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Canibal brasileiro afirma que não fez “por maldade”


Entre os diversos casos de violência que ocorrem diariamente por todo o mundo, aqueles que envolvem criminosos que comem a carne de outras pessoas são possivelmente os que mais chocam a população. No Brasil, um dos mais recentes é de um trio comandando por Jorge Beltrão Negromonte, que junto de Isabel Cristina Pires e Bruna Cristina da Silva, fez ao menos três vítimas Garanhuns (PE) entre 2008 e 2012. Nesta semana, o site Daily Mail conseguiu ficar cara a cara com o canibal e falar sobre os crimes cometidos por seu grupo.
Condenado no fim de 2014, o homem de 54 anos cumpre pena de 23 anos no presídio Desembargador Augusto Duque, em Pernambuco. A equipe do portal britânico foi até o local e em quatro horas de entrevista, percebeu que estava lidando com uma mente perturbada. Sem degustar carne humana há cerca de três anos e lambendo os lábios a todo momento, o ex-professor universitário contou que, de acordo com sua crença, as mulheres que ele matou dariam à luz “bandidos e vagabundos” e que a carne delas purificava os membros de seu culto.
Durante a conversa, Negromonte explicou que a carne das vítimas geralmente era cozida com vegetais ou servida com mandioca entre ele e as duas mulheres. “Não é mais delicioso que bife, mas também não é menos gostoso”, explicou o presidiário ao falar sobre o sabor do ingrediente principal dos pratos. Como se isso não bastasse, Isabel, sua esposa, fazia empadas com pedaços dos corpos e vendia para o povo da região – suspeitando-se que até o chefe de polícia da cidade tenha experimentado a “iguaria” produzida pelos canibais.
Diagnosticado com esquizofrenia quando criança, o homem acredita que foi manipulado por Bruna – que ele acusa de ser uma bruxa – para ajudar com os crimes. “Eu não fiz nada por maldade. Sou uma pessoa que tem um problema, preciso de tratamento”, disse. Calmo, educado e com um português perfeito, Negromonte não dá dores de cabeça para Renato Magalhães, diretor do presídio. Ao que parece, o preso se dá bem com o resto da população carcerária e até pensa em trabalhar em uma função bastante inesperada no local: como cozinheiro.
Mesmo acreditando que, hoje em dia, a sociedade está mais segura com ele dentro da cadeia, Negromonte já pensa no que fará quando finalmente cumprir sua sentença. “Quero voltar a dar aulas de Educação Física e Administração”, comentou, acreditando que seu sonho de voltar a ter uma família já não é mais possível. Parecendo incapaz de compreender a fama como canibal, seu desejo é mudar de nome – “para que ninguém saiba quem eu sou” – para que ele possa continuar o caminho trilhado antes dos crimes e volte a “ajudar as pessoas”.
Fonte(s) Huffington Post/Yagana Shah 
Imagens Daily Mail/Anderson Stevens



Neto Oliveira

Aqui a notícia é fato!

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