serão decididas em segundo turno, marcado para 25 de outubro.Entre os partidos que conquistaram governos já no primeiro turno, o PL aparece com cinco eleitos. A legenda ampliou sua presença em relação a 2022 e passou a comandar Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.
O PSD também apresentou crescimento no cenário estadual, com quatro governos definidos no primeiro turno. A legenda conquistou os Executivos de Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. Entre os eleitos está Eduardo Braide, no Maranhão, e Raquel Lyra, reeleita em Pernambuco.
O PT garantiu três governos estaduais já na primeira rodada, incluindo a Bahia, onde Jerônimo Rodrigues foi reeleito com 55,80% dos votos válidos. Ceará e Piauí também ficaram com candidatos petistas.
O Republicanos também manteve presença significativa no mapa estadual. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas foi reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos, segundo o TSE.
Sete estados ainda terão segundo turno
A definição dos governos estaduais não terminou no primeiro turno. Sete unidades da Federação voltarão às urnas no dia 25 de outubro: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.
No Amazonas, por exemplo, a disputa ficou entre Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL), os dois candidatos mais votados no primeiro turno.
A rodada complementar poderá alterar a composição final do mapa partidário dos governos estaduais em 2026.
Disputa também muda nas Assembleias
A reorganização partidária aparece ainda nas eleições proporcionais. Ao todo, foram colocadas em disputa 1.035 cadeiras nas Assembleias Legislativas dos estados e outras 24 na Câmara Legislativa do Distrito Federal, totalizando 1.059 vagas.
O PL ampliou sua presença nas casas legislativas estaduais em comparação com 2022, enquanto PT, MDB e PSD também aparecem entre as maiores bancadas nacionais.
Em São Paulo, o PL conquistou a maior bancada da Assembleia Legislativa, com 27 das 94 cadeiras. O PT ficou com 16, enquanto PSD e PSOL elegeram nove parlamentares cada.
Na Bahia, o PT também garantiu a maior bancada estadual, com 14 deputados eleitos.
O cenário mostra que a eleição de 2026 não alterou apenas a composição dos governos estaduais. A distribuição das cadeiras nas Assembleias também revela mudanças na força relativa das legendas e poderá influenciar as relações políticas entre os Executivos e os Legislativos estaduais ao longo dos próximos quatro anos.
Com sete governos ainda em disputa, o desenho definitivo do mapa político dos estados só será conhecido após a votação do segundo turno.



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