Chegamos ao 14º dia de greve dos bancários e os transtornos só aumentam para os consumidores. Grandes filas nos correspondentes bancários, caixas eletrônicos sem dinheiro, transações não realizadas ou até mesmo atraso na efetivação dos pagamentos são alguns dos problemas enfrentados. Desde o último dia 19, quando a greve foi iniciada, os bancários fecharam 10.633 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal. Na Bahia, a terceira semana de paralisação nacional começou com 821 agências fechadas, segundo dados do Sindicato dos Bancários do estado. Das 295 unidades de Salvador, 289 estão sem atendimento. O secretário geral do Sindicato dos Bancários de Jequié e Região, Eduardo Galvão, em um de seus relatos sobre a greve disse que o movimento acontece não por vontade do trabalhador e sim pelo descaso do patrão para com seus empregados, sem valorizar os funcionários, sem pagar o que lhes é devido, por pressões e por sobrecarga de trabalho.
O sindicalistas ainda informou que os Bancos demitem muito mais do que contratam, só no primeiro semestre foi demitidos 25 mil Bancários, e os Banqueiros de forma desrespeitosa empurram seus clientes para o auto atendimento ou correspondentes bancários que são despreparados para atender aos clientes, acoplados a isto vem à falta de segurança, o péssimo atendimento aos clientes como os idosos que na maioria das vezes ficam horas em pé a espera de atendimento.
“Na verdade os bancos não estão preocupados nem com os funcionários e nem com os clientes e sim com os lucros apenas. o Banco do Brasil teve um lucro de 10.1 bilhões de reais no primeiro semestre de 2013, o segundo lugar vem o Itaú com 7.2 bilhões e em terceiro vem o Bradesco com mais de 5 bilhões de lucro”. Informa o sindicalista.
A categoria quer reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Pede, ainda, fim de metas abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoece os bancários. Já a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de reajuste de 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc). A proposta e de PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado), além de parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88. A greve atinge 49,5% das agências, considerando 21.500 agências no país.
SEEB-Jequié/Tribuna da Bahia




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