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EDITORIAL

A Ganância e a Discórdia a felicidade dos invejosos

Aquele que semeia a discórdia é terrível. Não gosta de ver a paz reinar em canto algum, parece que se agonia com isso.

Qual o objetivo das pessoas que agem desta forma? Será que essa atitude provoca prazer em determinadas pessoas? Ou seria o ego de pessoas invejosas que se sentem felizes provocando infelicidades.

Fazendo minhas análises sobre certas atitudes humanas percebi que pessoas infelizes são as que mais disseminam discórdias e a maior delas sempre está relacionada com algum tipo de fofoca raivosa.

Aquela que numa simples palavra já se percebe o rancor interior de quem fez. E se estivermos perto de quem fez a fofoca raivosa nota-se no semblante da pessoa um certo alívio pela maldade que provocou ou até um sorriso nos lábios achando-se vitorioso...CONTINUE LENDO


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Itiruçu:Colégio Estadual faz palestra sobre cultura do estupro e violência sexual

Por: Ed Santos - terça-feira, 15 de maio de 2018 - 0 Comentários


Nossa reportagem entrevistou a advogada Alidiney Aguiar Borges, pós graduada em Psicologia Jurídica e Mestrada em Resolução de Conflitos e Mediações. Ela que realizou uma palestra sobre “Conceito de Assedio Sexual, Estupro e Cultura do Estupro.” Evento realizado na Casa da Cultura Maria Lindaura Catunda em Itiruçu, com alunos do Colégio Maria Cândida de Castilho Fontoura. Na entrevista ela fala sobre o tema apresentado na palestra uma vez que estamos no mês de maio, mês lembrado como de luta e combate ao abuso sexual sobre tudo contra menores. A Entrevista vai ao ar nesta sexta feira (18-05-2018) no 1º Jornal a partir das 6 da manhã pela Itiruçu FM.

A palestra organizada pela direção do Colégio Estadual foi voltada para alunos do 3ºano, jovens da vanguarda do momento que precisam formar consciência sobre as situações conflitantes com uma cultura ainda machista em pleno século XXI.

A Cultura do estupro é um contexto no qual o estupro é pervasivo e normalizado devido a atitudes sociais sobre gênero e sexualidade. Comportamentos comumente associados com a cultura do estupro incluem a culpabilização da vítima, a objetificação sexual da mulher, a crença em mitos do estupro, trivialização do estupro, a negação de estupros, a recusa me reconhecer o dano causado por algumas formas de violência sexual, ou a combinação entre esses comportamentos.

A noção de cultura do estupro foi usada para descrever e explicar comportamento dentro de grupos sociais, incluindo estupros dentro de prisões, e em áreas de conflito onde estupros de guerra eram usados como arma psicológica. Sociedades inteiras foram acusadas de possuir uma cultura de estupro.
                       Alunos do Colégio Estadual Maria Candida, assistem palestra na Casa da Cultura
De acordo com a cientista política Iris Marion Young, as vítimas em culturas de estupro vivem com medo de atos aleatórios de violência sexual opressiva que se destinam a prejudicar ou humilhar a vítima.
Palestrante: Advogada Alidney Borges e a Diretora Livia Santana
Esta cultura também está ligada à segregação de gênero e a crença de que o estupro prova masculinidade. Outras manifestações da cultura do estupro incluem a negação do estupro generalizada, a apatia das instituições quanto ao problema do estupro, minimização dos casos de estupro por funcionários do governo, e a desculpa de que estupradores são anomalias sociais.

Uma preocupação é que a cultura do estupro nos Estados Unidos por exemplo e não é diferente no Brasil pode influenciar jurados de tomada de decisão em ensaios de agressão sexual. O resultado é que os homens que cometeram crimes de agressão sexual podem receber pouca ou nenhuma punição, o que serve para fortalecer a cultura do estupro no sistema judicial americano e na sociedade americana como um todo.

O termo usado para definir a que os homens são submetidos em uma cultura do estupro é a masculinidade tóxica. Este é um estereótipo de gênero que sobrecarrega os homens na sociedade, os descreve como sexualmente motivados e violentos. Em uma sociedade machista, dos homens são esperados que fossem dominantes, fortes, violentos, sexuais e controladores. Já as mulheres são esperadas serem submissas, fracas, passivas, decorativas e controláveis.

É graças a essa cultura do estupro, que os casos acontecem principalmente nos seios das famílias onde os estupradores podem ser desde pais ou padrastos, até pessoas próximas da vitimas conhecidas das famílias. Dados apontam que vivemos na região ainda com um alto índice de casos de violações sexuais encobertos, cujas vítimas não têm coragem de denunciar por pressão familiar e infelizmente até religiosa.

No Brasil há 12 assassinatos de mulheres e 135 estupros por dia, por exemplo, ou seja 1 a cada 11 minutos. Só no ano passado foram 49.497 casos de estupro.

É importante que você denuncie, caso perceba algo estranho na vizinhança ligando para o disk 100, por exemplo, quando se tratarem de menores, delegacia da mulher, ou acionando a polícia em situações suspeitas.

*Fotos da Palestra realizada nesta terça na Casa da Cultura em Itiruçu.


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