| A bomba chiando está sendo colocada no colo dos componentes do legislativo municipal de Jequié |
Restando apenas pouco mais de 16 meses para o término do mandato do prefeito Luiz Amaral, está sendo colocada no colo dos 12 componentes da Câmara de Vereadores, uma espécie de “bomba chiando”. A Prefeitura pede através de Projeto de Lei, autorização para contratar um empréstimo na Caixa Econômica Federal da ordem de R$ 21.84 milhões, destinado a execução de obras de pavimentações a paralelos em cerca de 200 ruas, localizadas no Loteamento Água Branca, Bom Sossêgo, Brasil Novo, Brinco de Ouro, Pompílio Sampaio, Parque das Algarobas, Mutirão São Judas Tadeu, Jardim Maracanã (Mandacaru) e bairro Itaigara. Todas as áreas do projeto reconhecidamente carentes de infraestrutura urbana, reclamação principal dos seus milhares de moradores. Essas mesmas áreas constam dos projetos aprovados no âmbito do Ministério das Cidades, para execução pelo Programa de Aceleração do Crescimento-PAC 2 (?). O questionamento que predomina hoje na cidade, está relacionado com o fato desse pedido de empréstimo estar sendo feito praticamente no apagar das luzes da atual administração, às vésperas do deslanche de uma campanha política que irá eleger os governantes municipais para o próximo quadriênio, a ser iniciado em 1º de janeiro de 2013. O empréstimo será pago em 240 parcelas, após uma carência de 20 meses. A sua quitação recairá sobre as cinco futuras administrações, perfazendo um período total de 20 anos. Pessoas que integram o governo apontam como exemplo para justificar a operação financeira, fato ocorrido no passado, na gestão do ex-prefeito Landulfo Caribé (já falecido) quando foram destinados recursos do governo federal para construção do Centro de Abastecimento Vicente Grillo, cujo pagamento, atravessou várias administrações até os dias atuais. Mas, retornando ao presente, a “bomba chiando” está sendo submetida à decisão da Câmara de Vereadores, conforme reflete em seu blog o jornalista Souza Andrade, assessor de imprensa da Prefeitura, ao comentar “Mais 200 ruas de bairros populares da cidade de Jequié deverão ser pavimentadas caso a Câmara de Vereadores aprove a proposta enviada pela Prefeitura de pedido de financiamento junto à Caixa Econômica Federal” (sic). Uma visível transferência de responsabilidades “Qual vereador vai querer ouvir do seu eleitor, que a rua onde mora não foi calçada por sua culpa? Resta tão somente alargar o debate para saber se a população do município de Jequié aprova e outorga poderes aos dirigentes políticos atuais para assumirem esse endividamento com o intuito de solucionar pontualmente a carência da cidade com o setor de pavimentações. A resposta deve ser retirada de uma ampla consulta popular, respeitados rigorosamente os princípios democráticos. A partir daí toda a população local assumirá solidariamente o ônus que possa representar no futuro, essa sua decisão.
Wilson Novaes - Jequié Repórter



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