O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou em coletiva na tarde desta quinta-feira (16) que o governo federal decidiu suspender a recomendação de vacinar irrestritamente adolescentes entre 12 e 17 anos.
Agora, a orientação do Ministério é que só sejam vacinadas pessoas nessa faixa etária com deficiências permanentes, comorbidades ou privadas de liberdade.
Queiroga afirmou, ainda, que aqueles adolescentes que já tomaram a primeira dose não devem completar o esquema vacinal, exceto se fizerem parte dos grupos prioritários.
Em agosto, o ministério divulgou nota técnica indicando a vacinação de adolescentes com comorbidades e em privação de liberdade prioritariamente, e indicou a vacinação dos demais a partir da conclusão da vacinação da população adulta.
Ao mesmo tempo, indicou também a aplicação de uma dose de reforço para adultos com mais de 70 anos e com problemas de imunidade. Em todos os casos a vacina a ser usada, obrigatoriamente ou preferencialmente, deveria ser a Pfizer.
Ó ministro afirmou que o Brasil tem vacina sobrando negando que o país sofre por falta do imunizante.
Queiroga garante que há vacinas suficientes. De acordo com números da Pfizer, o Brasil ainda tem quase 130 milhões de doses a receber até o final do ano, para que se complete os dois contratos com o laboratório, somando 200 milhões de doses. O ministério, no entanto, ainda não assinou novos contratos para 2022.
Uma fonte da agência ouvida pela Reuters afirma que a decisão foi tomada por Queiroga sem ouvir a agência e que a posição dos técnicos é de que a vacina é sim segura.
Em outra nota, o governo do Estado de São Paulo disse lamentar a decisão do ministério, afirmando que ela vai na contramão da orientação do Conass e de autoridades sanitárias de outros países, lembrando que a vacinação nessa faixa etária já é realizada nos Estados Unidos, Chile, Canadá, Israel, entre outros.




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