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É domingo, dia 2 de outubro de 2022, e você está decidido a usufruir do seu pleno direito de votar -- mas cuidado: antes de sair de casa rumo à sua seção eleitoral, saiba exatamente o que você pode e não pode fazer de acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes de mais nada, atenção: o horário de votação em todo o país foi unificado: de 8h às 17h.

ROUPAS -- A primeira pergunta é: posso ser impedido de votar por causa do que estou vestindo? “Não há uma regulamentação eleitoral expressa sobre esse ponto em um país continental como o nosso, onde há indígenas e uma variedade de culturas”, comenta o advogado Alexandre Rollo, lembrando, no entanto, que vale o bom senso: “Não vá votar sem camisa ou com trajes de banho”. Usar camiseta do seu partido ou candidato preferido é permitido, bem como o uso de bandeiras, broches e adesivos, mas só individualmente: ninguém pode se manifestar de maneira coletiva, nem se aglomerar usando vestuário padronizado. E não se pode distribuir camisetas aos eleitores!

CELULARES E OUTROS EQUIPAMENTOS -- É proibido entrar na cabine com celular, máquina fotográfica, filmadora ou similares. Esses equipamentos devem ser deixados com os mesários durante a votação e recuperados imediatamente após o voto.

ARMAS -- É proibido o porte de armamento nos arredores (a menos de 100 metros) da seção eleitoral -- mesmo que você possua porte legal de armas ou licença estatal -- dois dias antes da votação, no dia do pleito e nas 24 horas seguintes. Hoje, o TSE proibiu também o transporte de armas e munições por colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) na véspera, no dia das eleições e nas 24 horas do dia seguinte.

LEI SECA -- Até o momento, apenas 11 estados anunciaram que irão restringir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no dia das eleições: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Roraima, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e Tocantins.

OUTRAS PROIBIÇÕES -- É proibido fazer boca-de-urna; promover manifestação coletiva ou barulhenta, comício ou carreata; usar alto-falante ou amplificador de som; descartar propaganda eleitoral nas ruas e nos locais de votação; postar novos conteúdos ou impulsionar conteúdos anteriores na internet como propaganda eleitoral.

PEDIR AJUDA, PODE! -- É permitido pedir ajuda aos mesários, mas somente a respeito da ordem de votação, nunca sobre o voto. Se você sofre de alguma deficiência ou tem mobilidade reduzida, pode ser auxiliado por alguém da sua escolha -- que pode até digitar os números na urna. Essa pessoa deverá se identificar como ajudante diante dos mesários.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a botar em xeque a lisura nas eleições no Brasil e se negou, nesta segunda-feira (26), a afirmar que vai deixar o poder caso seja derrotado no pleito deste ano.

O mandatário disse que os mesmos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornaram o ex-presidente Lula (PT) elegível são responsáveis pela condução das eleições e afirmou que eles atuam para prejudicá-lo e também que o perseguem.

Bolsonaro participou de sabatina das eleições do Jornal da Record, que durou 40 minutos. O presidente foi o primeiro presidenciável a participar do programa. Também estão previstas as participações de Ciro Gomes (PDT), na terça-feira (27), e de Simone Tebet (MDB), na quarta (28).

O líder nas pesquisas de intenção de voto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu não comparecer, alegando compromissos de campanha e discordância com a ordem das sabatinas.

O presidente afirmou que não haverá nenhum problema após um pleito com "eleições limpas". No entanto, após ser questionado sobre como provar isso, tergiversou. Disse que não é possível mostrar que houve fraudes, assim como o "outro lado não tem como provar que o processo foi sério também". Na sequência voltou a divulgar informações, já refutadas, sobre a investigação da Polícia Federal sobre as urnas eletrônicas em 2018.

Bolsonaro foi então questionado diretamente pelo entrevistador, que afirmou ter entendido que, se ele não sair vencedor do pleito, vai questionar o resultado. Nesse momento, o presidente respondeu que iria aguardar o resultado anunciado pelo TSE, mas voltou a repetir a sua percepção de que é o favorito por causa do clima que encontra em seus atos nas ruas —apesar de estar em desvantagem nas principais pesquisas de intenção de voto, que aponta inclusive a possibilidade de eleição de Lula no primeiro turno.

Nesta segunda-feira (26), pesquisa Ipec mostrou que Lula tem 52% dos votos válidos na corrida eleitoral contra 34% do atual presidente.

"Olha, eu vou esperar o resultado [antes de decidir se vai reconhecer o resultado]. Nas ruas, eu nunca vi, eu tenho falado nos meus pronunciamentos, como falei em Campinas, que um candidato que tem 45% das intenções de votos sem poder sair às ruas, sem poder se dirigir ao público. E o que é a democracia? É a vontade popular. A gente não está vendo a vontade popular expressa nos institutos de pesquisa, em especial o Datafolha e muito menos dentro do TSE", afirmou.

O presidente também disse que é perseguido pelo TSE, que, segundo ele, age "de forma parcial" no pleito. Bolsonaro fez referência a duas decisões: uma que o proibiu de realizar lives no Palácio da Alvorada e no Palácio do Planalto e outra que determinou a retirada de outdoors com palavras com seu slogan de campanha.

Em desvantagem na disputa, Bolsonaro passou nas últimas semanas a atacar Lula e o PT em seus comícios, em particular explorando o tema corrupção. O mandatário também insiste em falas voltadas para o público feminino, onde enfrenta a maior rejeição e também depois de se ver envolvido em polêmicas.

O presidente da República voltou novamente a carga contra o Poder Judiciário e também questionou a transparência das eleições. Durante o fim de semana, chamou de "estapafúrdia" a decisão do TSE que veta lives de "cunho eleitoral" nos palácios da Alvorada e do Planalto.

Na sexta-feira (23), voltou a mencionar o ano de 1964, quando houve o golpe que implantou uma ditadura militar no país, e disse que só vai deixar o governo federal "bem lá na frente" e a partir de "eleições limpas".

Pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (26), encomendada pela Globo, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 48% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 31% na eleição para a Presidência da República em 2022.

Em relação à pesquisa anterior, de 19 de setembro, Lula foi de 47% para 48%. Bolsonaro se manteve com 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O Ipec diz que o cenário é de estabilidade.

O nmeros gerais da pesquisa foram:

    Lula (PT): 48% (47% na pesquisa anterior, de 19 de setembro)
    Jair Bolsonaro (PL): 31% (31% na pesquisa anterior)
    Ciro Gomes (PDT): 6% (7% na pesquisa anterior)
    Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)
    Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)
    Felipe d’Avila (Novo): 1% (0% na pesquisa anterior)
    Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Padre Kelmon (PTB): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Constituinte Eymael (DC): não foi citado (0% na pesquisa anterior)
    Branco/nulo: 4% (5% na pesquisa anterior)
    Não sabe/não respondeu: 4% (4% na pesquisa anterior)

Contato só os votos validos  que  excluem os votos em branco e os nulos. Lula lidera a disputa:

    Lula: 52% (52% na pesquisa anterior)
    Bolsonaro: 34% (34% na pesquisa anterior)
    Ciro: 6% (7% na pesquisa anterior)
    Tebet: 5% (5% na pesquisa anterior)
    Thronicke: 1% (1% na pesquisa anterior)
    d'Avila: 1% (0% na pesquisa anterior)

A pesquisa ouviu 3.008 pessoas em 183 cidades entre os dias 25 e 26 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob número BR-01640/2022.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece liderando a disputa presidencial das eleições deste ano com 62% das intenções de votos entre os baianos, segundo dados da pesquisa Datafolha divulgados nesta quarta-feira (21).

Ainda segundo o levantamento, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 20%, e Ciro Gomes (PDT) ocupa o terceiro lugar no estado, com 7% de intenções de votos.

O levantamento estimulado aponta também que Simonet Tebet (MDB) mantém 3%. Soraya Thronicke (UNIÃO) permanece com 1%.

Vera Lúcia (PSTU), Felipe d’Avila (NOVO), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB), Sofia Manzano (PCB) e Constituinte Eymael (DC) não pontuaram. Branco, nulos e nenhum somaram 4% , já 2% não souberam responder.

 
Na pesquisa  da AtlasIntel, divulgados na manhã desta quinta-feira (22), já mostra o candidato de Rui Costa e Lula com 44,5% das intenções de voto, contra 40,5% do candidato do União Brasil, ACM Neto. João Roma (PL) tem 9,4%.

Segundo  avaliação feita por João Straub, analista de Risco Político do instituto, durante entrevista ao programa Isso É Bahia, da rádio A TARDE FM, nesta quinta-feira, 22. Segundo ele, a vitória já no dia 2 de outubro dependeria da capacidade da campanha de continuar associando a imagem do petista ao ex-presidente Lula e ao governador Rui Costa.  

"O Jerônimo está com 44% na nossa pesquisa atual e, no estado, o Lula tem 67% das intenções de voto. Então, a gente pode ver que tem uma margem aí, de 23 pontos percentuais, que o Jerônimo pode ganhar. A maioria desses 23 pontos percentuais está concentrada dentro do ACM. Então, qualquer ganho do Jerônimo vai ter que vir do ACM", explica.

A pesquisa ouviu 1.600 pessoas no período de 16 a 21 de setembro, com coleta de dados via recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-08359/2022.

A candidata a deputada distrital Ana Cristina Valle (PP-DF), ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, movimentou R$ 9,3 milhões em operações financeiras entre março de 2019 e janeiro de 2022 e realizou transações atípicas, aponta a Polícia Federal ao analisar um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de combate à lavagem de dinheiro.  A informação é do jornal O Globo.

O documento foi utilizado para fundamentar um pedido à Justiça Federal para investigar uma transferência bancária realizada por Ana Cristina na compra de uma mansão em Brasília avaliada em R$ 2,9 milhões.

De acordo com o jornal, no período em que movimentou R$ 9,3 milhões, a candidata a deputada distrital atuou como assessora do vereador Renan Marassi (PL), ainda em Resende, no Rio de Janeiro, e depois como auxiliar parlamentar da deputada federal Celina Leão (PP-DF), desta vez em Brasília, e com salário líquido de R$ 6.200.

Em junho deste ano, ela deixou a sua função no Congresso para concorrer às eleições. Durante esse período, Ana Cristina recebeu R$ 4,2 milhões em suas contas bancárias e removeu delas R$ 4,3 milhões.

Na avaliação da PF, a movimentação financeira da ex-mulher do presidente não é compatível com a sua fonte de renda na época.  Com base nisso, a corporação solicitou autorização judicial para investigar Ana Cristina, que adquiriu um imóvel milionário na capital federal.


Pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (12), encomendada pela Globo, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 46% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 31% na eleição para a Presidência da República em 2022.

Em relação ao levantamento anterior do Ipec, de 5 de setembro, Lula oscilou dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para cima ou para baixo --antes, tinha 44%; Bolsonaro se manteve com o mesmo percentual de então.

Segundo o Ipec, o resultado indica um cenário de estabilidade na disputa.

Ciro Gomes (PDT) vem em seguida, com 7% das intenções. Na pesquisa anterior, ele tinha 8% --também uma oscilação dentro da margem de erro. Simone Tebet (MDB) se manteve com os 4% do Ipec da semana passada.

Felipe d'Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil) se mantiveram com 1%. Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB), Sofia Manzano (PCB) foram citados, mas não chegam a 1% cada um. Pablo Marçal (Pros) deixou de constar no levantamento do Ipec porque o TSE indeferiu a candidatura dele.

    Lula (PT): 46% (44% na pesquisa anterior, em 5 de setembro)
    Jair Bolsonaro (PL): 31% (31% na pesquisa anterior)
    Ciro Gomes (PDT): 7% (8% na pesquisa anterior)
    Simone Tebet (MDB): 4% (4% na pesquisa anterior)
    Felipe d’Avila (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
    Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)
    Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Constituinte Eymael (DC): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Padre Kelmon (PTB): 0% (não estava na pesquisa anterior)
    Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
    Branco/nulo: 6% (6% na pesquisa anterior)
    Não sabe/não respondeu: 4% (5% na pesquisa anterior)

Votos válidos excluem os votos em branco e os nulos. Lula lidera a disputa:

    Lula (PT): 51% (50% na pesquisa anterior, de 5 de setembro)
    Bolsonaro (PL): 35% (35% na pesquisa anterior)
    Ciro (PDT): 8% (9% na pesquisa anterior)
    Tebet (MDB): 4% (4% na pesquisa anterior)
    d'Avila (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
    Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)

A pesquisa ouviu 2.512 pessoas entre os dias 9 e 11 de setembro em 158 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01390/2022.

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