Se coube ao governador Jaques Wagner antecipar ontem o nome de Rui Costa como candidato do PT à sucessão, contrariando uma par de gente em seu próprio partido, caberá agora ao próprio Rui, junto, naturalmente, com Wagner, montar a chapa com que pretende disputar as eleições de 2014.
Governador e candidato têm um dilema pela frente para escolher o vice da chapa.
Há consenso entre os partidos da base de que Otto seria o melhor nome para disputar o governo, mas ele preferiu não criar nenhum tipo de marola, mantendo-se como auxiliar discreto e fiel ao governador, diferentemente de outros aliados que, legitimamente, buscaram fortalecer seus nomes para a hora da definição da chapa.
Portanto, com Otto acomodado para o Senado, o terceiro nome fecharia a trinca com que Wagner quer ver a continuidade de seu legado. Depois de exibir-se como candidato ao governo e circular intensamente pelo interior divulgando seu nome, Nilo já admitiu que pode virar vice.
Mario Negromonte presidente do PP já demonstrou que também não abre mão da vaga que pode ser assumida por ele ou pelo companheiro de partido João Leão.
É difícil avaliar o peso eleitoral de um e outro. Mas se Wagner e o próprio Rui, utilizar como elemento de desempate a fidelidade e o serviço prestado ao governo pelo presidente da Assembleia em quase oito anos, Nilo tem seguramente mais chances de ser escolhido.
Em matéria de colaboração e de lealdade ao governador e sua administração, o presidente da Assembleia Legislativa chegou a exagerar, sobressaindo-se, em todo o período, como aliado mais confiável do que muito petista. Agora, é ver se será recompensado com o devido “reconhecimento” por Wagner e Rui
(Adaptada Política Livre)




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