A Vacina baseada em células dendríticas, encarregadas de defender o organismo, é a nova esperança para as pessoas que sofrem de câncer de rim ou têm melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Já disponível no Brasil, foi desenvolvida por cientistas da universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Hospital Sírio Libanês, também de São Paulo, e mostrou ser capaz de conter a evolução dos tumores em 80% dos casos, durante um período que variou de três meses a cinco anos, dependendo do estágio da doença e das condições físicas do paciente. A vacina, que foi testada pela primeira vez em 2001, nada mais é do que a fusão de células dendríticas feitas em laboratório com células tumorais do próprio paciente, retiradas por meio de cirurgia. Por isso, ela só pode ser aplicada em quem já desenvolveu a doença, esclarece o cientista e coordenador da pesquisa, José Alexandre Barbudo, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Segundo ele, apesar de os dados serem bastante animadores, convém ressaltar que o universo de pesquisa se restringiu a apenas 70 pessoas, um número muito pequeno perto de uma doença tão heterogênea e ainda com causas praticamente desconhecidas como o câncer. "Além disso, a vacina só é indicada se houver a suspensão da quimioterapia, essa, sim, uma chance real de cura", Complementa Alexandre Barbuto.
Fonte: Revista Claudia nº 9, Setembro/06



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