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Reflexão do sofrimento superado pela Fé

As lágrimas escorrem como sangue de uma ferida, difícil de estancar.
As batidas do coração doem a cada pulsação.
O olhar que não encontra uma saída nem mesmo alguém que possa compreender, quando se está no chão.
Não há uma mão pra te levantar, mas várias para te empurra no abismo. Apagar a luz no fim do túnel com um sopro para que não enxergue a saída.
Mas com tua em fé em Deus, louvai, porque ele é bom
Em Salmos 107.06 diz “E clamaram ao Senhor na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades.”
Pois Deus conhece as duas dores e os seus sofrimento .
Os retos o verão, e se alegrarão, e toda a maldade tapará a boca.
Quem é sábio observará estas coisas, e eles compreenderão as bondades do Senhor. Salmos 107:42,43 CONTINUE LENDO

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Profetas da chuva usam sinais da natureza para fazer previsões

Por: Itiruçu Notícias - sábado, 9 de janeiro de 2016 - 0 Comentários





A natureza deu sinais diferentes para os profetas da chuva, homens e  mulheres do sertão que fazem previsões para o período das águas no Ceará, que vai de fevereiro a maio.

Antônio Lima, de 75 anos, chegou ao 20º Encontro dos Profetas da Chuva, em Quixadá. a 168 quilômetros da capital, Fortaleza, com uma casinha da maria e do joão-de-barro. "Se tiver inverno, a maria-de-barro faz a casa com um material que chuva nenhuma derruba", explica o profeta, mostrando a casa que trouxe como exemplo do que descreve.

Assim como Antônio, Renato Lino de Souza, de 68 anos, está otimista com a quadra chuvosa. Ele mostra o caule da embiratanha, uma planta típica do Semiárido que apresenta estrias grossas ao longo do seu tronco na época da seca. "Essa planta nasce em solo pedregoso e vive para dar sinal de que vai chover. Esses riscos eram bem largos, ela está cicatrizando", descreve.

Em Quixadá, a manhã deste sábado (9) foi nublada. Antônio olhava para o céu e descrevia as nuvens como um véu grosso, trazendo chuva do sul do Ceará para o sertão central. Segundo o calendário das chuvas do Ceará, divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), choveu hoje em 96 dos 184 municípios do estado. Para ele e tantos outros dos 30 profetas reunidos no encontro deste ano, a chuva dos últimos dias mostra que o "inverno" já chegou no Ceará.

No entanto, não é essa a opinião de outros profetas da chuva. João Américo da Costa, de 88 anos , mostra num banner fotos de um formigueiro no leito de um rio seco e a pouca floração do juazeiro. "Já está com três anos que esse formigueiro aparece na barreira do rio e nunca se acaba. A previsão é para um inverno muito fraco."

Enquanto o profeta Antônio Lima se alegra ao olhar o céu nublado, Paulo Costa de Oliveira, de 70 anos, enxerga além das nuvens e diz: "não teremos inverno, teremos chuvas isoladas e localizadas". Ele conta que observou o céu em setembro, na chamada Vigília de Noé, em que se considera a posição dos ventos, dos astros e a corrente de ar. "Este ano, por causa da Zona de Convergência Tropical, bolhas de ar quente que ficam no infinito, a frente fria não passa. Quando essas bolhas desaparecerem é que vai chover no Nordeste."

A população do Ceará aguarda uma boa quadra chuvosa há, pelo menos, cinco anos. O ano de 2015 foi considerado pela Funceme o quarto ano de seca seguida no estado. A fundação ainda não apresentou o prognóstico dos meses de fevereiro a maio, mas verificou ainda no ano passado que o fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal no Oceano Pacífico Equatorial, poderia afetar de forma negativa o regime de chuvas em 2016.

A agricultura e a pecuária também esperam pelas chuvas. Em Riacho Verde, distrito de Quixadá, a chuva de 15 milímetros aferida pela Associação dos Agricultores animou a população. "Tem cantos em que a gente já pode até passar o trator para arar a terra", afirma o presidente da associação, Francisco Rodrigues.

José Andrade, secretário da Agricultura de Capistrano, município a 113 de Fortaleza, foi a Quixadá em busca de informações dos profetas da chuva para levar à sua região, uma vez que os agricultores consideram tais previsões para planejar o plantio.

"Eles acreditam mais nessa experiência que a natureza oferece do que no que os estudos meteorológicos apontam, pois cresceram acompanhando as experiências que os pais deles faziam." O secretário, porém, diz que fica no meio-termo. "Não é que as experiências dos profetas da chuva sejam enganosas, mas, em algumas coisas, a natureza já não responde mais como antigamente. Acredito que essa quadra chuvosa não será seca como aponta a Funceme. No entanto, também não será um inverno tão grande.


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