Os dois barcos partiram com refugiados, separadamente, de Akyarlar, perto da península turca de Bodrum.
Um destes barcos afundou e uma das vitimas foi um menino sírio de três anos que foi encontrado morto em uma praia da Turquia . As imagens do seu pequeno corpo na praia, de barriga para baixo, começaram a correr mundo, nas manchetes dos jornais online e nas redes sociais. Num instante, tornaram-se as fotografias mais partilhadas com a hashtag KiyiyaVuranInsanlik — o naufrágio da humanidade.
A família do menino tentava reencontrar parentes no Canadá embora o pedido de asilo tivesse sido negado, de acordo com o site National Post. As fotos da tragédia foram amplamente divulgadas e viraram símbolo da crise migratória que já matou milhares de pessoas do Oriente Médio e da África nas tentativas de escapar de guerras, de perseguições e da pobreza.
O irmão dele de Aylan Kurdi, de 5 anos, e a mãe dele também morreram no naufrágio que aconteceu na quarta-feira (2). Apenas o pai, Abdullah, sobreviveu. O pai ligou para a irmã e disse que seu único desejo é voltar para a cidade de Kobane, no norte da Síria, para enterrar seus familiares e ser enterrado ao lado deles.
"Eu estava segurando a mão de minha esposa. Meus filhos escaparam das minhas mãos. Tentamos segurá-los no barco", disse na declaração. "Todos estavam gritando no escuro. Não consegui fazer com que minha voz fosse ouvida por minha esposa e filhos".
Os números oficiais dizem que só este Verão no Mediterrâneo morreram 2500 pessoas que tentavam encontrar uma vida melhor na Europa.




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