Itamar Oliveira, médico e ex-prefeito de Ruy Barbosa (duas vezes), é quem conta essa.
Início
dos anos 60, Itabuna. O prefeito José Almeida Alcântara, o Alcântara
(que tornaria a se eleger em 1966 e um ano após, no mandato, morreu de
infarto fulminante), enfrentava brigas homéricas com a Câmara, os
vereadores começaram a falar em cassá-lo, o bizu tomou conta da cidade.
Em cada casa, em cada esquina, era só que o que se falava, a câmara queria promover o impeachment do prefeito:
A Câmara lotou no dia em que o processo seria iniciado, Alcântara chamou um assessor, entregou papel e caneta, ordenou:
- Vá lá na Câmara e diga que se tiver um só vereador, um único, que souber escrever a palavra impeachment eu renuncio hoje.
O impeachment (impedimento, em português) parou aí.
Em tempo: É
oportuno sublinhar que se esse episódio acontecer nos dias atuais, ou
seja, (a atitude corajosa do prefeito em mandar um assessor à Câmara),
sem dúvidas que a história se repetirá em todas ou quase todas 417
Câmaras de vereadores da Bahia.




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