A Bahia ocupa atualmente o quarto lugar no ranking nacional de produção de café, atrás apenas de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. O Estado produz desde os lavados da Chapada Diamantina, do Planalto da Conquista e da região de Itiruçu/Vale do Jiquiriçá/Brejões, aos cafés naturais finos do Oeste Baiano e mesmo ao café Conilon das regiões costeiras do Baixo Sul/Sul e do Extremo Sul.
De acordo com o Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Café, realizado pela Associação de Produtores de Café da Bahia (Assocafé), o Estado possui cerca de 22 mil produtores, dos quais 92,6% são pequenos agricultores, com menos de 10 hectares, e 6,8% com menos de 100 hectares. Os demais, 0,6% são grandes produtores, com mais de 100 hectares, responsáveis por 46% da produção, com produtividade de 33 sacas/hectare, enquanto os pequenos produzem em média 13 sacas por hectare.
Segundo informações da coordenação do programa de Café da Seagri, a Bahia alcançou em 2012, um volume médio de 2,25 milhões de sacas em um universo estimado de 10 mil propriedades, as quais mais de 70% pertencem a pequenos produtores, o que demonstra sua importância como atividade econômica, tanto para empresários quanto para agricultores familiares.
A região da Chapada Diamantina ganhou notoriedade internacional pela produção reconhecida de cafés gourmet e especial, categorias da bebida e de grãos considerados de excelência. Os grãos de Piatã, por exemplo, um dos municípios mais altos do Nordeste, localizado na Chapada Diamantina, são exportados para todo o mundo, principalmente para a Coréia do Sul, Japão, Estados Unidos e Europa. Cerca de 70% da colheita da região Oeste da Bahia, também é voltada para exportação e tem como destino a Europa e a América do Norte.
Fonte: Seagri/BA




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