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Com o impacto, a estrutura foi danificada, causando a interrupção do sinal da operadora Claro/Embratel na cidade de Jequié e varias cidade do vale do Jiquiriça, deixando moradores sem acesso à internet e telefonia.
As causas do acidente seguem sendo apuradas pela PRF. Até a manhã desta segunda-feira (13), por volta das 08h40, os serviços de comunicação ainda não haviam sido totalmente restabelecidos na região.
(Reprodução: redes sociais)
Município alcança liderança regional e figura entre os seis melhores do estado, com avanços significativos na educação e redução do analfabetismo
O município de Itiruçu alcançou um importante avanço na área educacional e consolida sua posição como referência regional. A cidade conquistou o 1º lugar em alfabetização no Vale do Jiquiriçá e ocupa a 6ª colocação no ranking estadual da Bahia.O resultado reflete a efetividade das políticas públicas implementadas na educação, evidenciando melhorias consistentes nos indicadores de aprendizagem, com destaque para a redução do analfabetismo.
Além do desempenho no ranking, Itiruçu também garantiu elegibilidade para a Medalha Paulo Freire 2026, concedida pelo Ministério da Educação a redes públicas que apresentam resultados expressivos na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Avanços que consolidam a liderança regional
A conquista no Vale do Jiquiriçá é resultado de um trabalho contínuo, com foco na valorização da educação como eixo estratégico de desenvolvimento. A gestão municipal tem investido em ações que fortalecem o ensino e ampliam oportunidades para a população.
Entre os principais avanços observados, destacam-se a redução dos índices de analfabetismo, a ampliação do acesso à educação, a evolução nos níveis de alfabetização e o fortalecimento da rede municipal de ensino.
Com esses resultados, Itiruçu não apenas cumpre metas educacionais, mas também se posiciona entre os municípios que mais avançam na área em toda a Bahia.
Reconhecimento e trabalho coletivo
O desempenho alcançado é fruto do esforço conjunto da Secretaria Municipal de Educação, gestores escolares, professores e demais profissionais envolvidos no processo educacional, que têm contribuído de forma significativa para os avanços registrados no município.
Fenômeno ligado às chuvas e ao desequilíbrio ecológico não representa risco grave, mas exige cuidados da população
A presença de grande quantidade de sapos em áreas urbanas tem gerado preocupação entre moradores em em Itiruçu em residência no Bairro Santo Antônio situado próxima a uma lagoa . O fenômeno, apesar de causar estranhamento, possui explicação ambiental e, O Itiruçu Notícias em contato com especialistas, eles explicaram que os anfíbios não representa risco significativo à população quando manejado corretamente.
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento, Agricultura, Turismo e Meio Ambiente, por meio do Departamento de Meio Ambiente (DEMA), o aumento desses animais está diretamente ligado a fatores naturais, principalmente ao período de chuvas intensas. Com o aumento do volume de água, os sapos deixam áreas alagadas em busca de locais mais secos, o que acaba levando-os até residências e zonas urbanas.
Outro fator apontado é o desequilíbrio ecológico. A redução de predadores naturais contribui para o crescimento da população de anfíbios, o que pode dar a impressão de “invasão”, especialmente quando há concentração de filhotes em quintais, ruas e terrenos.
Apesar do impacto visual, os sapos não são considerados perigosos. Eles não atacam nem transmitem doenças pelo contato direto. No entanto, podem liberar uma substância de defesa conhecida como bufotoxina quando se sentem ameaçados, o que reforça a recomendação de evitar o manuseio direto.
A Secretaria alerta ainda que matar esses animais não é a solução. Além de prejudicar o equilíbrio ambiental, a eliminação dos sapos pode atrair seus predadores naturais, como cobras, para áreas urbanas, aumentando outros tipos de risco para a população.
Medidas simples ajudam a prevenir a presença dos animais
Entre as orientações repassadas pelo Departamento de Meio Ambiente estão ações preventivas que podem ser adotadas pela população:
- Manter quintais e terrenos limpos, evitando acúmulo de insetos;
- Utilizar telas, lonas e outros tipos de barreiras físicas;
- Reduzir iluminação intensa à noite, que atrai insetos;
Caso os animais sejam encontrados dentro de residências, a recomendação é manter a calma e realizar a remoção com auxílio de vassoura e pá, devolvendo-os a áreas verdes ou próximas à água, sempre que possível.
O DEMA reforça que os sapos desempenham papel importante no controle de insetos e na manutenção do equilíbrio ambiental, sendo fundamentais para o ecossistema.
A Justiça Federal determinou o fechamento imediato da área conhecida como Prainha de Lomanto, localizada às margens da Usina Hidrelétrica de Pedra, em Jequié, no sudoeste da Bahia. A decisão atende a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) e proíbe qualquer tipo de uso do espaço, incluindo atividades de lazer, comércio e realização de eventos.
De acordo com a apuração da TV Sudoeste, o MPF cobra o cumprimento de um acordo firmado em 2011, no qual a Prefeitura de Jequié se comprometeu a retirar ocupações irregulares e promover a recuperação ambiental da área. No entanto, segundo o processo, além de não cumprir as obrigações assumidas, o município teria permitido novas intervenções sem a devida autorização dos órgãos ambientais.
Relatórios do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Eletrobras Chesf identificaram diversas construções irregulares no local, como quadras esportivas, quiosques, áreas pavimentadas e estruturas destinadas a embarcações. Todas as intervenções foram realizadas sem licenciamento ambiental. A área afetada ultrapassa 24 mil metros quadrados, incluindo trechos considerados de preservação ambiental.
Na decisão, o juiz destacou que áreas no entorno de reservatórios podem ser utilizadas para lazer, desde que haja autorização dos órgãos competentes, o que não ocorreu neste caso.
Com a determinação judicial, a prefeitura deverá cancelar autorizações concedidas a comerciantes, impedir a realização de eventos, instalar placas informativas e adotar medidas para bloquear o acesso da população à área. Também será necessário comunicar oficialmente a interdição.
O município terá o prazo de 60 dias para apresentar um plano detalhado de recuperação da área degradada. Em caso de descumprimento das medidas impostas, foi estabelecida multa diária de R$ 100 mil.
Outros órgãos também foram acionados para dar suporte à decisão. A Coelba e a Embasa deverão suspender o fornecimento de energia elétrica e água das estruturas existentes, enquanto o Inema ficará responsável pela fiscalização e eventual aplicação de sanções.
Reação da prefeitura
Em nota divulgada nesta segunda-feira (23), a Prefeitura de Jequié afirmou que a decisão foi proferida sem a prévia intimação para apresentar defesa, o que, segundo o município, configura ausência de contraditório.
Veja nota completa:
"A Prefeitura de Jequié, através da Procuradoria Geral do município, informa que a decisão judicial, proferida em 17 de março de 2026, que determinou a interdição temporária do equipamento público da Prainha de Lomanto e a adoção de outras medidas restritivas, foi proferida sem a prévia intimação da administração municipal para a manifestação sobre os fatos que a motivaram, o que configura ausência de contraditório prévio.
Diante disso, a Procuradoria Geral já estabeleceu contato institucional com o Ministério Público Federal (MPF) e está adotando todas as medidas jurídicas cabíveis para reverter a interdição. O objetivo é garantir que a população possa voltar a utilizar o equipamento público da Prainha de Lomanto com total segurança e em estrito respeito às normas ambientais vigentes.
A Prefeitura de Jequié reitera seu compromisso com o bem-estar dos jequieenses e com a preservação ambiental, buscando uma solução célere e equilibrada para a situação."
A cacauicultura baiana viveu nos anos 1970/80 o “ciclo do ouro negro”, uma das maiores fases econômicas da história do estado. Produzia cerca de 390 a 400 mil toneladas/ano, representava 90% da produção nacional e gerava mais de 200 mil empregos diretos. À época, o Brasil era o segundo maior produtor mundial, superado apenas pela Costa do Marfim.
Aí, em 1989, surgiu a praga da vassoura-de-bruxa (1989–2000) e instalou-se grande crise. A situação mudou radicalmente. A produção caiu de 400 mil toneladas para cerca de 96 mil toneladas no final dos anos 1990. Centenas de fazendas foram à falência, desemprego em massa, pobreza e migração. O impacto econômico foi gigantesco, com perdas superiores a 10 bilhões de dólares.
Nos últimos anos houve recuperação gradual. A Bahia voltou a disputar a liderança nacional com o Pará, mas a produção está muito abaixo do auge dos anos 1980, cerca de 139 mil toneladas, um terço do que produzia no auge.
Mas especialistas do setor agrícola analisam que o estado pode estar caminhando para um “segundo ciclo do cacau”. Eles destacam que desde a crise provocada pela vassoura-de-bruxa, a pesquisa agrícola evoluiu consideravelmente e a Ceplac, apesar da perda do protagonismo, desenvolveu clones de cacaueiro mais resistentes às pragas, sistemas de manejo mais eficientes e técnicas de recuperação de áreas degradadas, permitindo aumentar a produtividade.
Estudos recentes indicam que as mudanças climáticas podem afetar a produção de cacau na África Ocidental, região que hoje domina o mercado mundial com cerca de 70% do cacau do mundo. Pesquisas indicam que o aumento das temperaturas e alterações no regime de chuvas podem reduzir drasticamente as áreas adequadas para o cultivo de cacau nesses países, e que até o ano de 2050 grande parte das áreas atuais poderá perder condições ideais de cultivo.
Esse contexto valorizou o cacau brasileiro, aplaudido em concursos internacionais.
Focando na produção de cacau de qualidade para atender o crescimento do mercado de cacau fino e chocolate premium, municípios como Ilhéus, Uruçuca e Itacaré já são reconhecidos internacionalmente pela produção de cacau de origem, chocolate artesanal e produtos de alto valor agregado.
Importante lembrar que a Bahia possui um diferencial ambiental importante: o sistema cabruca. O cacau é cultivado sob a sombra da Mata Atlântica, modelo de produção sustentável que preserva a floresta, protege a biodiversidade, atende às exigências ambientais do mercado europeu e confere ao cacau baiano vantagem competitiva.
Outro fator considerado é a expansão da demanda mundial por chocolate. Mercados como a China e Índia têm aumentado o consumo, e a tendência é o crescimento da demanda mundial por cacau nas próximas décadas.
Alguns estudos indicam que o Brasil poderia dobrar a produção de cacau até 2035, alcançar 300 mil toneladas/ ano e voltar a ser um dos principais produtores globais e recuperar o protagonismo no mercado internacional.
Ou seja, a Bahia e o Pará têm potencial para ampliar a produção, e transformar o cacau em um dos pilares do agronegócio brasileiro.
O desafio da Bahia não é tanto expandir área, mas recuperar produtividade das lavouras antigas, que tem mais de 40 ou 50 anos, sofreram impacto da crise da vassoura-de-bruxa, e precisam de renovação ou replantio.
As cidades do sul do estado continuam importantes, mas outras regiões do estado vão se firmando como produtoras, representando novas fronteiras de expansão do cacau.
Exemplo disso são os territórios do Médio Rio de Contas e Vale do Jequiriçá que respondem, juntos por 24% da produção de cacau no estado, com peso relevante na economia agrícola dos dois territórios, gerando renda e ocupação, formando um verdadeiro “cinturão do cacau” no interior da Bahia. O Médio Rio de Contas é um dos mais importantes polos emergentes do cacau baiano, com quase 100 mil hectares de área plantada (18% da área cultivada do estado), forte presença da agricultura familiar e alta produtividade em comparação com outras regiões, com destaque para Ipiaú, Itagibá, Gandu, Ibirataia e Nova Ibiá.
No Vale do Jequiriçá a produção é menor, mas significativa, cerca de 7,6 mil toneladas/ano. Caracteriza-se pela presença de pequenos agricultores e cooperativas, crescimento de cacau de qualidade e produção artesanal de chocolate, em especial nos municípios de Mutuípe, Jiquiriçá, Ubaíra, Laje e Amargosa.
O mapa da cacauicultura no estado vai ganhando novos contornos, com o surgimento da nova fronteira agrícola do cacau no oeste da Bahia, com ênfase no cerrado irrigado da região de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Riachão das Neves e Correntina, com uso de agricultura altamente tecnificada.
A irrigação por pivô central, uso de clones de cacau de alta produtividade e o manejo intensivo semelhante ao usado em soja, milho e algodão, está permitindo a produção de cacau em regiões que antes não eram consideradas adequadas para a cultura.
Resultado: produtividade por hectare até cinco vezes maior que nas áreas tradicionais do sul da Bahia.
Em suma, os produtores, grandes e pequenos, estão trabalhando com afinco para a expansão da cacauicultura, mas precisam da ação governamental.
Precisam de assistência técnica, principalmente os agricultores familiares, e linhas de crédito para investimentos. Precisam que o Plano Safra destine recursos específicos para o setor.
Precisam da transformação da Ceplac em Instituto Nacional do Cacau, com orçamento federal, reposição de pesquisadores, continuidade das pesquisas, e que as metas do plano ‘Inova Cacau 2030’ não sejam negligenciadas.
Precisam que o Ministério da Agricultura revogue definitivamente a Instrução Normativa 125/2021, que permite a entrada no Brasil do cacau africano sem ser tratado com Brometo de Metila, única substância eficaz no combate a pragas quarentenárias como Phytophthora megakarya e Striga spp, doenças presentes em território africano.
É urgente a necessidade de promover políticas de preço mínimo e mecanismos de proteção contra a volatilidade do mercado internacional, assegurando renda mínima ao produtor, em sua maioria agricultores familiares.
Também é fundamental integrar a cacauicultura à agenda ambiental e climática, reconhecendo e remunerando os serviços ecossistêmicos prestados pelos sistemas agroflorestais.
As regras do regime tributário de drawback para a importação de cacau precisam ser revistas, com seriedade. Há uma semana o governo federal editou a MP 1.341/2026 reduzindo de dois anos para seis meses o prazo para que as indústrias processadoras importem e estoquem amêndoas com isenção de tributos, (Imposto de Importação, IPI, PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação) pelo regime de drawback.
Diz o governo que o objetivo é proteger o produtor brasileiro, mas não adota uma decisão final, pois a MP entra em vigor ao ser editada, e se não for transformada em lei pelo Congresso Nacional em 120 dias perde a eficácia, gerando insegurança jurídica.
Em fevereiro, o governo suspendeu, temporariamente, a importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim devido a riscos fitossanitários, considerando que o cacau de países africanos, sem autorização sanitária, seria misturado ao da Costa do Marfim.
Segundo o Planalto, ”a suspensão será mantida até que a Costa do Marfim garanta que os envios ao Brasil não contenham cacau produzido em países sem autorização sanitária”. (Não sei se rio ou choro).
Não duvido que as empresas que fazem a moagem das amêndoas de cacau, Cargill, Barry Callebaut e Olam Food Ingredients, estejam com grande estoque armazenado, considerando a quantidade de navios que aportaram em Ilhéus, principal polo industrial do cacau no Brasil.
Ah, e no dia 26 deste mês comemora-se o ‘Dia Nacional do Cacau’. Comemorar? Sim!
Mas esta data deve ser um chamado à ação. A Bahia tem no cacau não só uma tradição, mas uma oportunidade concreta de desenvolvimento sustentável.
E o Brasil precisa decidir se continuará sendo um importador de um produto que pode produzir com excelência, ou se voltará a assumir o protagonismo que sua história e seu imenso potencial permitem.
Mais do que celebrar o cacau, é hora de reconstruir e reafirmar sua grandeza!
Por Josalto Alves(*)
O prefeito de Itiruçu, Ubiratan Moraes, recebeu neste sábado a visita do deputado federal Dal Barreto. O encontro aconteceu no município, localizado no Vale do Jiquiriçá, e teve como principal objetivo fortalecer o diálogo sobre demandas da população e discutir iniciativas voltadas ao desenvolvimento local.
Durante a reunião, foram abordados temas considerados essenciais para o crescimento de Itiruçu, incluindo melhorias na infraestrutura, investimentos em áreas estratégicas e projetos capazes de beneficiar diretamente a comunidade.
Segundo o prefeito Bira, o momento foi importante para ampliar o diálogo entre as lideranças políticas e alinhar ações que possam contribuir com o progresso do município.
“Durante o encontro, tivemos a oportunidade de conversar, ouvir demandas e fortalecer o diálogo em torno de temas importantes para o desenvolvimento do nosso município”, destacou.
A visita do parlamentar também reforçou a importância da parceria entre representantes políticos e gestores locais. A aproximação entre as lideranças permite discutir soluções, buscar investimentos e avançar em políticas públicas que atendam às necessidades da população.
Ao final da agenda, ficou reafirmado o compromisso de manter o diálogo aberto e continuar trabalhando com responsabilidade e dedicação, sempre priorizando iniciativas que contribuam para o desenvolvimento de Itiruçu e para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.





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