Em entrevista exclusiva à DW Brasil, Marilene Ramos explica que é tecnologicamente inviável promover uma filtragem completa do rio Doce. Órgão calcula prazo de dez anos para recuperação da bacia.
Apesar da vinda do período de chuvas e de drenagens feitas na bacia do rio Doce, a remoção total dos rejeitos de mineração da empresa Samarco é "impossível", de acordo com a presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marilene Ramos.
Em entrevista exclusiva à DW Brasil, ela explica que não há meios tecnológicos viáveis para fazer uma filtragem completa. O rio foi atingido por 34 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que exterminaram boa parte do ecossistema aquático.
O Ibama prevê um período de dez anos para a recuperação da bacia, embora ainda não seja possível dimensionar o impacto da lama no litoral do Espírito Santo.
"Temos que atuar sobre outras fontes de poluição, que hoje também
sobrecarregam o rio, para compensar parte do dano provocado pelos
rejeitos que não conseguimos remover de forma completa", diz Ramos, que
defende ações de tratamento de esgoto lançado no rio e reflorestamento
das margens.
O órgão multou a subsidiária da Vale e da BHP em 250 milhões de reais pelo desastre, a maior penalidade já aplicada pelo Ibama.
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