Jaques Wagner teve no processo pré-eleitoral deste ano a missão de ser interlocutor de Lula e Dilma com o ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência da República Eduardo Campos (PSB), que faleceu no dia 13 de agosto último num acidente aéreo em São Paulo. Wagner também era amigo de Eduardo e foram várias conversas até o socialista decidir mesmo oficializar sua candidatura. O governador da Bahia chegou a declarar, em nome do PT, que se Eduardo desistisse do pleito deste ano, ele seria o candidato do governo em 2018.
Ele foi líder do PT na Câmara dos Deputados em 1995, foi articulador de gerenciamento da crise quando estourou o 'mensalão', em 2005, quando era ministro das relações institucionais do então presidente Lula. Foi nesta época que se tornou amigo da presidente Dilma, então chefe da Casa Civil da presidência da República. Ele foi o primeiro ministro do Trabalho e Emprego de Lula. Antes foi deputado federal por três mandatos consecutivos.
Em entrevista ao Bahia 247 às vésperas do 1º turno, Wagner criticou o tratamento de choque do PT contra a então Marina Silva (PSB) e fez a mesma declaração no 2º turno, contra o tucano Aécio Neves. O governador da Bahia defende campanha propositiva. Foi assim também a de Rui Costa, eleito no primeiro turno com 54,5% dos votos válidos, quando as pesquisas apontavam vitória de Paulo Souto, do DEM.



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