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O tempo urge e as memórias ficam, para revela a sua história. Recebi do amigo poeta Claudio Fernandes uma lembrança dos primeiros passos na área da informação. Na época não tinha internet, blogs, redes sociais, sites muito mesmo WhatsApp, mas já naquela época dávamos os primeiros passos na área da comunicação escrita. CONTINUE LENDO

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As ovadas e o país que queremos

Por: Ed Santos - segunda-feira, 21 de agosto de 2017 - 0 Comentários

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Na última quinta feira (17), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi hostilizado e levou uma ovada de uma manifestante durante visita a Ribeirão Preto (SP). Em caminhada no centro de Ribeirão, o parlamentar resolve entrar em uma cafeteria no cruzamento das ruas São Sebastião e Álvares Cabral.
O parlamentar fazia fotos e vídeos com simpatizantes, quando uma mulher se aproximou, tocou no ombro dele e, quando Bolsonaro se virou para ela, a mulher apertou um ovo contra o peito do deputado e fez críticas à sua postura política agressiva. Na sequência, a mulher foi agarrada por seguranças do político e presa.
Bolsonaro deixou o local e foi registrar boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil e prestou depoimento. Um vídeo publicado nas redes sociais registrou a ação da manifestante.

Interessante é que neste momento em que Doria levou ovada em Salvador, (e não foi de petista não o rapaz que atirou os ovos disse o motivo-jogar água fria nos mendigos de madrugada para desocupar o centro de SP), e agora Bolsonaro também leva ovada em São Paulo, (sendo que a manifestante reclama da política agressiva contra classes historicamente excluída), vejo alguma gente consternada com estes políticos, dizendo: Aí coitadinhos! isso é um absurdo, é antidemocrático, é bárbaro, é coisa de petista, de comunista (como se comunista ou petista fosse crime), em fim. A analogia que a gente com uma ótica livre, fora destes cultores destes personagens na política nacional, faz é a seguinte: Tudo bem que não é civilizado vaiar, xingar ou por exemplo jogar ovo em alguém, mas convenhamos, colocando numa balança. Quem mais agride a democracia, os que vaiam, jogam ovo, etc; ou os que levam bilhões do sagrado dinheiro publico, retirado do suor do brasileiro trabalhador, em suas canaletas, maletas, cuecas, contas secretas etc e tal? Para estes solidários com os políticos pergunto: O que é mais criminoso? Jogar ovo, ou a situação que passa o país nas mãos destes homens de muitos poderes e de pouco coração? Não é isso uma forma do brasileiro dizer, já que por palavras não dão ouvidos, que já está cheio, farto destes discursos vazios, cujas ações sempre contrariam?

O fato é que a situação já está insuportável, todos os dias a gente ver a corrupção se institucionalizar, poderes, desde os políticos ao jurídico cada vez mais manobrando para abafar as denuncias e manipular as investigações quando não lhes convém. Denuncias com provas quando não convém sendo arquivadas por um poder judiciário que deveria ser o guardião das leis e da constituição, cada vez mais prostituído com o partidarismo politico e consequentemente sua corrupção.

Num país onde pedaladas é motivo de impeachment, mas vídeos e áudios que comprovam crimes se quer poderão serem investigados. E o pior o mesmo congresso e o mesmo judiciário que assistiu uma compra de votos para manter este filme de terror se mostra “respeitosa” a estes fatos em nome de uma estabilidade. Estabilidade do quê? A estabilidade deste sistema de corruptos de vários séculos que deseja voltar a deitar eternamente em berço esplendido? É necessários dar-se um basta nisso. Mas quem, quem poderá nos defender. 2018 está chegando, o brasileiro desacreditado, desalentado vai as urnas. Para que? O voto dele será respeitado? Ou será alterado por manobras no congresso? Enquanto isso os verdadeiros problemas do Brasil precisa ser debatido, de forma séria. Afinal o que quer o povo? Saúde pública de qualidade, ou tudo privatizado? Por que os trilhões em impostos não chega aos brasileiros? Vale apenas a segurança das balas? Ou aquela em que se emprega a inteligência, com repressão sem abuso, mas com forte presença do estado nas favelas, nas pequenas cidades, nos rincões onde faltam médicos, professores, escolas, saneamento básico, emprego, famílias desestruturadas e sem norte? Será que as balas resolve isso? Ou a boa vontade de sanar estas mazelas em primeiro lugar? Educação: é melhor fazer do homem uma maquina para dar lucro a empresários, como pontos da última reforma da educação. Ou outro modelo de educação onde o foco seja a liberdade do homem como indivíduo, que ele produza, que ele contribua com a sociedade se organize e se liberte do cativeiro da ignorância que mata mais que as balas e as enfermidades.  A final que nobre produção há mais que essa? Que o trabalho seja para dignificar o homem e não para enriquecer meia dúzia, enquanto esgota-se a vida dos operários? Ambiente, natureza, justiça social e igualdades de direitos na praticas. Estas e outras coisas precisam ser discutidas. Tem alguém discutindo sobre isso? Talvez as vaias e ovadas possa responder a falta deste diálogo. Precisamos discutir no presente o futuro que queremos, se não olharemos para o passado com o amargor inexprimível do preço que se paga pela omissão.


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