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CNM: O Brasil não tem condições sanitárias para ter eleição

Por: Redação Itiruçu Notícias - domingo, 14 de junho de 2020 - 0 Comentários

O Brasil não tem condições sanitárias para realizar a próxima eleição para prefeitos e vereadores. De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, o país atravessa a primeira onda de infecção pelo novo coronavírus e, segundo estudos que respaldam o “Panorama sobre as eleições em tempos de Covid-19”, há o risco real de uma segunda e, até mesmo, uma terceira onda de infecção em todo o país. “Não chegamos ainda nem ao pico da primeira fase da pandemia do novo coronavírus. Isso obriga a Justiça Eleitoral e os parlamentares a se debruçarem de forma imediata sobre o assunto”, diz o dirigente da CNM, que emitiu ontem uma Carta Aberta ao Congresso Nacional, como forma de alertar os deputados e senadores sobre o assunto.

Glademir Aroldi diz na carta que o Brasil não tem condição de suportar o fluxo de mais de 146 milhões de eleitores, que estão aptos a votar na próxima eleição, circulando ao mesmo tempo pelas ruas do país. “Quem será o responsável pela segurança de um processo eleitoral no segundo semestre de 2020? Quem assumirá a responsabilidade para fornecer equipamento de proteção individual (EPIs) para as cinco milhões de pessoas envolvidas em todo o processo eleitoral? Quem assumirá a responsabilização pela saúde e pelas vidas durante e pós processo eleitoral? A eleição não pode ser a propulsora de uma possível segunda onda de infecção pelo coronavírus no Brasil”, enfatizou o dirigente da Confederação Nacional dos Municípios, em entrevista ao A TARDE na edição desta segunda-feira, 15.

Para ele, “o risco para a democracia do Brasil, portanto, é gravíssimo, já que a participação popular será tolhida pelo medo da infecção, pelo desconhecimento das plataformas políticas e até mesmo dos candidatos. Assim, é impossível assegurar o direito ao voto e à igualdade de oportunidades entre os concorrentes em uma eleição neste ano de pandemia”, completou o dirigente da CNM.

Para o dirigente, “o próprio exercício do direito ao voto, por si só, já é enorme, pois, mesmo que mantido o distanciamento social, com o uso obrigatório da máscara e distribuição de álcool, o local de votação e a urna eletrônica são meios de disseminação do vírus“. “E não adiante adiar por um mês ou dois. Vivemos uma situação atípica”, finaliza.


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