Cresce no PSDB o movimento para lançar o deputado mineiro como alternativa de centro-direita nas eleições de 2026, em meio ao enfraquecimento político de Flávio Bolsonaro e à busca por uma terceira via no cenário nacional.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, os áudios mostram o parlamentar solicitando recursos para financiar o filme “Dark Horse”, produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A possível candidatura de Aécio teria sido debatida durante uma reunião realizada nesta terça-feira (19), com a presença de dirigentes tucanos e lideranças de partidos aliados. Entre os participantes estavam o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, e o presidente do Cidadania, Alex Manente.
De acordo com integrantes do encontro, a estratégia seria lançar o nome do deputado mineiro para medir sua aceitação nas pesquisas eleitorais e consolidá-lo como uma alternativa de centro-direita até o período das convenções partidárias, previstas para julho.
O ex-presidente do Cidadania, Roberto Freire, afirmou que pretende solicitar uma reunião da federação PSDB-Cidadania na próxima semana para defender oficialmente a pré-candidatura de Aécio.
Nas redes sociais, Freire também se posicionou favoravelmente ao nome do tucano e afirmou que o país precisa superar a polarização política e buscar um projeto considerado mais democrático e moderado.
Já Paulinho da Força confirmou que o tema foi o principal assunto da reunião e declarou apoio à construção da candidatura. Segundo aliados, existe inclusive a possibilidade de o sindicalista integrar uma eventual chapa como candidato a vice-presidente.
Ainda conforme lideranças do PSDB, a proposta seria apresentar Aécio Neves como uma opção de centro político, fazendo críticas tanto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto ao bolsonarismo, tentando atrair eleitores insatisfeitos com os dois grupos.
Até o momento, Aécio Neves não comentou publicamente sobre o assunto. Antes das discussões sobre uma candidatura presidencial, o partido avaliava a possibilidade de o deputado disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais ou tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.
Aécio disputou a Presidência da República em 2014, quando foi derrotado no segundo turno pela então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, o tucano recebeu 48,36% dos votos válidos, contra 51,64% da candidata petista.
Entre os episódios mais marcantes da trajetória política do deputado está a divulgação de uma gravação envolvendo o empresário Joesley Batista, controlador da JBS, em que Aécio teria solicitado R$ 2 milhões para custear sua defesa no âmbito da Operação Lava Jato.




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