O pai do menino sírio de três anos que morreu afogado na Turquia, e cuja fotografia provocou uma forte comoção em todo o mundo, retornou nesta sexta-feira a Kobane, na Síria, para enterrar a família. Já os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE), reunidos em Luxemburgo, tentantam superar as divisões internas que os impedem de encontrar uma solução para a crise dos refugiados. Na Síria, o menino sírio encontrado morto em uma praia turca depois de um naufrágio foi enterrado ao lado do irmão e da mãe, em um funeral muito emotivo na cidade síria de Kobane.
"O sepultamento aconteceu na presença de centenas de pessoas. Todos estavam tristes e choravam", afirmou Mustefa Ebdi, um jornalista de Kobane. Abdullah Shenu, pai do pequeno Aylan, de 3 anos, "ainda está em estado choque", disse Ebdi. Durante a oração fúnebre da família, ele afirmou ser o único responsável pelo que aconteceu. "Não acuso ninguém", relatou o jornalista. "Eu pagarei por toda a minha vida", completou, de acordo com Ebdi. As três vítimas foram enterradas no mausoléu dedicado aos "mártires de Kobane". "Também disse 'meu filho está entre os muitos mortos (do conflito). Temos que encontrar uma solução para a tragédia na Síria", contou Ebdi.
"O sepultamento aconteceu na presença de centenas de pessoas. Todos estavam tristes e choravam", afirmou Mustefa Ebdi, um jornalista de Kobane. Abdullah Shenu, pai do pequeno Aylan, de 3 anos, "ainda está em estado choque", disse Ebdi. Durante a oração fúnebre da família, ele afirmou ser o único responsável pelo que aconteceu. "Não acuso ninguém", relatou o jornalista. "Eu pagarei por toda a minha vida", completou, de acordo com Ebdi. As três vítimas foram enterradas no mausoléu dedicado aos "mártires de Kobane". "Também disse 'meu filho está entre os muitos mortos (do conflito). Temos que encontrar uma solução para a tragédia na Síria", contou Ebdi.
"De que me serve a solidariedade do mundo? Perdi o que mais amava", disse Abdullah Shenu, segundo o jornalista. "Como pai que perdeu os filhos, não tenho mais nada o que esperar deste mundo. A única coisa que gostaria é que o drama e os sofrimentos na Síria acabassem, que a paz retornasse", disse, de acordo com a agência turca Dogan. O corpo de Aylan foi encontrado na quarta-feira em uma praia de Bodrum com o rosto voltado para a areia. Depois do naufrágio que dizimou a família Kurdi, a polícia turca prendeu quatro suspeitos de tráfico de seres humanos, todos de nacionalidade síria. A comoção despertada pela visão do menino morto na praia turca parece ter vencido as resistências do primeiro-ministro britânico, David Cameron, criticado por sua falta de envolvimento na crise dos migrantes. Em Lisboa, Cameron anunciou nesta sexta-feira que o Reino Unido está disposto a acolher mais refugiados sírios. "Frente à dimensão da crise e do sofrimento das pessoas, posso anunciar hoje que faremos mais, acolhendo milhares de refugiados sírios adicionais", declarou.



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