Notícias do Vale
Notícias da Bahia
Noticias do Brasil
Internacional
Assista aos nossos principais vídeos
Medida visa proteger a saúde da população contra riscos de câncer e problemas reprodutivos.
Na última quarta-feira, dia 29, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária — a ANVISA — aprovou uma medida importante: está proibido o uso de duas substâncias encontradas em produtos como esmaltes em gel, cosméticos e outros itens de higiene pessoal.
De acordo com estudos internacionais, esses componentes podem causar câncer e até problemas de fertilidade, representando um grande risco, especialmente para profissionais que trabalham diariamente com esses produtos.
As substâncias proibidas são o TPO, conhecido como óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina, e o DMPT, ou N,N-dimetil-p-toluidina.
A decisão segue o mesmo caminho adotado recentemente pela União Europeia, que também baniu o uso desses compostos.
Informação e cuidado com a saúde — fique atento ao que você usa no dia a dia!
Especialistas alertam para os riscos do excesso de peso e da má postura causados pelo uso inadequado das mochilas escolares
Com o início do ano letivo, um alerta importante precisa ser reforçado: o uso inadequado da mochila escolar pode causar sérios problemas na coluna de crianças e adolescentes. O excesso de peso e a maneira como a mochila é carregada afetam diretamente a postura e a saúde da coluna vertebral, podendo gerar dores, desconforto e até desvios posturais permanentes.Perigo silencioso: quando o peso é demais
Especialistas recomendam que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso corporal da criança. Por exemplo, um estudante de 30 kg não deve carregar mais do que 3 kg na mochila. No entanto, na prática, muitos alunos ultrapassam esse limite diariamente, levando livros, cadernos, estojos e até eletrônicos de forma desnecessária.
O que pode acontecer?
O uso incorreto da mochila pode levar a:
-
Dores nas costas, ombros e pescoço;
-
Má postura;
-
Desvios na coluna, como escoliose;
-
Tensão muscular;
-
Cansaço e dificuldade de concentração em sala de aula.
Erros mais comuns
-
Carregar a mochila em apenas um dos ombros;
-
Utilizar mochilas com alças finas e sem acolchoamento;
-
Mochilas que ficam abaixo da linha da cintura;
-
Levar materiais em excesso, sem organização ou triagem do que realmente será usado no dia.
Como prevenir os problemas
-
Use ambas as alças e mantenha a mochila ajustada ao corpo;
-
Prefira modelos com alças largas, acolchoadas e com suporte para as costas;
-
Organize o conteúdo diariamente, evitando levar o que não for necessário;
-
Sempre que possível, opte por mochilas com rodinhas, principalmente para crianças pequenas;
-
Incentive a prática de exercícios físicos que fortaleçam a musculatura das costas e melhoram a postura.
Atenção dos pais e das escolas é fundamental
Pais, responsáveis e educadores devem observar sinais como dores recorrentes, cansaço excessivo ou postura alterada. Em caso de dúvidas ou sintomas persistentes, a orientação de um profissional da saúde, como um ortopedista ou fisioterapeuta, é essencial.
Prevenir hoje é cuidar da saúde de amanhã. A mochila escolar, quando usada corretamente, é uma aliada. Quando ignorada, pode se tornar um problema para a vida inteira.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quinta-feira (27), a suspensão da comercialização de todos os lotes do creme dental Colgate Total Clean Mint em território nacional. A decisão foi motivada por um estudo conduzido pela agência que identificou diversas reações indesejadas em consumidores após a mudança na fórmula do produto.
A nova composição do creme dental inclui Fluoreto de Estanho, um agente de cuidado bucal, que teria causado um aumento significativo nos efeitos adversos em comparação à fórmula anterior. Com isso, a Anvisa determinou a retirada do produto do mercado até que novas análises sejam realizadas para garantir sua segurança.
É importante destacar que a suspensão se aplica exclusivamente ao Colgate Total Clean Mint, não afetando outros produtos da marca Colgate, que seguem disponíveis para venda normalmente.
Até o momento, a fabricante ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão da Anvisa.
Com estrutura moderna e equipe altamente qualificada, o hospital voltou a oferecer procedimentos essenciais para pacientes que necessitam de intervenção cirúrgica para doenças do coração. Somente no último mês, foram realizados três implantes de marcapasso e cinco cirurgias de revascularização do miocárdio (ponte de safena), todas com circulação extracorpórea (CEC).
A retomada dos procedimentos cirúrgicos cardíacos mantém o ritmo assistencial da unidade, que entre janeiro e novembro de 2024 realizou 51 intervenções de alta complexidade. A equipe médica, coordenada pelo cirurgião Sidnei Nardeli, segue empenhada em garantir assistência qualificada e segura aos pacientes.
Para José Saturnino Rodrigues, presidente da Fundação Fabamed, a ampliação do serviço reforça o compromisso com a saúde pública e a interiorização do atendimento especializado. “A reativação das cirurgias cardíacas no HRCC é uma conquista para a população do sul da Bahia. Nos próximos meses, ampliaremos ainda mais a oferta de procedimentos, garantindo um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente para os pacientes do SUS”, afirmou.
A Sesab segue investindo na qualificação da assistência cardiológica, ampliando o acesso a cirurgias de alta complexidade e reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para a capital. Com a retomada dos procedimentos, o HRCC reafirma seu papel estratégico na rede de saúde do estado, proporcionando mais qualidade de vida e esperança a quem precisa.
Foto: Pablo Barbosa/Saúde GovBA
Os recursos serão incorporados ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC) da Bahia, garantindo a ampliação dos serviços especializados em hospitais e unidades de atendimento geridas pelo Governo do Estado. O montante é parte da contribuição concreta do Governo Federal ao Pacto Bahia pela Saúde, iniciativa coordenada pelo governo estadual que reúne o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e diversas entidades para regionalizar e qualificar a assistência à população baiana.
Para a secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, o incremento dos recursos federais demonstra a sensibilidade do presidente Lula e da Ministra da Saúde, Nísia Trindade, com as necessidades da população baiana e brasileira. “Esse gesto reforça a parceria entre os governos estadual e federal, garantindo mais assistência e dignidade para os baianos”, ressalta a secretária.
A portaria estabelece que os recursos serão transferidos de forma regular e automática pelo Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Estadual de Saúde da Bahia, garantindo previsibilidade financeira para a gestão dos serviços. O valor faz parte do programa orçamentário Atenção à Saúde da População para Procedimentos de Média e Alta Complexidade, vinculado ao Ministério da Saúde.
Ontem (4), o governador Jerônimo Rodrigues anunciou um pacote de investimentos de R$ 2,07 bilhões para fortalecer a saúde pública nos municípios, garantindo a ampliação da infraestrutura e o cofinanciamento da assistência. Os investimentos incluem a construção de novas maternidades, unidades básicas de saúde (UBS), centros de reabilitação e unidades de atenção psicossocial, além da ampliação do Telessaúde e do reforço na assistência farmacêutica.
Ao aderirem ao Pacto Bahia pela Saúde, as prefeituras assumem o compromisso de fortalecer suas redes de atendimento, garantindo que a atenção primária funcione bem, que a regulação seja eficiente e que os serviços contratualizados sejam executados com qualidade.
O repasse federal anunciado é um reforço significativo nesse contexto, garantindo a continuidade das ações e assegurando a sustentabilidade da assistência hospitalar e ambulatorial de Média e Alta Complexidade. Com essa ampliação financeira, a Bahia se fortalece como referência nacional na regionalização da saúde pública.
A rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia recebeu um incremento de 80 novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que vão compor a assistência em 73 cidades baianas. A entrega dos veículos foi realizada nesta sexta-feira (31), em frente à Igreja do Bonfim, em Salvador, na presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade, do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária da Saúde, Roberta Santana.
“A Bahia, que é um estado extenso, precisa que a frota do Samu esteja em dia e tenha abrangência para atender a atenção básica e a alta complexidade. Só a Bahia recebe 80 ambulâncias. É um dia muito feliz”, celebrou o governador Jerônimo Rodrigues.
O ato simbólico do Ministério da Saúde marca a concessão de 170 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de nove estados do Nordeste brasileiro. Para a renovação da frota na Bahia, o investimento federal foi de R$ 23,1 milhões.
Coordenando o Samu em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, Marianna Constela entende a renovação da frota como uma modernização no serviço pré-hospitalar prestado à população e no tempo-resposta aos atendimentos de emergência. “Vai qualificar muito o atendimento à população. Muda completamente na agilidade do serviço, no tempo-resposta para atender a população. E, também, é mais conforto para o paciente, para os profissionais que trabalham na nossa rede. Com certeza, o benefício é gigantesco”, elencou ela.
“Nossa ideia não é só atender a população, com um Samu renovado, é salvar vidas. Isso que a gente tem que lembrar sempre: o Samu salva vidas e, hoje, é uma política de Estado, também. Até o ano que vem, teremos 100% de cobertura”, garantiu a ministra Nísia.
Segundo a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, a Bahia já recebeu 193 novas ambulâncias do Samu desde 2023 e a expectativa da administração estadual é de ter mais 80 veículos novos em operação até o final do primeiro trimestre de 2025. “São renovações de frotas que fortalecem a nossa rede de urgência e emergência. E nessa simbologia, que é o Samu para a saúde pública do nosso estado”, avaliou a titular da Sesab.
Além da entrega das ambulâncias, as autoridades acompanharam o chefe do Executivo baiano na inauguração do Hospital Estadual Mont Serrat, primeiro da rede pública especializado em cuidados paliativos no Brasil.
Municípios baianos que receberam ambulância do Samu nesta sexta-feira (31):
Aiquara, Alagoinhas, Alcobaça, Aporá, Barra, Barreiras, Belmonte, Belo Campo, Bom Jesus da Lapa, Botuporã, Brejões, Buritirama, Camacã, Camaçari, Candeias, Chorrochó, Coaraci, Cocos, Cotegipe, Cristópolis, Cruz das Almas, Esplanada, Eunápolis, Formosa do Rio Preto, Feira de Santana, Glória, Ibotirama, Inhambupe, Ipupiara, Itanagra, Itapebi, Jiquiriçá, Juazeiro, Lagoa Real, Livramento de Nossa Senhora, ltabela, ltagimirim, Luís Eduardo Magalhães, luiú, Macarani, Macaúbas, Maracás, Mutuípe, Nazaré, Olindina, Paratinga, Paulo Afonso, Pedro Alexandre, Ponto Novo, Porto Seguro, Riachão das Neves, Rio Real, Salvador, Santa Brígida, Santa Cruz Cabrália, Santa Maria da Vitória, São Felipe, São Félix, São Félix do Coribe, Sátiro Dias, Senhor do Bonfim, Sento Sé, Serra Dourada, Sítio do Mato, Tabocas do Brejo Velho, Taperoá, Teixeira de Freitas, Teofilândia, Teolândia, Ubaíra, Ubatã, Urandi e Vitória da Conquista.
No último dia da conferência, foram eleitos 76 delegados regionais que representarão a Bahia na etapa nacional, marcada para acontecer em Brasília, entre os dias 10 e 13 de dezembro. Além disso, a plenária final aprovou propostas e três diretrizes que serão apresentadas no âmbito nacional. Essas propostas foram o resultado de um processo democrático que envolveu a análise de 2.334 proposições discutidas em conferências municipais em todo o estado da Bahia.
A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, destacou o caráter participativo do evento e a importância de levar as demandas dos trabalhadores da saúde ao Governo Federal. "Estamos entusiasmados com essa construção coletiva, que reflete o comprometimento com a gestão do trabalho e a formação dos servidores do SUS. A expectativa é que as propostas da Bahia ajudem a promover um trabalho cada vez mais digno e humanizado no SUS", afirmou a secretária.
Organizada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e pelo Conselho Estadual de Saúde, a conferência teve como tema "Democracia, Trabalho e Educação na Saúde para o Desenvolvimento: Gente que faz o SUS Acontecer". O evento reuniu cerca de 2.000 autoridades, gestores, conselheiros e profissionais da saúde de toda a Bahia, fortalecendo o debate sobre os desafios e as soluções para a saúde pública no estado.
Com a eleição dos delegados e a aprovação das propostas, a Bahia se prepara para contribuir de forma decisiva na Conferência Nacional, reafirmando seu papel de liderança na busca por um SUS mais justo, eficiente e humanizado.
Eleita delegada titular representando a categoria dos trabalhadores de Lauro de Freitas, a agente de combate a endemias Lidiane Nascimento está animada para levar as propostas discutidas na 2ª CEGTES para a conferência nacional. “Foi muito importante essa conferência, porque a gente viu toda uma organização, a preocupação para que os debates acontecessem no momento oportuno e que todos pudessem debater. A votação foi muito equilibrada, pôde oportunizar que pessoas que nunca foram para o nacional tivessem oportunidade, e eu sou uma dessas pessoas. Vai ser meu primeiro momento na conferência nacional, onde defenderei não só as propostas dos agentes de combate às endemias, mas um todo da saúde, para que a gente possa buscar melhor qualidade para os trabalhadores do SUS”, avaliou Lidiane.
Fotos: Jamile Amine/Saúde GovBA
De acordo com o cirurgião torácico Pedro Leite, coordenador do Núcleo de Cirurgia Torácica do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), o diagnóstico precoce é fundamental porque quando a doença é detectada nos estágios iniciais, as opções de tratamento são mais eficazes. “Intervenções cirúrgicas minimamente invasivas, como a cirurgia robótica, que preserva mais tecido saudável e proporciona uma recuperação mais rápida para o paciente, quando realizadas no tempo certo, ampliam muito as chances de sucesso do tratamento” explicou o especialista.
Apesar de ter abandonado o vício há 35 anos, a comerciante Nilzete Rosa Barreto (69) acredita que os 20 anos em que fumou contribuíram para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Felizmente, ela descobriu a doença em estágio bem inicial. Foi monitorada por um tempo e quando o especialista percebeu que o nódulo pulmonar apresentou sinais de alarme, realizou uma cirurgia robótica minimamente invasiva considerada poupadora, ou seja, mais econômica. “Livre da doença e me sentindo bem, sigo acompanhada por meu cirurgião torácico e minha oncologista. Espero que não haja recidiva”, contou.
Os sintomas do câncer de pulmão podem ser sutis nos estágios iniciais, dificultando a detecção precoce. Entre os mais comuns estão a tosse persistente, que pode piorar com o tempo; dor no peito, que se intensifica ao respirar profundamente, rir ou tossir; rouquidão; perda de peso e apetite sem motivo aparente; falta de ar e cansaço constante. Em casos mais avançados, pode haver a presença de sangue no escarro e infecções respiratórias recorrentes, como bronquite e pneumonia. Por isso, é essencial que indivíduos com histórico de tabagismo ou exposição a agentes cancerígenos fiquem atentos a esses sintomas e façam acompanhamento médico regular mesmo se assintomáticos. Atualmente sabe-se que o rastreamento do câncer de pulmão com uma tomografia de tórax de baixa dose de radiação é capaz de diagnosticar precocemente o câncer de pulmão.
Segundo Pedro Leite, o tratamento do câncer de pulmão tem avançado significativamente, com técnicas menos invasivas e mais eficazes. “A tecnologia robótica permite uma precisão maior nas cirurgias, minimizando os riscos e acelerando a recuperação,” destacou o especialista. Além da cirurgia, terapias como a imunoterapia e a terapia-alvo têm mostrado resultados promissores, oferecendo novas esperanças para os pacientes.
Os principais fatores de risco do câncer de pulmão incluem tabagismo, exposição a fumantes passivos, exposição a substâncias cancerígenas como amianto e radônio, histórico familiar de câncer de pulmão, poluição do ar e doenças pulmonares crônicas. A campanha Agosto Branco ressalta a necessidade de conscientização sobre esses fatores e a importância do diagnóstico precoce da doença. “Abandonar o tabagismo e realizar exames periódicos são nossas maiores armas contra o tumor,” concluiu Pedro Leite.
A paciente (36), que se recupera bem, sofria com fadiga e perda de força do membro superior direito, impactando sua qualidade de vida e dificultando atividades simples. A cirurgia durou menos de duas horas e a alta hospitalar foi dada em menos de 48 horas.
Segundo Pedro Leite, devido à complexidade da região, os riscos de sequelas nas técnicas cirúrgicas convencionais são maiores. A plataforma robótica melhora a visualização, destreza e precisão, reduzindo os riscos e a morbidade da cirurgia.
“Com auxílio do robô, resolvemos casos desafiadores com mínimas incisões, de forma eficaz e segura, proporcionando recuperação mais rápida e menor risco de complicações,” destacou o especialista. A síndrome do estreito torácico superior é uma condição em que os vasos sanguíneos ou nervos são comprimidos entre a clavícula e a primeira costela, causando dor no pescoço, ombros e braços.
Não é incomum ouvir falar o nome bicho-de-pé, mas você sabe exatamente do que se trata e sua gravidade para a saúde animal e humana? A doença ectoparasitária de pele causada pela pulga Tunga penetrans ocorre em todo o país, especialmente em assentamentos urbanos precários e em áreas rurais, e se desenvolve na epiderme como um ponto inflamado, alto, dolorido, inchado e bem delimitado, muitas vezes com um ponto escuro no centro.
Isso ocorre porque a fêmea desse parasita, após fecundada, penetra na pele do hospedeiro – animais e seres humanos – e promove a infecção. É o que explica Kathia Almeida Soares, médica-veterinária e coordenadora de vendas técnicas e geração de demanda da unidade de negócio de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal. “Nesse processo infeccioso, os ovos desenvolvidos são expulsos para o ambiente e se transformam em novas pulgas entre 2 e 4 semanas. É um parasita que vive em solos arenosos, quentes e secos e é adquirido quando os animais ou as pessoas entram em contato diretamente com o ambiente infestado”, diz a profissional.
Ainda segundo Kathia, as áreas mais afetadas nos cães são os coxins, a região interdigital e abaixo das unhas, e nos seres humanos, principalmente os pés. “Tanto o animal quanto o ser humano sentem uma dor localizada e coceira extrema. As lesões desencadeadas pelo parasita podem, inclusive, servir de porta de entrada para outras infecções, como o tétano, que é grave”, orienta.
Apesar da sua relevância em saúde pública, já que é uma zoonose, transmissível entre animais e seres humanos, o bicho-de-pé ainda é uma doença negligenciada, conforme pontua Kathia: “Muitas pessoas conhecem a infecção em seu estado mais simples, de poucos pontos inflamados, e não dão a devida importância ao quão grave pode se tornar. Grandes quantidades de pulgas e o tratamento inadequado podem provocar lesões sérias, como gangrena e perda de dedos, além do tétano, que pode ser fatal”.
“A diferenciação entre gripe e resfriado, por exemplo, é essencial: enquanto a gripe é uma doença potencialmente mais grave pelo vírus Influenza, caracterizando-se por febre alta, dores musculares, falta de ar e tosse intensa, o resfriado, geralmente provocado por vírus menos agressivos como rinovírus e adenovírus, apresenta sintomas mais leves, como coriza, espirros e dor de garganta”, explica. O especialista destaca que os meses de abril a setembro marcam um período sazonal com maior circulação de vírus respiratórios no país. Fatores como a tendência ao confinamento em ambientes fechados e a realização de eventos típicos, como os festejos juninos no Nordeste, contribuem para a disseminação das infecções respiratórias.
Geralmente, a transmissão dessas doenças acontece principalmente pelo contato com secreções ou por meio de gotículas expelidas ao tossir e espirrar, e os espaços fechados facilitam a contaminação, ocasionada pela alta infectividade desses vírus.
Sintomas mais comuns
Dentre os sintomas mais comuns de resfriados e gripes estão a coriza, tosse, dor de garganta, febre, dor de cabeça e mal-estar geral. Contudo, no início da infecção, é difícil para o paciente saber diferenciar um resfriado comum de uma gripe, COVID-19 ou pneumonia.
Assim, Ricardo Figueiredo ressalta que é fundamental estar atento a sinais de perigo, como: dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental e febre persistente, que podem indicar complicações mais graves como pneumonia ou COVID-19. Na persistência dos sintomas ou presença de sinais de perigo, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação mais completa.
Tratamentos e prevenção da doença
O tratamento dessas doenças envolve, principalmente, medidas de suporte e alívio dos sintomas. Em casos de gripe ou COVID-19, antivirais específicos podem ser prescritos por um médico, dependendo da gravidade e do tempo de evolução dos sintomas.
Durante o tratamento das doenças respiratórias, recomenda-se higiene das mãos frequente, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas, além de manter uma boa saúde respiratória. Cuidados como hidratação adequada, alimentação saudável e repouso também são fundamentais.
Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2022, menos de 70% da população brasileira havia se vacinado contra o vírus da influenza, o maior causador da gripe e de outras doenças respiratórias, o número mais baixo desde o ano de 2019. Dessa forma, o pneumologista alerta para a fundamental compreensão da população sobre a gripe influenza, COVID-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), doenças que são preveníveis por vacinas eficazes e seguras. Portanto, manter o calendário vacinal atualizado contribui efetivamente para uma melhor saúde respiratória.
O especialista também destaca uma série de comportamentos preventivos cruciais para evitar as doenças respiratórias, são eles:
Uso de máscaras em ambientes fechados de alto risco;
Ventilação adequada dos espaços;
Higienização frequente das mãos são medidas eficazes;
Manter-se fisicamente ativo e adotar hábitos alimentares saudáveis, fortalecendo o sistema imunológico e ajudando a prevenir essas doenças.
Sobre a Rede Mater Dei de Saúde
Somos uma rede de saúde completa, com 43 anos de vida, da qual o Hospital Mater Dei Emec faz parte, cuidando da saúde dos moradores de Feira de Santana e região, tendo o paciente no centro de tudo e ancorada em três princípios: inteligência e humanização como pilares do atendimento; tecnologia como apoio da excelência; e solidez das governanças clínica e corporativa. Nossos serviços médico-hospitalares estão disponíveis para toda a família, em todas as fases da vida, com qualidade assistencial e profissionais altamente capacitados e especializados. Estamos em expansão, levando para mais pessoas o Jeito Mater Dei de Cuidar e de Acolher. Nossa premissa é valorizar a vida dos nossos pacientes em cada atendimento, disponibilizando o melhor que a medicina pode oferecer.
Unidades
Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Mater Dei Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Mater Dei Santa Clara
Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Mater Dei Emec
Goiás: Hospital Mater Dei Premium
de saúde, decidiu ampliar temporariamente a faixa etária para a vacinação contra a dengue. Desde a última sexta-feira (14), pessoas de 4 a 59 anos poderão se vacinar com os imunizantes que têm vencimento marcado para o dia 30 de junho de 2024. Anteriormente, o público-alvo era de 10 a 14 anos.
A decisão foi tomada em resposta ao estoque remanescente de 6.727 doses, que estão concentradas principalmente em Itabuna, Jequié e Ilhéus, municípios que juntos somam 55% desse total. Ao todo, 36 municípios da Bahia sinalizaram a existência de doses com o mesmo vencimento.
A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, faz um apelo aos municípios e à sociedade: "mesmo no período junino, vamos fazer um esforço adicional para zerar os estoques. O público-alvo foi ampliado e ainda temos nove dias. Incentivamos que os municípios montem postos em locais de grande fluxo, como rodoviárias, centros comerciais ou mesmo façam a busca ativa, pois são ações já realizadas anteriormente com resultados positivos", ressalta. Ao todo, 125 municípios receberam 237.607 doses da vacina contra a Dengue, já tendo sido aplicadas 163.834 doses.
Cenário epidemiológico e ações estaduais
Em 2024, a Bahia registra 222.189 casos de Dengue, tendo 109 municípios em epidemia e 278 localidades em risco ou alerta. O Governo do Estado já investiu mais de R$ 21 milhões em ações relacionadas à assistência, aquisição de medicamentos e insumos, bem como equipamentos para agentes de endemias, capacitação de profissionais e uso do Ultra Baixo Volume (UBV) – também conhecido como “fumacê”, além de ações de conscientização da população.
Após a chegada das vacinas, a distribuição será iniciada no mesmo dia e todos os municípios receberão, ao menos, 20 doses do imunizante. O quantitativo e a distribuição das doses foi acordado durante uma reunião extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que conta com a participação de todos os 417 municípios baianos e do Estado, nesta sexta-feira (31).
O imunizante, distribuído pelo Ministério da Saúde, necessita de condições especiais de armazenamento, temperatura entre -15° C e -50° C, e possui validade de 30 dias quando retirado de ambiente controlado. Para garantir o armazenamento e distribuição célere, o Governo da Bahia preparou uma operação logística com a distribuição em parceria o Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer), a aquisição de 44 ultrafreezers para armazenamento e o apoio institucional do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems/BA) e da União dos Municípios da Bahia (UPB).
A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, destacou a importância da atuação conjunta entre o Estado, os municípios e a população. "O Governo da Bahia vem investindo e trabalhando para que os problemas relacionados à Covid fiquem no passado. Mas, para isso, precisamos da contribuição da nossa população. Reforço o pedido para que todos se vacinem, é essencial para que sigamos avançando no combate ao Covid, ainda mais que o período de maior ocorrência de síndromes respiratórias está se aproximando", afirmou a gestora.
"A nova vacina XBB confere uma maior proteção e eficácia, pois atua na cepa que tem registrado maior circulação no cenário epidemiológico atual. Assim, a gente espera avançar na vacinação contra Covid na Bahia", afirmou Vânia Rebouças, coordenadora de Imunização do Estado.
Vacinação
A vacina estará disponível, inicialmente, apenas para os grupos prioritários: Crianças entre 6 meses e menores de 5 anos; Pessoas de 60 anos ou mais; Pessoas vivendo em instituições de longa permanência; Pessoas imunocomprometidas; Indígenas vivendo em terra Indígena; Indígenas vivendo fora da terra Indígena; Ribeirinhos; Quilombolas; Gestantes e Puérperas; Trabalhadores da saúde; Pessoas com deficiência permanente; Pessoas com comorbidades; Pessoas privadas de liberdade; Funcionários do sistema de privação de liberdade; Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e Pessoas em situação de rua.
Para que possa ser imunizado com a nova vacina, é necessário que a pessoa tenha tomado a última dose há mais de três meses. De acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas 17,79% da população baiana está imunizada com a bivalente.
“Os dados da cobertura vacinal com a bivalente reforçam a necessidade de um esforço conjunto. Vamos precisar que todos atuem ativamente para conquistarmos índices melhores e o Cosems estará atuando ao lado dos municípios”, afirmou Stela Souza, presidente do Cosems Bahia.
Pessoas a partir de 5 anos de idade que não fazem parte dos grupos prioritários e nunca foram vacinadas, terão a oportunidade de se vacinar com o esquema primário (uma dose da vacina Covid-19 XBB).
Dois pacientes passaram por cirurgias para implante de marcapasso cardíaco. "O Serviço de Cirurgia Cardíaca é responsável por procedimentos como cirurgias endovasculares, de aorta, cirurgias cardíacas convencionais, cirurgias cardíacas minimamente invasivas e implante de dispositivos cardíacos artificiais, que são os marcapassos cardíacos", explicou o coordenador médico do Serviço, Douglas Barbosa.
Cirurgias de maior complexidade estão programadas para os próximos dias. "A região precisava de um hospital com estrutura desse porte, que atenda todas as subespecialidades para dar um atendimento por completo não só voltado à cirurgia cardíaca, como às outras especialidades. Todas são muito importantes para a população", afirmou o profissional.
Com 216 leitos, sendo 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o HECB realiza diagnósticos e tratamentos nas especialidades de clínica geral, ortopedia, cardiologia e angiologia, além de urologia, mastologia, cirurgia torácica, cirurgia vascular, neurocirurgia e oncologia.
Também integram o parque tecnológico do Hospital Estadual Costa das Baleias: centro de bioimagem, ressonância magnética e tomografia computadorizada; ultrassonografia, eletroencefalograma (EEG), mamografia, eletrocardiograma (ECG), endoscopia e raio-x. Para ser atendido em um dos serviços, é necessário que o paciente seja encaminhado via Central Estadual de Regulação ou Sistema Lista Única.
Ascom/HECB
As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são as causas mais comuns de câncer de mama hereditário, mas outros genes também podem ser afetados, como é o caso do PALB2, que aumenta em cerca de 33% o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama até os 70 anos de idade. Esse risco pode ser ainda maior se houver histórico familiar significativo da doença. As mutações também aumentam o risco de desenvolver câncer de ovário e outros tipos de tumor.
Segundo a mastologista Daniela Rios, o risco é determinado por meio de testes genéticos específicos. “O manejo de risco em pacientes com mutação genética deve ser personalizado e envolver uma equipe multidisciplinar, incluindo oncologistas, cirurgiões, conselheiros genéticos e outros especialistas. A educação do paciente e o apoio psicológico também são aspectos fundamentais para lidar com o risco aumentado de câncer de mama”, destacou.
De acordo com o mastologista e cirurgião oncoplástico Leonardo Pires Novais Dias, pacientes com mutações genéticas confirmadas devem ser monitoradas com regularidade e submetidas a métodos de redução de risco, os quais podem incluir “mamografias, ressonâncias magnéticas e, em casos específicos, a mastectomia profilática bilateral, ou seja, cirurgia para retirada das duas mamas”, explicou.
Além dessas medidas, mudanças no estilo de vida com foco na prevenção precisam acontecer na vida dessas pacientes. Alimentar-se bem, manter um peso saudável, praticar atividade física regularmente, limitar o consumo de álcool, não fumar, amamentar, evitar ou limitar o uso de terapia de reposição hormonal e realizar exames de rastreamento são ações que complementam o cuidado preventivo.
Ainda segundo Leonardo Dias, é importante entender a diferença entre risco familiar e risco genético de câncer de mama. “O risco familiar é resultado da combinação de fatores genéticos e ambientais, enquanto o risco genético é exclusivamente relacionado a mutações genéticas hereditárias. O risco familiar é determinado com base na história de câncer de mama na família, enquanto o risco genético é determinado por meio de testes genéticos específicos, que permitem determinar a necessidade de intervenções preventivas mais direcionadas”, destacou.
Para filhas de pacientes com câncer de mama, o especialista ressalta a necessidade de conhecer bem a história familiar, realizar avaliações de risco e, se necessário, testes genéticos. “Antes de realizá-los, é importante que a mulher receba aconselhamento genético de um especialista, que apresentará tanto seus riscos e benefícios quanto as opções de prevenção e tratamento disponíveis”, pontuou.
Antes da cirurgia de mastectomia profilática, indicada para mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama, devem ser realizados exames clínicos, mamografias e ressonâncias magnéticas para avaliar a extensão do tecido mamário e planejar a intervenção. Durante o procedimento, o cirurgião remove completamente o tecido mamário, muitas vezes preservando a pele e o mamilo para uma reconstrução mamária posterior.
Após a cirurgia, são necessários cuidados intensivos, incluindo acompanhamento médico regular, controle da dor, prevenção de infecções e suporte emocional para lidar com as mudanças físicas e emocionais decorrentes da intervenção. A fisioterapia também pode ser recomendada para auxiliar na recuperação da mobilidade.
Informações Cinthya Brandão
E para garantir que toda a estrutura da saúde esteja preparada para atender possíveis demandas, a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana realizou, na última segunda-feira (15), uma série de inspeções no Hospital Clériston Andrade (HGCA), Hospital Estadual da Criança (HEC), na Policlínica Regional de Saúde e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Durante a festa, as unidades que fazem parte da rede estadual de saúde funcionarão em esquema especial para reforçar o atendimento e garantir que baianos e turistas possam curtir com toda a estrutura necessária.
No Hospital Geral Clériston Andrade, a secretária analisou de perto o fluxo de atendimento, buscando garantir que a demanda decorrente da Micareta não comprometa a qualidade dos serviços prestados. A unidade terá um aumento de 20% no efetivo para garantir a assistência durante o período festivo.
“Temos investimento de cerca de R$ 800 mil na Micareta. Nós estamos assegurando o atendimento através do reforço nas equipes médicas, de enfermagem e administrativa, além da elevação do estoque de medicamentos e insumos. Esse reforço vai acontecer no Clériston e em todas as unidades da rede estadual no município. Temos consciência do tamanho da Micareta, da quantidade de baianos e turistas que irão curtir a festa e da nossa responsabilidade com a saúde de todos. O Governo do Estado e a Sesab não estão medindo esforços para que o folião possa aproveitar a festa com tranquilidade, sabendo que, se precisar, terá assistência à saúde qualificada à sua disposição", destaca.
Durante a folia, o Clériston também contará com o plantão do Centro de Atendimento a Múltiplas Vítimas, com equipe de plantão que será acionada em caso de desastres ou emergência, além de uma UTI móvel e duas ambulâncias básicas que estarão de prontidão para realizar a transferência de pacientes para hospitais na capital.
Ao todo, 470 plantões planejados irão reforçar a assistência, acompanhar e atender a população durante os dias da festa. A Vigilância à Saúde vai manter um estande de testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e distribuir 500 mil preservativos, além de materiais informativos, para prevenir a propagação de doenças e a gravidez indesejada.
“São dois municípios com epidemia alta e é importante esse trabalho conjunto com o Ministério da Saúde, para que possamos contar com a experiência da equipe vinda de Brasília e também ter um olhar exterior para construirmos novos caminhos e seguirmos com as ações que vêm dando certo. Tudo isso com foco na população e na prevenção de novos óbitos pela Dengue em nosso estado”, explica a superintendente de Proteção e Vigilância em Saúde, Rívia Barros.
Em Feira de Santana, a avaliação é que o trabalho do MS possa auxiliar numa melhor resposta do município nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de Dengue, Chikungunya e Zika, na prevenção das doenças e num suporte mais adequado na atenção básica. Equipes da Sesab detectaram uma subnotificação de casos e necessidade de maior ajuda da gestão de saúde municipal. A organização da rede de atenção básica é fundamental para conter a Dengue e evitar novos casos graves e óbitos, de acordo com Morgana Caraciolo, epidemiologista da Coordenação Geral de Vigilância das Arboviroses do Ministério da Saúde.
“Cada município é uma realidade, um gestor. Existe uma diversidade de cenários e sabemos o que tem sido feito na Bahia porque temos realizado esse monitoramento não só aqui como nos demais estados. Estamos aqui para avaliar e apoiar o estado com ações e orientações do Centro de Operações de Emergências do ministério”, analisa Morgana.
Na avaliação do ministério, o aumento da temperatura por conta das mudanças climáticas e o cenário pandêmico da covid-19, que comprometeu ações de controle vetorial das arboviroses e a mobilização de equipes nos anos mais recentes, vêm contribuindo para o aumento de casos de Dengue, sobretudo, em todo o país.
As equipes do MS e da Sesab reconhecem que, além do trabalho nas esferas federal, estadual e municipal, é preciso que a população entre de vez no combate e na prevenção à doença. “É preciso que as pessoas se apropriem desse conhecimento sobre a Dengue, Chikungunya e Zika e combatam possíveis focos do mosquito dentro de suas residências. A falta de cuidado cria um ambiente favorável às doenças”, afirma Rívia Barros.
A Secretaria da Saúde do Estado tem alertado os municípios para a necessidade de ampliação do horário de funcionamento de unidades básicas de saúde (UBS). De acordo com a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, estão sendo enviados ofícios para as prefeituras pontuando a importância de as unidades básicas estarem prontas para dar assistência àqueles com sintomas de Dengue e em horário estendido. "O tratamento da Dengue é relativamente simples, mas é importante que profissionais acompanhem o paciente e que a pessoa busque uma unidade de saúde assim que apresentar algum sinal ou sintoma da doença", afirmou.
Ao todo, o Governo do Estado já investiu mais de R$ 19 milhões no combate à Dengue, através da aquisição de novos carros de fumacês, distribuição de aproximadamente 12 mil kits para os agentes de Combate às Endemias, além de apoio para intensificação dos mutirões de limpeza com o auxílio das forças de segurança e emergência e aquisição de medicamentos e insumos.
A Sesab ainda tem promovido ações de teleconsultoria para auxiliar o manejo clínico dos pacientes na atenção básica. "Temos monitorado os casos, dando suporte às gestões municipais e às unidades de saúde, e precisamos dos baianos ao nosso lado, combatendo os focos e também se vacinando contra a Dengue", reitera Roberta Santana, reforçando que a imunização contra a doença ainda está em ritmo lento. "Precisamos de um maior empenho da nossa população para que os adolescentes possam receber as doses da vacina. É de fácil acesso, de graça e protege uma faixa etária que, de acordo com os estudos do Ministério da Saúde, tem sido a mais afetada nos últimos anos".
Casos
De acordo com os dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Sesab, 272 municípios da Bahia estão em estado de epidemia de Dengue. Outros 34 estão em risco e 7 em alerta. São 62.478 casos prováveis da doença até o dia 16 de março de 2024. No mesmo período de 2023, foram notificados 12.479 casos prováveis, o que representa um incremento de 400,7%.
A Bahia possui um dos menores índices de letalidade por Dengue em todo o país, girando em torno de 1,47%, enquanto a média nacional é de 3,09%. O cálculo é feito com base nos casos notificados que evoluem para a forma grave da doença. Ao todo, 17 óbitos por Dengue foram confirmados pela Câmara Técnica Estadual de Análise de Óbito da Sesab nas cidades Jacaraci (4), Piripá (3), Vitória da Conquista (3), Barra do Choça (1), Campo Formoso (1), Feira de Santana (1), Ibiassucê (1), Irecê (1), Santo Antônio de Jesus (1), Santo Estêvão (1). Em 2024, foram registrados dois óbitos por Chikungunya, nos municípios de Teixeira de Freitas e Ipiaú. Nenhum óbito por Zika foi confirmado.
Também, em 2024, até o dia 16 de fevereiro, foram notificados 5.186 casos prováveis de Chikungunya no estado. Já os casos prováveis de Zika são 654.
Na TV, Putin disse que “estamos muito perto de criar as chamadas vacinas contra o câncer e drogas imunomoduladoras de nova geração”.
A fala foi dita em fórum de futuras tecnologias, em Moscou (Rússia). Putin disse, ainda, que “espero que, em breve, elas serão usadas, de forma eficaz, como métodos de terapia individual”.
Contudo, o presidente russo não informou quais tipos de câncer, efetivamente, serão englobados pela vacina.
Vacinas contra o câncer
Vários países e empresas vêm trabalhando em vacinas contra a doença;
No ano passado, o Reino Unido assinou um acordo com a BioNTech visando realizar testes clínicos com “tratamentos personalizados contra o câncer”;
Eles almejam alcançar dez mil pacientes até 2030;
Já a Moderna e a Merck estão desenvolvendo uma vacina experimental que, em estudo de meio-estágio, mostrou que pode diminuir as chances de morte por melanoma pela metade após três anos de tratamento.
Além disso, hoje em dia, existem seis vacinas licenciadas contra o HPV, que pode desenvolver câncer de colo de útero e outros tumores, bem como vacinas contra a Hepatite B, que leva ao câncer de fígado.
Na pandemia de Covid-19, a Rússia desenvolveu sua própria vacina contra o SARS-CoV-2, a Sputnik V, e a vendeu para vários países, apesar de ter lutado internamente contra a falta de vontade do povo russo de se vacinar. À época, o próprio Putin afirmou ter tomado-a, de modo a mostrar sua eficácia e segurança





.jpeg)

,%20Pedro%20Leite%20(BA)%20e%20Leandro%20P%C3%BAblio%20(BA).%20Arquivo%20pessoal..jpeg)



.jpeg)


.jpeg)
.jpg)


