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HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

A história que o povo conta; O Retratista

Este veículo marcou época em Itiruçu, no final da década de 60 e início da década de 70. De cor provavelmente verde-escura e ano de fabricação 1954.
Estacionada em frente ao Grupo Escolar Francisco Mangabeira, atual Secretaria de Educação , tendo a bordo: ...
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EDITORIAL

Desejo de manter foco


Parece que está se tornando cada vez mais difícil nos concentrarmos numa única coisa por muito tempo. A sociedade moderna definitivamente tem nos levado a manter períodos curtos de atenção. Se assistirmos qualquer programa de tevê ou filme, vamos notar como as coisas se movem rapidamente e o ritmo acelerado do enredo. Um comercial típico de tevê muda as imagens a cada poucos segundos, às vezes menos. A lógica é: se não capturarmos a atenção do indivíduo imediatamente. ele vai se voltar para outra coisa.
Com tantas coisas competindo por nossa energia mental, que vão da Internet passando pelas mensagens de texto e e-mails, é de admirar que ainda sejamos capazes de concentrar o foco em alguma coisa.
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Conheça a história do município de Itiruçu

Por: Itiruçu Notícias - segunda-feira, 1 de setembro de 2014 - 0 Comentários


A primeira penetração do território do município data de aproximadamente de 1823 quando, perseguido pela guerra de “Mata Marotos”, José Antônio Braga, de nacionalidade portuguesa, ocupou grande área no Sudoeste baiano, ficando conhecido como MORRO GRANDE, tornando-se de seu domínio particular, e assim foi registrado na forma de Lei de Terra de 1853.
Ao Sul de Morro Grande, e a uma distância aproximada de uma légua, está a Lagoa de Tiririca, onde se localizou Salustiano de Barros, que realizou abertas, fez roças, rasgou picadas a guisa de entradas e construiu sua casa de residência. Após algum tempo, vendeu sua posse a José Noberto de Barros, que por sua vez a transferiu para Guilherme do Eirado Silva, que havia se instalado na “Toca da Onça”, atualmente Jaguaquara, que afinal a vendeu a João de Souza Brandão, aqui chegado em 03 de janeiro de 1901.
Com o espírito empreendedor e prático, João Brandão imprimiu à propriedade Lagoa da Tiririca um novo e vital impulso, aumentando as abertas e desenvolvendo a lavoura cafeeira, rasgou novas estradas, construiu numerosas casas com início de ruas, como sejam: Rua da Lancha, atualmente Rua Teixeira de Freitas; Rua das Flores, hoje Rua Pedro Ribeiro; Rua do Paraíso, hoje Rua Presidente Vargas; Rua Vera Cruz, hoje Rua Auro Rocha. Em 30 de maio de 1904, na Praça da Liberdade (hoje Praça Vivaldo Bastos) foi construída por seu punho e trabalho de todos os familiares, a capela primitiva de invocação a São João, passando depois à Capela de Santo Antônio e, posteriormente, Capela de São Roque. Hoje, esta Capela não existe mais. Foi derrubada, e em seu lugar construíram dois prédios, onde funcionam a Farmácia Confiança e o Bar de Tico Brandão.
Graças ao dinamismo de João de Souza Brandão, “Lagoa de Tiririca” começou a apresentar um aspecto de povoado, o que de fato se verificou com a chegada de novos elementos atraídos pelo futuro que acenava certo, dada a fertilidade da terra e, sobretudo à vontade realizadora de João Brandão em transformar aquele local em um centro populoso de desenvolvimento administrativo e independente, que para tanto oferecia nas picadas iniciais em aberturas de ruas aos recém-chegados para construírem suas residências com o fito de aumentar a população e atrair outros que se deslocavam para esta região a fim de sondagem e encontrarem as vantagens de ali fixarem residências e então resolve substituir a denominação de origem para o de “ALTO DO BONFIM”, mostrando realmente o seu desejo de progresso.
Dentre as pessoas logo chegadas e que melhor compreendeu o idealismo de João Brandão, certificando-se da ascendente possibilidade da povoação. Estava o recém morador José Ignácio Pinto, que chegando em 1921, inicia as suas atividades comerciais, efetivando marcante contribuição ao progresso local.
Era de ver-se o entusiasmo de José Ignácio Pinto, prosseguindo a missão de João de Souza Brandão, animando e empolgando todos para uma obra comum: o progresso local.
E assim, na velha Fazenda da Lagoa de Tiririca, em 1921, com nova denominação de Alto do Bonfim, já se contemplava um verdadeiro centro populacional com agricultura promissora e comércio bem desenvolvido.
A mercê desse progresso, conseguiram fosse a povoação elevada a distrito de Paz de Jaguaquara, conforme Lei Municipal nº 8, de 8 de dezembro de 1922, referendada pela Lei Estadual nº 1.567, de 2 de agosto do mesmo ano.
Já a 18 de outubro de 1924, instalava-se a primeira Agência Postal, e Alto do Bonfim prosperava cada vez mais .José Ignácio Pinto era infatigável nos anseios da autonomia político e administrativa para o aprazível Distrito de Alto do Bonfim. Com o seu trabalho dinâmico e os esforços dos colonizadores proporcionaram ao povoado e às suas imediações grande surto de progresso que muito concorreu para a sua elevação à categoria de arraial.
Foi o arraial elevado a sede da sub-prefeitura de Itiruçu, pelo Decreto Estadual nº 8.476, de 9 de junho de 1933. E, afinal, após luta gloriosa, obtinha-se a completa independência a 18 de julho de 1935, pelo Decreto nº 9.599 que permaneceu o nome de Itiruçu, e passou a Município, por feliz e autorizado sugestão de Teodoro Sampaio.
“E ao primeiro dia do mês de setembro do ano de mil novecentos e trinta e cinco (1º de setembro de 1935), conforme cópia autêntica da Ata de Instalação, foi instalado o MUNICÍPIO DE ITIRUÇU, e teve como primeiro prefeito nomeado pelo Exmº. Sr. Governador do Estado da Bahia, Tenente Juracy Montenegro Magalhães, o Sr. José Ignácio Pinto, e se deu a instalação presidida pelo Exmº. Dr. Alfredo Manoel de Queiroz Costa, protor deste termo de Jaguaquara, em exercício do Juiz de Direito desta comarca com sede na cidade de Maracás, previamente designada pelo Sr Dr. Secretário do Interior. Conforme telegrama e seu teor:
"Senhor Juiz de Direito Maracás pt Solicito presidirdes instalação vila Município Itiruçu dia primeiro setembro vindouro pt
Saudações João Santana Secretário interior"
O nome de Itiruçu é originário do Tupi Guarani: morro grande. Os naturais do município de Itiruçu denominam-se "ITIRUÇUENSES".

A Agência Telegráfica 
Foi instalou-se a 19 de abril de 1936. A 21 de fevereiro de 1937 instalou-se a primeira Coletaria Estadual. Itiruçu, com justos crescimentos ao progresso assinalável e graças  a valores e pertinaz dedicação de Geir Magalhães, o Decreto nº 512, de 19 de julho de 1945, criava o Termo Judiciário de Itiruçu, que se instalou entre múltiplas expansões de júbilo, a 5 de fevereiro de 1946.

Imigrantes Italianos
A chegada dos italianos a Itiruçu deu-se em maio de 1950. Em dezembro do mesmo ano vieram os familiares. Eram cerca de vinte os pioneiros. Logo que chegaram, passaram a ocupar os respectivos lotes de terra reservados na "Fazenda Batéia", adquiridas e loteadas pelo Estado; com casa e uma pequena área desbravada ao redor.
A Colônia foi instalada em 1950, no Governo Otávio Mangabeira. Era Secretário da Agricultura o Professor Nestor Duarte e Prefeito de Itiruçu o Senhor Geir Magalhães.
O Governo, além da terra e da casa singela em cada lote, proporcionou assistência técnica, ajuda financeira mensal com que pudessem se manter nos primeiros tempos, sementes, adubos etc.
Às primeiras famílias italianas, juntaram-se outras nos anos seguintes que emigraram atraídas pelas boas perspectivas de vida, já que na Itália era grave a situação do país, assolado pela 2ª Grande Guerra.
Foi importante para Itiruçu a vinda dos italianos, que contribuíram para o desenvolvimento da agricultura e integração social e cultural com a população ela terra que adotaram como sua.

Atualmente com cerca de 12.693 Habitantes e com uma Área 313,70 km2 e uma distância até a capital de 320 quilômetros. Terra do Morro Grande e o beija-flor entre outras reservas naturais. Possui clima ameno devido a sua altitude em torno de 900 metros. Tem na agricultura sua principal atividade econômica. Produz olerícolas (hortaliças), café arábica e caqui.
Fotos Arquivo Itiruçu Noticias


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