WALTER SOUZA



70 ANOS DE CASABLANCA 



Grande clássico do cinema americano completou 70 anos. Do gênero drama romântico, em preto e branco, dirigido por Michael Curtiz. O filme estrelado pelo talentoso Humphrey Bogart (Rick) e pela bela Ingrid Bergman (Ilsa) vencedor de três prêmios Oscar. A trama acontece na cidade de Casablanca no Marrocos (África). Não posso deixar de destacar a trilha sonora e principalmente a canção “As Time goes by” (com o passar do tempo), interpretada por Sam, pianista do bar de Rick, (música inesquecível). O ex- governador de São Paulo, Mário Covas, falecido em 2001, costumava dizer que ninguém deveria morrer sem antes assistir ao filme Casablanca. Eu assistir duas vezes e pretendo vê-lo pelo menos mais uma vez antes que me feche os olhos.


VIRGÍNIA SOARES VISITOU HUGO CHÁVEZ

A médica Virginia Soares de Souza, responsável pela UTI geral do Hospital Evangélico de Curitiba, acusada de matar dezenas de pacientes tentou expandir suas ações delituosas pelo MERCOSUL, começando pela Venezuela, mas não teve êxito, pois o paciente famoso já estava moribundo. 

POLÍTICA COM VATAPÁ – O OTIMISTA


Essa quem contava era o saudoso amigo Aguinaldo Pires (Gal Pires), ex- vereador e ex-presidente da câmara de Itiruçu, grande contador de causo, que morreu há três anos em um trágico acidente na BR-116 nas imediações de Itatim – BA.  
1962, ano de eleição, em Itiruçu a disputa foi entre Valdeck Almeida (UDN), candidato do ex- prefeito Zé Bonfim e Josias Duarte (PSD), apoiado por Vivaldo Bastos e pelo ex-prefeito Geir Magalhães, tinha o povoado do Upabuçu como seu reduto eleitoral. Em um comício em Upabuçu, Josias percebeu certo desânimo no eleitorado, a incerteza da vitória era flagrante. Josias Duarte em seu pronunciamento, com o intuito de motivar seus eleitores rumo à vitória, disse: “povo de Upabuçu, não desanimais, animais como nós”. 
Josias Duarte foi eleito prefeito naquele ano. 


POLÍTICA COM VATAPÁ - O impeachment

O prefeito Alcântara, o primeiro da direita para esquerda
Itamar Oliveira, médico e ex-prefeito de Ruy Barbosa (duas vezes), é quem conta essa.
Início dos anos 60, Itabuna. O prefeito José Almeida Alcântara, o Alcântara (que tornaria a se eleger em 1966 e um ano após, no mandato, morreu de infarto fulminante), enfrentava brigas homéricas com a Câmara, os vereadores começaram a falar em cassá-lo, o bizu tomou conta da cidade.
Em cada casa, em cada esquina, era só que o que se falava, a câmara queria promover o impeachment do prefeito:
A Câmara lotou no dia em que o processo seria iniciado, Alcântara chamou um assessor, entregou papel e caneta, ordenou:
- Vá lá na Câmara e diga que se tiver um só vereador, um único, que souber escrever a palavra impeachment eu renuncio hoje. 
O impeachment (impedimento, em português) parou aí.
Em tempo: É oportuno sublinhar que se esse episódio acontecer nos dias atuais, ou seja, (a atitude corajosa do prefeito em mandar um assessor à Câmara), sem dúvidas que a história se repetirá em todas ou quase todas 417 Câmaras de vereadores da Bahia.


Os termômetros, as escalas e seus inventores 


Ainda comentando sobre invenções, os três termômetros mais conhecidos e utilizados são: 

O do físico e astrônomo sueco Anders Celsius (1701-1744) com sua escala centígrada, (°C) usada praticamente em quase todos os países. 
O termômetro de mercúrio do físico alemão Daniel Fahrenheit (1686-1736) °F, utilizado em alguns países de língua inglesa. 

Existe também a escala Kelvin (K) do físico e engenheiro irlandês William Thomson (1824-1907), mais conhecido como Lorde Kelvin, escala muito utilizada na química e na física. O Kelvin é utilizado para medir a temperatura absoluta de um objeto, com zero absoluto 0 K. 

Apesar da existência destes instrumentos que servem para medir a temperatura e suas variações, a impressão que eu tenho é que eles já não são precisos o suficiente para registrar a energia em trânsito e suas variações no cotidiano do século XXI. Vendo os telejornais, não raro, a moça que apresenta o tempo e a temperatura, informa, por exemplo, que: - ontem em Cuiabá-MT, a temperatura atingiu 37°, mas a sensação térmica foi de 42°. Estamos acostumados a ouvir informação como essa, (Muito subjetiva). Conclusão: acho que é necessário construir ou inventar um instrumento capaz de medir com precisão a sensação térmica.
 

História de um torcedor


O ano era 1978, o mês Junho, em plena segunda fase do campeonato brasileiro de futebol, o Bahia de Salvador (porque tem o de Feira), enfrentou o Santa Cruz no Mundão do Arruda e perdeu por 2X1, no dia seguinte, Mané Cotia que nos deixou em 10/10/2012, torcedor do Vitória, não deixou de alfinetar os torcedores tricolores. Escreveu com giz branco que pegou no Alvorada Bar, de Dazinho, em uma das portas da loja de Chico Machadão, mais precisamente na porta lateral que ficava paralela ao posto telefônico da Telebahia, local onde hoje está instalada a câmara de vereadores, o seguinte: Canta Cruzia 2X1 Bahia. Eugênio Fagundes (Geno), torcedor do Bahia, que atualmente mora em Barreiras-Ba, criticou Mané afirmando que estava escrito errado o nome do time que venceu o Bahia. 
Mané respondeu a Geno:
- Só porque eu não botei a cedilha? 
E foi lá com o giz e a frase ficou assim: 
 Deu pra entender? 


Política Com Vatapá – Zé Garapa 


Antigamente, casar com mulher não virgem era suprema ofensa, preconceito que chegou até os nossos dias. Anos 80, José Menezes Fagundes, de Lajedinho, região de Itaberaba, viveu dias amargos por conta disso. “Já casou melado”, diziam, arranjaram o apelido de Zé Garapa e ele virava uma arara. 
Morador da roça andava com um facão de 20 polegadas na cintura e ai de quem falasse em Garapa. Pirou quando se elegeu vereador. Os adversários caíam matando, quase sai morte. Contam em Lajedinho que lá um dia ele chegou à cidade montando a cavalo. Vinha para a sessão da Câmara, alguém gritou: - Água! Outro emendou: -Açúcar! Zé pulou do cavalo e brandiu o facão: - Misture seus moleques! Se vocês são homens, misturem! Misturem para ver se eu não mando um para o inferno hoje! Até hoje o caso é piada municipal.


Grandes Invenções

Nem sempre a necessidade foi a mãe da invenção. Mas talvez os inventos concebidos a partir dela tenham sidos os mais revolucionários e produtivos, ou ainda, tenham tido maior desdobramento, resultando em outras grandes idéias e criações.
Ao longo dos séculos, centenas de invenções fazem parte da vida da humanidade. Tomemos por exemplo a roda, de origem incerta, é considerada por muitos historiadores como um dos maiores inventos, um dos grandes marcos da humanidade. Com ela o homem conseguiu carregar mais peso com menos esforço, ir mais longe sem se cansar tanto, a roda está em todos os lugares: carros, aviões, trens, máquinas, elevadores, tratores. A economia mundial anda sobre rodas. A invenção da roda é um mérito exclusivo do intelecto humano. O mais antigo exemplar foi encontrado na Mesopotâmia, onde hoje é o Iraque, e sua idade é calculada em 55 mil anos. Da lista de grandes inventos se destacam: o avião, o computador, a televisão, a escrita, a imprensa, o raio-X, o rádio, a eletricidade, a lâmpada, os satélites, o automóvel, o telefone, a fotografia, o cinema, a anestesia, e por aí vai. Outra invenção que para muita gente, não figura entre as mais importantes, é a anestesia, originada do óxido nitroso, o gás do riso, veio para aliviar a dor e para aumentar o progresso da ciência médica. Em época remota a civilização Inca, extinta no século XVI, tinha o costume de mascar folhas de coca e as cuspiam nos ferimentos dos pacientes durante a cirurgia. As folhas de coca eram o anestésico daquela época para os Incas. Outro invento importante foi o astrolábio, atribuído ao matemático e astrônomo grego Hiparco, no século II a.C. Outros historiadores atribuem a Hipácia, matemática, de Alexandria. O astrolábio foi aperfeiçoado por Abraão Zacuto, em Lisboa no século XV. Esse instrumento de navegação foi determinante para o descobrimento das Américas e das rotas rápidas para Ásia e para África. 
 Fonte: revista Conhecer Fantástico


Animais ajudam a eleger vereador





O candidato Marcell Moraes (PV), que foi eleito para câmara de Salvador com 7.973 votos, usou uma estratégia nova para ganhar uma das 43 cadeiras (atualmente são 41) do parlamento municipal. 

Marcell que é administrador de empresas e ambientalista utilizou como bandeira de campanha a proteção dos animais, que, pousaram ao seu lado em centenas de placas publicitárias espalhadas por diversas ruas e canteiros centrais da cidade. Como os animais estão em alta, o futuro vereador fez uso até da prosopopéia para dar ênfase à sua campanha, conforme se pode ler nas mensagens atribuídas aos animais

(animais pedindo voto). Foram 1.230 candidatos para 43 vagas, a concorrência ficou em torno de 28 candidatos por vaga. Apenas 19 vereadores renovaram seus mandatos. 


Com isso, Salvador terá em 2013, vinte e quatro novos vereadores, registrando uma renovação de aproximadamente 50%. Diante de um quadro desanimador em que se encontra a cidade de Salvador, se espera que a nova câmara a partir de 1º de janeiro de 2013, cumpra sua função, assuma suas promessas de campanha, honre os votos recebidos, trabalhe diariamente apresentando propostas concretas para solucionar os grandes problemas da cidade; principalmente no que tange à mobilidade urbana, saneamento básico, saúde e educação. Espero que os “ilustres” edis justifiquem o salário de R$ 15.000,00 tão distante da grande massa de trabalhadores do Brasil. 


POLÍTICA COM VATAPÁ – Os peixões


Sebastião Nery

Conta Sebastião Nery em 350 Histórias do Folclore Político Brasileiro que Arnon de Melo, pai de Fernando Collor, senador, mandou chamar um cabo eleitoral.
-O que é que há com você, rapaz? Eu soube que você matou Zé Maria, meu aliado?
-Matei, doutor. Eu peguei uma doença esquisita.
Sebastião Nery
Quando vejo um político mentindo me ataca uma tosse tão violenta que só pára quando eu mato o sujeito.
Lá um dia, disputando o governo, Arnon foi fazer comício na terra do cabo eleitoral.
-Meus amigos, eu vou multiplicar os votos de vocês em benefícios para esta terra como Cristo multiplicou os peixes nas montanhas da Terra Santa. Naquele dia, na Judéia, o Cristo alimentou a multidão com dois peixes!
Embaixo do palanque, o cabo eleitoral começou a tossir, Arnon viu, se corrigiu:
-Sim, mas eram dois peixes enormes, dois peixões, duas baleias imensas!




POLÍTICA COM VATAPÁ - Lomanto e as cruzes



Conta o ex-deputado Pedro Alcântara que Lomanto Júnior, quando governador (1963 a 1967) tanto trabalhou por Juazeiro que virou uma espécie de condestável na cidade. Em meados dos anos 90, foi a Juazeiro para a inauguração da agência local do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Como sempre, muito festejado, encontrou a Praça da Igreja, local da solenidade, lotada. Começou a discursar emocionado: - É com muita alegria que aqui estou Juazeiro! Esta terra de tantos amigos! Do meu amigo Arnaldo Vieira do Nascimento (ex-prefeito), hoje no céu! Do meu amigo Zé das Caçambas, também no céu!...
Deu uma paradinha, olhou para alguém que estava atrás, perguntou baixinho: - Me diga uma coisa: o Joca Oliveira (ex-prefeito) ainda é vivo?
E o interlocutor: - Qual é, Lomanto? Joca Oliveira sou eu! E Lomanto: - Desculpe, Joca: É que eu olho para trás e só vejo cruzes...


Sr. Olegário, representante da longevidade em Itiruçu



Sr. Olegário e o Cartão de Contribuiente do INSS


Olegário Bispo dos Santos nasceu em Jiquiriçá-Ba, em 02/10/1909 por tanto, no século passado. Chegou em Itiruçu no ano de 1924. Trabalhou muito como lavrador, foi exímio na lida com a madeira, ajudou a desbravar o entorno de Itiruçu (Tiririca na época), retirou e lavrou muita madeira de lei como: pau d’arco (Ipê), maçaranduba, cedro, jacarandá e outras. Trabalhou no emadeiramento de diversas casas e de prédios municipais, construiu cercas e currais, contou também com a participação importante de um profissional do ramo, conhecido como “Capitão” (me lembro bem de capitão, ele já idoso eu tinha uns oito anos, ele quando bebia gostava de cantar seguidamente a marchinha...... “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar, dá chupeta...(Bis)..........pro bebê não chorar”), morava na atual Rua Genésio Mota, quase em frente a atual casa de Valdelino Fróes, Sr. Olegário Trabalhou muito para o prefeito José Bonfim, do qual era muito amigo e seguidor. 

Olegário era amigo também do Major José Ignácio Pinto, que foi Intendente de Itiruçu.
Atualmente ele está aposentado e mora na Av.Leovigildo Fontoura, 186 bairro José Alves Teixeira – Itiruçu-BA, na companhia de duas filhas e do neto Gledson. Olegário, perto de completar 103 anos goza de boa saúde, exceto a dificuldade na audição, gosta muito de passear com o neto e contar causos para os amigos que vão lhe visitar. Ele é sem dúvidas um dos mais velhos moradores de Itiruçu.


A comunidade carente da BR 116 Sul

Serra do Km 100 - Brejões-Ba. Abril de 2003
Na subida da serra do Km 100, da conhecida Rio – Bahia, a 260 Km de Salvador, no município de Brejões – BA, os motoristas que trafegam por lá deparam-se com dezenas de pessoas que passam o dia ao longo daquela movimentada rodovia federal, de tráfego pesado, pedindo ajuda, doações, etc. São senhoras, jovens e crianças que estão sempre presentes aguardando que alguém pare seu veículo e faça uma doação.
Comunidade da serra do Km 100 recebendo doações
Esses Frequentadores do acostamento da serra do 100 constroem várias palhoças que lhes servem de abrigo principalmente em dia de sol muito quente. Existe um momento de grande preocupação por parte de quem tem algo para doar; seja alimento, roupa, calçado ou até mesmo dinheiro. Acontece que ao estacionar o veículo, os pedintes que estão do outro lado da rodovia atravessam, inclusive, crianças no afã de receber algum auxílio, correm sérios riscos de serem atropeladas. Esta situação é sem dúvida um problema social que se arrasta por muitos anos, e, eu não tenho informação se a Prefeitura de Brejões tem feito alguma coisa com o objetivo de solucionar o grande problema.


POR ONDE ANDA?

Caros leitores,

A partir de hoje iniciarei uma nova seção em minha coluna com o título de: POR ONDE ANDA? Que terá o objetivo de localizar, homenagear ou pelo menos lembrar dos ex-atletas, atletas, ex-treinadores, dirigentes, árbitros e bandeirinhas ( hoje chamados de assistentes ), que participaram e dos que participam da vida esportiva de Itiruçu e região, contribuíndo com o crescimento e o desenvolvimento do esporte em várias modalidades, principalmente o futebol.
O primeiro a ser lembrado, postumamente, é Cachimbinha, exatamente no mês em que completa sete anos do seu falecimento.

João Tomaz da Silva, Cachimbinha, nasceu em 24/06/1949 em Itiruçu-Ba, foi um bom ponta direita que passou pelo futebol de Itiruçu da segunda metade da década 60 até o início da década de 80. Cachimbinha, como era conhecido, era um jogador veloz, driblador e que gostava de ir até a linha de fundo para fazer os cruzamentos para a área, sempre visando à chegada dos seus companheiros de ataque. Cachimbinha jogou no bom time do Bahia de Itiruçu, comandado por Antônio Gordo e Adroaldo (Falecidos), naquela época o Bahia tinha o Cruzeiro de Asterino, (Falecido) como seu grande rival. O ponta direita das pernas tortas jogou também na seleção municipal, liderada pelo incansável zagueiro Raul Barbosa. Ele era irmão de Dominguinhos e de Rodrigues, que jogou no Cruzeiro de Asterino, era ponta esquerda. Fora do futebol Cachimbinha foi trabalhador rural, e, por muito tempo labutou no açougue de Valdemar Alves, irmão de Edísio. Segundo Neuza dos Santos, sua viúva, seu apelido foi devido suas pernas tortas ter certa semelhança com um cachimbo, principalmente na visão dos seus vizinhos que desde sua infância começaram a chamá-lo de cachimbinha e pegou. Cachimbinha, conforme declarou Neuza, sua viúva, era uma pessoa carinhosa e que amava muito os seis filhos: Fabiana, Lílian e Ana Paula que moram no Rio de Janeiro-, Édson, mora em São Paulo, e, Edileuza e Élson em Itiruçu. Cachimbinha morreu em 16/03/2005, vítima de câncer, e foi sepultado no cemitério local.
Bahia de Itiruçu 1970/1971 - Cachimbinha é o primeiro agachado da esquerda para a direita. (foto do Blog Fazenda Tiririca)


POLÍTICA COM VATAPÁ - Coisa Pouca


O ex-deputado Fernando Sant’Anna, que morreu em 01/03/2012, aos 96 anos, sempre foi comunista convicto e confesso, nem por isso deixava de ser amigo de todos, inclusive adversários. Contam que certa feita ele, deputado federal, estava no saguão do aeroporto de Salvador aguardando o avião. Tinha o hábito de em tais situações tirar o pé do sapato e ficar esfregando os dedos por baixo da meia. Nesse dia, seguia a rotina absorto, lendo um jornal, quando vai passando ACM, na época ministro das comunicações, e dá uma bicuda no sapato de Fernando, que rodopiou no chão liso. E Fernando, sem tirar os olhos do jornal:
- largue o meu sapato aí, ministro, que o senhor não é de afanar coisa pouca...


Corpo do ex-deputado Fernando Sant’Anna foi cremado
(1915 -2012)
Foi cremado dia 02/03/12 no cemitério Jardim da Saudade, o corpo do ex-deputado federal Fernando Sant’Anna, que morreu dia 1º quinta-feira, vítima de parada cardíaca aos 96 anos.
Nascido em Irará-Ba, ele foi um dos fundadores da UNE (União Nacional dos Estudantes),quando estudava engenharia na escola politécnica da Bahia. Fernando foi militante histórico do PCB, pelo qual foi eleito deputado federal, mas foi cassado pela ditadura em 1964. Grande orador, respeitado até pelos adversários, pela sua coerência e determinação. Foi anistiado, se elegeu novamente em 1983 e 1987. Foi deputado constituinte em 1988. Lutou pela nacionalização do subsolo brasileiro e das riquezas minerais, foi líder da campanha “O Petróleo é Nosso”. Antes de se candidatar trabalhou com o educador Anísio Teixeira no governo de Octávio Mangabeira. Atualmente o ex-deputado era presidente de honra do Partido Popular Socialista (PPS). À cerimônia de cremação esteve presente o Governador Wagner, três ex-Governadores, autoridades, amigos, simpatizantes, além do deputado Roberto Freire (PPS).


POLÍTICA COM VATAPÁ - Pichador Federal



1994. Após ter sido prefeito de Lauro de Freitas, João Leão decidiu candidatar-se a deputado federal (já está no quinto mandato), chegou em Barreiras e contratou os serviços do pichador Antônio Carlomy. Deu a missão:
- Pinte todas as pedras da BR-242 (liga a 116 a Barreiras) e toda BR 116. Bote lá: Leão 4515 deputado federal.
Deu o dinheiro, Carlomy se municiou de tinta, caiu no mundo, sumiu. Um mês depois a família procura Leão:
- cadê Carlomy, Leão?
- não sei. A última vez que o vi foi aí.
Apreensão geral, de repente ele liga:
- Leão, mande dinheiro. A tinta acabou.
-Onde você está, rapaz?
-Em Belo Horizonte.
-Fazendo o que em Belo Horizonte?
-Ora, fazendo o que. Pintando pedras. Aqui em Minas é que é bom!... Tem cada uma!...
- E para que pintar em Minas, Carlomy?
- Você não é candidato a deputado federal?
Por mim, eu vou até o Rio.
Até hoje tem pedras em Minas com o Leão 4515. E Carlomy tornou-se um bem sucedido empresário do ramo em Barreiras, com a Carloman Comunicação Visual.

POLÍTICA COM VATAPÁ - Moderno e Arcaico
Conta Sebastião Nery em 300 histórias do folclore político brasileiro que Tancredo Neves, já velho, disputou o governo de Minas Gerais em 1982 contra Eliseu Resende, então com 57 anos, que chegou no horário eleitoral e começou a estrilar uma linguagem moderna para mostra-se com cara de novo.

- Nosso governo será um barato. Vamos fazer um governo jóia, porque a vitória, com certeza, vai pintar!

José Aparecido de Oliveira indagou a Tancredo, de quem era amigo e conselheiro.

- Viu o Eliseu?
- Vi.
- O que achou?
- Virou “punk” e esqueceu de falar para a maioria. Político para ser político tem que começar logo falando em Deus.
- Ora, Tancredo. Reza de comício não chega nem ao telhado.
- E nem é para chegar. O importante é chegar aos ouvidos do povo.


O aniversário do Furacão da Copa de 1970




Jair Ventura filho, Jairzinho, “ O Furacão” da Copa de 1970 no México, completou 67 anos de vida.
Nascido no Rio de Janeiro em 25 de Dezembro de 1944 começou como juvenil do Botafogo de Futebol e Regatas, jogou também no Olympic de Marseille, no Cruzeiro e Seleção Brasileira onde teve grande destaque e foi muito importante na conquista do tricampeonato Mundial de 1970 no México, ficando em definitivo com a Taça Jules Rimet.


Jair fez 100 partidas pela Seleção e marcou 40 gols, inclusive o antológico gol, o 3º doBrasil contra a Tcheslováquia (atual República Tcheca), quando o atacante brasileiro deu um lençol no goleiro Viktor, e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol (para fraseando Jorge Ben Jor), o Brasil ganhou a partida por 4x1 e Jairfez dois gols.
Jair detém até hoje o recorde há 41 anos de ser o único jogador a ter marcado gol em todos os jogos de sua Seleção em uma Copa do Mundo (marcou sete gols em 1970).
Jairzinho descobriu Ronaldo Fenômeno, no São Cristovão-RJ e o levou para o Cruzeiro de BH. Hoje o Furacão trabalha como empresário de jogadores.

PARABÉNS!...................................................... FURACÃO!

Veja video Copa 1970: Brasil 4x1 Checoslováquia

POLÍTICA COM VATAPÁ - O endereço  

Essa integra o folclore dos meios jurídicos. Leônidas Fernandes Leão marcou época como juiz de direito em Ipiaú nos anos 50. Era figura de proa na sociedade local, conhecido. Respeitado e querido por todos, fundador da Loja Maçônica local, hoje nome de uma das mais importantes ruas da cidade. Belo dia, ele comandava audiência num processo sobre assassinato. Diante dele, a única testemunha do trágico episódio, uma prostituta. Ele começa: - Diga seu nome completo. Ela disse, o magistrado prosseguiu: - Profissão. Ela pensou, paparicou, cravou: - Doméstica. -Endereço. A distinta reagiu indignada: - Ah, Dr. Leônidas, o senhor vai lá todo dia e vem me perguntar isso? Ai já é demais...
 

POLÍTICA COM VATAPÁ - Hermes Sodré
Hermes Sodré marcou época na política de Feira de Santana, como personagem folclórico. Semianalfabeto, vereador, fiel escudeiro da dupla Colbert Martins e Chico Pinto, no velho MDB, ficou famoso por proclamar ingenuidades com pretensões filosóficas temperadas com o uso rasteiro da sagacidade. Contaram que certa feita ele avistou um enterro descendo pela Avenida Getúlio Vargas, a principal de Feira. Imediatamente, passou a acompanhar e instantes depois estavam aos prantos. Um amigo viu, foi consolá-lo. - Acalme-se, Sodré. Em primeiro lugar me diga quem é o falecido. Chorosamente, ele respondeu: - Não sei... - Como não sabe, se você está chorando tanto assim? Sodré o encarou indignado: -Você é um insensível. Morrer é triste para qualquer um. O nome só serve para botar na moção de pesar.
 

POLÍTICA COM VATAPÁ - HOTEL OK
Quando o Rio de Janeiro ainda era a capital do Brasil, político baiano já sabia: quem fosse lá tinha que ficar no Hotel OK (conhecido pelo apelido de Zero Quilômetro), na Rua Senador Dantas (Cinelândia), coração do poder, tudo perto, qualquer taxista sabia. Fim dos anos 50, Walter Miranda Lomanto, o Vavá Lomanto, então prefeito de Boa Nova, região de Jequié (mais tarde deputado estadual), foi ao Rio pela primeira vez. Desembarcou no Aeroporto do Galeão, embarcou num táxi, o taxista perguntou: - Senador Dantas (rua onde fica o OK)? - Que Senador Dantas nada. Eu sou prefeito de Boa Nova e quero ir para o Hotel OK! 
 

O cachorro equilibrista

“Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”
Continua atual a histórica frase do Ex-Governador Octávio Mangabeira. A foto acima não deixa dúvidas de que o exibicionismo e a imprudência do condutor da motocicleta é uma prova da ineficiente fiscalização dos agentes de trânsito de Salvador.Este veículo foi flagrado por um fotógrafo do jornal A Tarde, quando trafegava pela perigosa avenida paralela. Em tempo, é bom assinalar que o Código Brasileiro de Trânsito (CBT) no seu artigo 244, inciso ll, proíbe o transporte de passageiro sem o capacete de segurança ou fora do assento suplementar. Esta mesma cena incomum já foi vista outras vezes inclusive por mim, na orla marítima da cidade. Ele, o motoqueiro e na carona o seu inseparável cão.
 

O DRAMA DO MENINO CAMBOJANO
 

 Um menino de apenas um ano e oito meses que vive em uma aldeia com seu avô, no interior do Camboja, país que fica no sudeste asiático, vizinho a Tailândia e ao Vietnã, em uma área também conhecida como Indochina, mama,há dois meses em uma vaca que é de propriedade de sua família, duas vezes por dia. O problema maior é que seus pais viajaram para a Tailândia em busca de trabalho devido à situação difícil que estão passando. Há uma grande falta de alimento na região e a família do menino só tem arroz disponível na aldeia para alimentar o pequeno Tha Sophat. Seu avô tentou retirá-lo do peito da vaca, mas ele chorou e gritou muito mais ainda, então, seu avô desistiu. Só resta agora aguardar a volta dos pais do garotinho e que eles possam trazer boas novidades alimentares.
 

POLÍTICA COM VATAPÁ - Fora de Perigo 
Gov. Mangabeira
Conta Paulo Segundo no livro Octávio Mangabeira- Democrata irredutível, que em meados de 1954 uma anciã procurou o amigo Octávio Mangabeira, então governador já em fim de mandato. - Dr. Octávio, eu ouvi dizer que o senhor está pretendendo apoiar para governador o Tarsylo Vieira de Melo? - Não, minha filha. Tarsylo é um bom nome, mas ainda não me decidi. - Mas Dr. Octávio, o Tarsylo tem um problema sério. - O que é, minha filha? - Ele é muito mulherengo... - Oh, minha filha. Se for por isso fique despreocupada. Pessoas da nossa idade não correm mais este risco. 
 




Vista da cidade de Itaberaba-Ba.
 ITABERABA

Em recente visita à Itaberaba (do tupi “Pedra Que Brilha”),  terra natal de minha saudosa e inesquecível mãe, pude constatar seu crescimento. O município é hoje o 33º do estado com uma população de 61.623 habitantes conforme dados do censo de 2010. Itaberaba é o maior produtor de abacaxi do estado e o 4º do Brasil, com uma área plantada de cinco mil e seiscentos hectares. Com uma economia diversificada, o município conta com uma fábrica de calçados, uma agroindústria sendo instalada para processamento de frutas, possui um comércio bem movimentado com variada segmentação, que atende à cidade e às cidades circunvizinhas a exemplo de: Iaçu, Boa Vista do Tupim, Seabra, Marcionílio Souza e Ruy Barbosa. A população dispõe de cinco agências bancárias, uma universidade estadual e três emissoras de rádio. Um fato que chama atenção na cidade é o grande número de motocicleta que circula no trânsito sendo que é grande o número de moto táxi. Outro fato que achei curioso foi a utilização das velhas e úteis Kombis, para venda de lanches atuando no comércio ambulante e de utilidades para o lar (com serviço porta a porta).
Um fato negativo no dia-a-dia da cidade, sem dúvida é a poluição sonora produzida pelos vários carros de som que circulam diariamente abusando dos decibéis permitidos, divulgando produtos, serviços e eventos da cidade e região.
 Esta Kombi é do ano de 1972, ao lado o Sr. Conhecido por gatinho (dono).
Ela fica estacionada ao lado da av. Luiz Viana Filho, está sem a placa
dianteira e por ser idosa (tem 39 anos) é isenta  do IPVA.


Essa é a segunda Kombi do Sr. “gatinho,” também do ano de 1972.
 Ela também está sem placa dianteira, mas a traseira está no lugar e é cinza.
Essa pelo menos tem a placa trazeira  com três letras e a cor cinza  padrão.
O proprietário dela é o Sr. Edilson da lanchonete KI-LANCHE, no centro.
O ano de fabricação dessa é 1976, observe a placa amarela 

com apenas duas letras LO, também isenta do IPVA.
Associação Desportiva Jequié (ADJ) de 1970

Em pé da esquerda para a direita: Zé Augusto, Edmilson, jogador não ident. Maíca, 

outro não Ident. Carlinhos zagueiro central (falecido). Agachados: Florí, Dilermando, Tanajura, Maneca e Marcos.  Foca (foto) era o massagista e Maneca Mesquita o técnico.
Foto histórica de arquivo pessoal, do excelente time de Jequié que disputou o campeonato baiano da primeira divisão no ano de 1970. O time fez uma campanha muito boa naquele ano e teve o artilheiro do campeonato, Tanajura com 23 gols. Domingo, dia de jogo no Waldomiro Borges, era sinal de estádio lotado e certeza de bom espetáculo. A safra de bons jogadores naquela época fazia a alegria das torcidas e tornava o futebol uma arte do esporte coletivo. A ADJ foi fundada em 20 de novembro de 1969, e hoje engrossa a fileira dos times que lutam para ascender à primeira divisão do Campeonato baiano, como: Ypiranga, Galícia e outros, através do torneio de acesso. POLÍTICA COM VATAPÁ – O cego



Dep. Nestor Duarte (1902-1970)
Início de 1946. Empenhado em garimpar votos para eleger-se deputado constituinte (o que conseguiu), Nestor Duarte, pai de Marcelo Duarte, vice-prefeito no primeiro mandato de João Henrique e avô do ex-deputado Nestor Duarte Neto, chegou a Malhada, no alto São Francisco, estarreceu-se com o que viu. A pistolagem corria solta, gente armada fazia parte da rotina, a lei do gatilho imperava. Indagou de um dos anfitriões se ali era sempre assim.
- O tempo inteiro, doutor. O senhor quer ver coisa?
Puxou um cego que estava próximo e o apresentou:
- tá vendo aí? É cego e o melhor pistoleiro da região,
100% de aproveitamento.
Intrigadíssimo, perguntou:
- se é cego mesmo, como é que é matador?
-Sou cego dos dois óios. Eu chamo o cabra pelo nome, ele responde, eu atiro um palmo abaixo do berro.
DE OLHO NAS PLACAS 2

Esta rua fica no bairro da Pituba próximo a vila militar. O território do Amapá passou a estado em 1988. Macapá é sua capital.
Esta placa fica em uma loja do Bompreço na Pituba, pensei que carrinho fosse sinônimo apenas de carro pequeno.
Aqui o proprietário desta mansão que fica no Caminho das Árvores, Salvador-Ba, antecipa a resposta em caso de proposta para venda do imóvel.
         Esta placa fica em um lava jato no estacionamento do G Barbosa no Costa Azul, Salvador-Ba. O autor preferiu usar um vício de linguagem para construir sua publicidade.
Esta fica em um comércio de compra e venda de abacaxi na cidade de Itaberaba-Ba, mas se o objetivo do proprietário é pagar no ato ou a dinheiro, “a vista” deveria ser com crase.
POLÍTICA COM VATAPÁ - Adauto Sena

Irajuba - Bahia
Conta Luiz Santana, assistente de A Tarde, que na década de 70 Adauto Sena, semi-analfabeto daqueles que botavam o coração nas coisas que fazia, elegeu-se prefeito de Irajuba (região de Jaguaquara) com o slogan “Me lasco todo, mas faço tudo por Irajuba.”
Triunfante, primeiro ato: ir à Salvador comunicar a vitória ao líder ACM, Marcou audiência para uma segunda-feira, por sugestão do motorista,Vá Motor, chegou sábado, para conhecer as maravilhas da capitá.
Foi ver a Fonte Nova, um sonho. Não resistiu ao gramado verdinho: - Já viu Vá? Se fosse em Irajuba era um bom pasto. Não ia ter boi que agüentasse...
-Tá bem, sêo Adauto. Isso não é um pasto, é um estádio. Mas vamos ao restaurante Iemanjá comer uma comida baiana.
- Oxente, Vá? E a comida lá de Irajuba também não é baiana?
NOME TRAZ CONSIGO ALEGRIAS E DISSABORES

Ordep Serra - Antropólogo
Seu prenome é Pedro ao contrário
A escolha de um nome pode render dor-de-cabeça para uma vida inteira. Identidade pessoal e primeira afirmação de que se é diferente e que quando é chamado sai do anonimato construindo suas relações com o mundo. O nome é o que faz alguém destacar-se numa multidão, daí a importância que ele possui, às vezes, transformando-se em motivo de transtorno para quem recebe. O Parágrafo único do Art. 55 da lei de Registros Públicos (6015/73), diz que os oficiais do Registro Civil podem repudiar prenomes suscetíveis de expor o portador ao ridículo. Exemplos curiosos de nomes esdrúxulos: Amim Amou Amado Antônio Dodói Artatenes Bemvindo o Dia do Meu Nascimento Cardoso Bucetildes Cuparaque Coxixola Chupilândia Himineu Casamentício das Dores Conjugais Irapuan Catunda (Filho do Sr. Luduvico) Maria Rainha de Portugal Natizadalda Obirapiranga Sandália de Oliveira Silva Seforosa Última Delícia do Casal Carvalho (Mineira) Um Dois Três de Oliveira Quatro (Potiguar) Waterloo Napoleão Serafim Fontes: o livro “Que Nome Darei ao Meu Filho”? E o INSS Nota: O prazo legal para poder alterar o nome, em casos em que forem considerados extravagantes, é até os 22 anos de idade. AS FOLCLÓRICAS FRASES DE LULA

Nos seus oito anos de presidência, Lula produziu um relicário de frases memoráveis. Divirta-se com a rememoração de algumas:
Em 3 de setembro de 2008, sobre o pré-sal:
- Imagina descer 1.400 metros de água, depois furar mais 3 mil metros de rocha, depois furar uma camada de 400 metros de sal e trazer petróleo! O buraco é tão fundo que qualquer dia a Petrobrás vai trazer um japonesinho na broca.
Em 2008, durante entrevista para o livro Lula, o filho do Brasil:
- A política é como uma boa cachaça: você toma a primeira dose e não tem como parar mais. Só quando termina a garrafa.
Em março de 2007, sobre a denúncia de que frigoríficos brasileiros estavam subornando autoridades da Rússia:
- Certamente o embaixador russo recebeu a notícia, certamente mandou para o presidente Putin, E certamente o Putin ficou meio “Putin” com o Brasil.
Em abril de 2003, na abertura do seminário Brasil-China; um salto necessário:
-Quando Napoleão foi à China, ele cunhou uma frase que ficou famosa. Ele disse: “A China é um gigante adormecido que no dia que acordar, o mundo vai tremer.”
(Napoleão nunca foi à China).
Em julho do ano passado, ao assinar o projeto que pune maus-tratos de pais aos filhos:
- Beliscão dói para cacete.
Também em abril de 2010, sobre Dilma:
- Muita gente acha que a Dilma é dura. Nem todo mundo é obrigado a ficar se arreganhando para todo mundo.
Em 2009, sobre as críticas da aliança dele com José Sarney e Renan Calheiros: - Nunca fiz concessão política. Faço acordo.
Se Jesus viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria que chamar Judas para fazer coalizão.
Em 26/08/2010, prometendo empenhar-se na questão das barracas de praia de Salvador:
- Quando deixar de ser presidente, quero passear pela orla de Salvador, quero tomar uma gelada e quem sabe até nem pagar.
Em 2009, depois de ter participado de uma reunião com pecuaristas exportadores de carne bovina, ele disse:
- Se eu pudesse, toda vez que viajasse para o exterior eu levava uma picanha amarrada no pescoço.
POLÍTICA COM VATAPÁ - A Vapor

Vavá Lomanto, prefeito de Dário Meira, entrou no gabinete do governador Luiz Viana e imediatamente abordou o assunto: - Governador, meu problema é iluminação pública. A cidade está às escuras...
- Oh, Vavá. Você chegou em muito boa hora. Acabou de chegar à Bahia uma lâmpada a vapor mercúrio, e nós compramos. Gasta menos energia e ilumina bem. Quantas você acha que é necessário?
- Umas 200, acho que dá. Não dá para a noite virar dia, mas dá.
- Pode anunciar. Tome aqui. Vá lá na Coelba providenciar o projeto.
Saiu todo alegre, no primeiro telefone que encontrou, ligou para Jequié:
- Ô, Manezinho! Vá correndo em Dário Meira e avise ao seu Zezinho da farmácia que reforce bem o estoque de mercúrio dele. O governo vai comprar em grosso!...
Uma Cena Urbana!

Salvador 8:00 horas da manhã de um dia qualquer da semana, em frente a um supermercado e ao lado de uma agência do banco Itaú, um cavalo caminhava tranquilamente pelo passeio da avenida Manoel Dias da Silva-Pituba, esta avenida de grande fluxo de veículos, reformadíssima na gestão do prefeito Antônio Imbassay, exibe pomposamente seus meio-fios de granito como prova da ação perdulária do atual ex-prefeito, e Deputado Federal.
Cena como essa normalmente se vê nos canteiros centrais de outras avenidas da cidade como: a Juracy Magalhães Jr e Av. ACM.
A falta de fiscalização e a impotência da administração municipal permitem que os donos dos animais soltos, embora saibam do perigo que eles representam, continuem deixando-os perambulando e pastando pelas ruas e áreas verdes da cidade.
Entretanto não devo ficar pasmado em presenciar cena rural em área urbana, pois em uma cidade que muitos motoristas ligam o pisca alerta quando atravessam o túnel Américo Simas; acendem os faróis Xenon (luz branca, ainda sem regulamentação do DENATRAN), em plena luz do dia, antes mesmo que se veja na linha do horizonte sinais do arrebol anunciando o fim da tarde; e também que, não raro, se ouve muita gente dizer que esperou por mais de uma hora de “relógio” e o buzu não passou.......!
Aqui tudo é possível acontecer.
A Fome no Nordeste Brasileiro

Dados estatísticos comprovam que mais de 16.000.000 de pessoas passam fome no Brasil. Segundo o IBGE 46% dessa população está na região Nordeste.
64 anos se passaram da publicação do livro Geografia da Fome, de autoria do jornalista, professor e político pernambucano Josué de Castro (1908-1973), o livro continua atual: a insegurança alimentar, a falta de nutrientes na alimentação diária dos habitantes do norte e nordeste brasileiro, principalmente no interior, bem como as poucas áreas de terra que dispõem para cultivar, já que a grande maioria das terras está em poder de poucos.
Devo assinalar que muito antes de Josué de Castro, o economista e professor inglês Thomas Malthus (1766-1834), já previa a dificuldade na produção de alimentos suficientes que acompanhasse o crescimento da população.
A teoria Malthusiana afirmava que: a população cresce em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos cresce somente em progressão aritmética.
Tenho certeza que a falta de políticas públicas consistentes por parte do governo federal tem contribuído para retratar o atual quadro da fome no Brasil.
O tão falado programa de combate a pobreza preconizado pelo governo federal deve ser implementado logo para que possa aliviar o sofrimento dos mais carentes, e que traga esperança em dias melhores para as famílias não dependerem tanto do paliativo e homeopático “Bolsa Família”.
II Encontro dos Filhos e Amigos de Itiruçu

Aconteceu em 28/05/2011 no tradicional restaurante Grande Sertão, no bairro do Costa Azul, o II encontro dos filhos e amigos de Itiruçu. Em clima muito agradável de confraternização e congraçamento, podemos rever e abraçar muitos conterrâneos e amigos que há muito tempo não via. Pessoas como: Lola de Juquinha, Ide Santos, Jorge Assis, João de Fortunato, Marilene Mota, Zetinha Pires, Gracinha e Wanda Aragão e tantas outras. Com aproximadamente 120 pessoas, o II encontro foi marcado por momentos de muita alegria e descontração dos participantes. A animação musical ficou a cargo do trio de forrozeiros ( Forró pé de serra ), houve concurso de dança e de contadores de causo. No final foi escolhida a nova comissão organizadora, responsável pelo terceiro evento em 2012. Parabéns a todos e todas que contribuíram para a realização e o sucesso do encontro. Particularmente gostaria de sugerir à comissão que o próximo encontro seja realizado em Itiruçu, sendo assim, muita gente que leva 5, 10 e até 15 anos sem aparecer, teria um motivo a mais para visitar sua terra natal e rever parentes e amigos. Sugiro também que seja implantado o uso de camisa personalizada que dará acesso ao encontro.


Ex- presidente Lula e sua esposa pescando no mar
O ex-presidente Lula que recentemente recebeu em Portugal, da Universidade de Coimbra o título de Doutor Honoris Causa (expressão latina: por causa de honra), anunciou, segundo a imprensa que vai fazer uma série de palestra no exterior cobrando aproximadamente a quantia de duzentos mil reais por cada uma.
Tendo como elemento básico, o tema predominante será sua trajetória de vida até a presidência da república e os seus oito anos de governo.
Com um discurso na maioria das vezes prosaico, sem retórica e sem lirismo o político trilha um novo caminho sem querer ser ectoplasma quando o assunto é política interna. Talvez ele esteja pensando em 2014, não por ser ano de copa do mundo apenas, mas, por ser também ano de eleição presidencial.


 POLÍTICA COM VATAPÁ – Labareda
 
São milhares as histórias e estórias das andanças de Lampião, o Rei do Cangaço, no Nordeste da Bahia, onde ele seu bando aprontaram muitas. Jeremoabo, na região de Paulo Afonso, ainda hoje se lembra de Labareda, cangaceiro famoso e temido, que lá se entregou depois que o grupo estava aniquilado.
No julgamento, Tarcilo Vieira de Melo (que mais tarde seria líder de Juscelino Kubistschek na câmara), jovem promotor, bateu forte. O juiz era Oliveira Brito. Contam que no final Labareda virou-se para o Tenente João Nô, que o prendeu, e desabafou:
- É de verdade... Eu passei a vida inteira empiquetando (emboscando) soldado e juiz. Agora, aqui, o soldado não falou nada e o juiz nada disse que me ofendesse. Mas esse desgraçado desse promotor tirou dos cachorros para botar em mim. Ah, se eu soubesse!...


O centenário de nascimento do mestre Oldack


Mestre Oldack

Casa onde era a alfaiataria Rua Presidente Vargas
 Natural de Ubaíra-Ba, Oldack Fausto de Souza, filho mais velho do casal Ernesto Fausto de Souza e Clementina Izaura de Souza, teve como irmãos: Gérson, Moacir e Milta. De família humilde, chegou com seus pais em Itiruçu na década de 30. Oldack foi alfaiate e músico, ele tinha uma alfaiataria na rua Presidente Vargas próximo ao clube social, onde por muitos anos riscou, desenhou, cortou e costurou muitos ternos, calças e camisas. Ele desenvolvia um trabalho profissional e utilizava o método de Carnittelli (Italiano), que trabalhava com alta costura na Rua Direita na capital paulista. Seus principais discípulos foram: Zau de Prudêncio, Antônio Dedé, Nilton de Teobaldo, Nélson Assis, Sales, Bizan e Deraldão.
Placa que ficava na faixada da alfaiataria
Na labuta cotidiana pelo aprendizado e pela subsistência, Zau, Nélson, Sales e Antônio Dedé, além de confeccionar calça e camisa aprenderam também a fazer paletó. Anos depois os quatro citados empreenderam seus próprios negócios, uns em Itiruçu e outros em São Paulo. Oldack foi componente da filarmônica Amante da Lira, do professor Américo Borges. Ele tocava: Clarineta, Saxofone e Tuba; nas horas vagas gostava de escrever algumas marchinhas. Para ele, Itiruçu era sua cidade natal, tinha amor e carinho pela terra do frio. Tinha vinte e poucos quando chegou por lá. Em Itiruçu Oldack constituiu família, e foi lá que nasceu a maioria dos seus doze filhos e foi lá também que ele criou os quatro filhos adotivos.
Tesoura de fabricação Alemã da marca Solingen
Mestre Oldack foi autodidata, tinha o hábito da leitura de um modo geral, mas, era entusiasta da língua Tupi. Gostava de ler Teodoro Sampaio e outros autores indigenistas. Gostava de ouvir música romântica italiana e também os sambas cantados por Moreira da Silva, do cinema era fã de Grande Otelo. À noite costumava ouvir a rádio BBC de Londres, tinha fluência em inglês, espanhol , italiano, um pouco do Tupi e, claro o Português. Em 1950, com a chegada dos imigrantes italianos em Itiruçu, ele já tinha feito o curso à distância do idioma italiano. Ele esteve presente na acolhida dos colonos e frequentemente os ajudavam com a tradução do italiano para o português na "Venda Paraiso" de Juca Nunes, quando eles iam comprar seus mantimentos.
Documento de registro do Mestre Oldack
Com Oldack, muitos italianos aprenderam a falar o português ( Professora Fátima Di Gregório faz referência em seu livro,sobre o fato). Os italianos encomendavam roupas ao Mestre Oldack. O mestre Oldack era um homem culto admirado por muitos, e era de muita sensibilidade, de espírito alegre e iluminado. Muitos amigos dele gostavam de ir à alfaiataria para visitá-lo e trocar idéias sobre assuntos diversos; um desses amigos era o Sr. Antônio Leal.
Dedais, régua de Jacarandá e fita métrica.
Conta Zau de Prudêncio( meu cunhado), que ‘’um belo dia o Sr. Antônio Leal chegou na alfaiataria( tenda como era chamada na época), e disse: - Meste como vai a coisa por aqui? Oldack respondeu: - Vai bem. O Sr. Antônio continuou: - Ô Dack ler pra mim as notícias dessa gazeta. – Tá bom. Dack pegou o jornal e começou a ler as manchetes de primeira página, quando procurou Sr. Antônio ele já estava lá na esquina da rua em frente à padaria de Osório Amaral’’.
Chapéu de feltro da marca Ramenzoni
Em 1970 Oldack pensando em uma melhor educação para seus filhos foi embora para Salvador, morou inicialmente no populoso bairro da Liberdade. Pouco mais de um ano depois fixou residência no modesto bairro de Castelo Branco, onde viveu até sua morte. Mestre Oldack morreu em 28/04/1992, de infecção generalizada, no hospital São Rafael ( anos antes ele sofreu um AVC) e foi sepultado no cemitério do Campo Santo em Salvador-Ba. Oldack está sempre vivo na memória dos parentes e dos amigos e de todos aqueles que o conheceu. Agradecimento: Yêda Souza, Jossei Souza, Genilson Souza, Zau Pereira e Nathália Souza.


 POLÍTICA COM VATAPÁ - Dois Negões

O Negão "Original"
Essa quem conta é Ailton Cezarino, ex-prefeito de Itiruçu. Eleições de 1992. José Acácio, líder do povoado do risca faca, 1,85 de altura, 140 quilos, negro, por todos conhecido como Negão, decidiu se candidatar a vereador.
Manoel Mota, 1,70 de altura, 68 quilos, branco, também conhecido como Negão resolveu se candidatar pelo mesmo partido.
No pedido de registro, cada candidato com direito a três variações de nome, os dois cravaram ‘Negão’. A juíza convocou uma reunião com partidos e candidatos, no meio do encontro, colocou a situação:
-Doís candidatos com o mesmo nome não pode, a legislação não permite. Vamos ter que chegar a um entendimento.
O Negão negro pediu a palavra:
- Doutora, eu sei que todo mundo chama Manoel de Negão, inclusive eu. Mas com todo respeito ao colega, me diga uma coisa: o que a senhora acha mais justo, é o nome de Negão ficar comigo ou com ele?
Gargalhada geral, a juíza nem titubeou:
- Pela aparência, não há a menor dúvida de que é com o senhor.
É lógico que o Negão genérico sobrou.


 A prepotência prevaleceu nos 500 anos do Brasil

22 de Abril de 2000, o local, Santa Cruz Cabrália – BA, comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil.
Esperava-se com muita expectativa a presença da Nau Capitânia, réplica da embarcação de Cabral, apesar da moderna tecnologia e dos quatro milhões de reais investidos pelo governo federal, a Nau não chegou ao local da comemoração. A frustração foi grande e o fracasso inevitável. O episódio serviu de chacota por parte de muitos portugueses. Foi um verdadeiro gol contra para o anêmico governo César Borges, que por sua vez obedecendo a ordem do seu chefe que hoje está em outra dimensão, impediu o acesso dos pataxós e outros aborígines, às comemorações daquele 22 de Abril do ano de 2000;Logo eles verdadeiros proprietários da região do pindorama.
Quanto a Nau Capitânia, só zarpou do porto de Aratu quatro meses depois. Hoje se encontra no Espaço Cultural da Marinha (ECM) no Rio de Janeiro.



'POLÍTICA COM VATAPÁ': A exceção

Vavá Lomanto, irmão de Lomanto Junior, prefeito de Boa Nova, virou lenda na região de Jequié. Dele contam muitas histórias e estórias. Uma delas: Dizem que ele chamou a secretária de educação e passou um papel:
- Contrate essa professora aqui.
Nero ateando fogo em Roma)
- Mas seu Vavá, o senhor baixou uma portaria proibindo contratações e por causa disso nós já recusamos muita gente.
- Minha filha, esse é um caso excepcional, o pai dela me merece muito. É tão especial que vale a pena enfrentar a revolta.
Com visível má vontade a secretária saiu, dia seguinte voltou:
- Seu Vavá, arranje outro lugar para ela porque como professora não dá. A mulher não sabe nem quem incendiou Roma!
- Ô, minha filha, dê um jeito de abafar esse caso do incêndio que eu pago o prejuízo, mas por favor, contrate a mulher.



POLÍTICA COM VATAPÁ - O Credor
Dep.Walter Lomanto (faleceu em dez. 1980)

Vavá Lomanto, o Walter Lomanto, irmão de Lomanto Junior, marcou época como político no folclore de Jequié e região.
Brincalhão, galhofeiro e fama de atrapalhado, todos o achavam gente boa, mas ninguém queria saber de fazer negócios com ele (aceitar cheque nem pensar).
Contam em Jequié que um dia Vavá estava em casa, a filha perguntou:
- Papai, o que é credor?
- É alguém a quem devemos dinheiro.
- E por que se chama credor?
- Porque ele crê, coitado, que um dia receberá a dívida.

 


  Combate ao Trabalho Infantil no Brasil

A lei 8.069 de 13 de julho de 1990 – que criou o estatuto da criança e do adolescente (ECA), esta lei regula as conquistas com base na Constituição Federal em favor da infância e da juventude. O artigo 227 da carta magna determina a idade mínima de 14 anos para a admissão ao trabalho observando o artigo 7º, XXXIII, que proíbe o trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de 18 e de qualquer trabalho, a menor de 14 anos, salvo na condição de aprendiz.
Consoante o artigo 227 é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, entre outras coisas a salva guarda de toda a forma de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão.  Nota: No município de Lage / BA, anos atrás era fácil ver crianças trabalhando em uma pedreira à beira da rodovia. (Diga não ao trabalho infantil). 


POLÍTICA COM VATAPÁ - A zona

Ex-governador Roberto Santos
(1975-1979)

Com sua educação refinadamente fidalga e a voz mansa por natureza e estilo, o professor Roberto Santos sempre impôs aquela aura de responsabilidade entre os convivas, sempre ciosos em evitar palavrões e expressões chulas na vista dele, por entenderem incompatível com o estilo do homem. Talvez por isso nos tempos em que ele era governador tanto o folclore festejava seus encontros com os simplórios do interior.
Lá um dia, tempo de seca, Roberto foi a Antas, efusivamente recepcionado pelo prefeito João Macário, semi-analfabeto e rude. Adiantou-se:
- Olá, prefeito, quanta saúde... Com o senhor já vi que está tudo bem. Como vai a zona rural?
Macário puxou o governador num canto, e cochichou:
- Olha, governador. A zona eu acabei porque enquanto eu for prefeito aqui não vai ter dessas imoralidades. Mas a rural (Rural Willys, antiga marca de carro utilitário) está aí, velhinha, mas toda boa.
Roberto riu (polidamente).
NIM INDIANO É A PLANTA DE MIL E UMA UTILIDADES

Produtores do sudoeste do estado investem em planta que potencializa a agroindústria. O Nim indiano planta adaptada a clima quente e seco de altas temperaturas e com períodos de até dez meses sem chuvas. Seu nome científico é (Azadirachta indica A. Juss), árvore considerada milagrosa, originária da Índia podendo viver ate 200 anos e alcançar mais de 25 metros quando adulta.
Chegou ao Brasil início dos anos 90. O nim é de uso múltiplo, atende aos setores agrícola, industrial, comercial e de serviços.
Na Bahia, o berço do mim foi a região oeste, mas é no sudoeste que ele encontra o maior número de adeptos com mais de 900.000 árvores plantadas.
O Nim tem sido utilizado em programas de florestas sustentáveis, substituindo o pinus e o eucalipto em espaços, públicos e em fábrica de móveis.
A EBDA escritório de Caetité (757 Km) de Salvador, tem interesse em propagar a cultura na região. Em 2008 distribuiu 100.000 mudas.
O município tem 10.00 hectares plantados em 2008, Guanambi, Iuiú, Carinhanha, Anagé e Mortugada também investiram na cultura do nim.
O investimento retorna em até 3 anos com a produção de folhas e frutos.
As folhas do nim além das propriedades medicinais servem de alimento para ruminantes. Segundo o pesquisador da Embrapa, Belmiro P. das Neves, ”o nim propicia melhoria da fertilidade do solo.’’
O nim utilizado como inseticida produz óleo, Shampoo, cremes, hidratantes corporais, sabonetes, creme dental específico para infecção e inflamação da gengiva (A Alemanha produz).
O nim é uma árvore nobre da mesma família do mogno e é alternativa para a indústria moveleira. A aprovação para explorar e repor é de competência do IBAMA.

Nota: resumo feito da matéria publicada no jornal A Tarde no seu caderno rural de abril de 2009.

POLÍTICA COM VATAPÁ - Milagre do Bonfim

Major Cosme de Farias  *1875 -1972
Essa é da lavra de Newton Macedo Campos, o grande contador de histórias e estórias da Bahia, fonte em que muitos beberam, incluso Sebastião Nery, que também conta o fato.
Início dos anos 40 do século passado, um ladrão invadiu a igreja de Senhor do Bonfim e roubou as esmolas que os fiéis lá colocavam.
Naquele tempo em que crimes contra o patrimônio eram julgados pelo tribunal do júri.
O Major Cosme de Farias, o pai dos pobres, foi defender o ladrão:
- Senhores jurados, não houve um crime, houve um milagre. Senhor do Bonfim, que não precisa de dinheiro, ficou com pena dele ( o réu), com mulher e filhos em casa com fome, deu o dinheiro dizendo assim: “Meu filho, este dinheiro não é meu. Eu não preciso de dinheiro. Este dinheiro foi o povo que trouxe. É do povo com fome. Pode levar o dinheiro”. E ele levou. Que crime ele cometeu? Se há um criminoso é o Senhor do Bonfim, que distribuiu o dinheiro da igreja. Então vão buscá-lo lá e o ponham aqui no banco dos réus.
E ainda tem mais. Senhor do Bonfim é Deus, não é? Deus pode tudo. Se ele não quisesse que o acusado levasse o dinheiro, tinha impedido. Se não impediu, é porque deixou. E se deixou, não há crime.
O réu foi absolvido.
Nota: Cosme de Farias foi jornalista, deputado, vereador, foi patenteado major pela guarda nacional. Era um rábula ( não tinha o título de advogado ). O plenário da câmara municipal de Salvador, desde 1980 tem o seu nome. Existe escola e até um bairro que também leva seu nome.
ROMÃ PODE PREVENIR DOENÇAS

Substâncias da fruta combatem câncer e males do coração
Estudos mostram que substâncias presentes na romã apresentam efeito protetor contra o câncer e as doenças cardiovasculares. De acordo com a nutricionista Flávia Morais, a fruta é fonte de fitoquímicos, substâncias encontradas em plantas e responsáveis pelo efeito preventivo contra essas doenças. O alimento tem papel antiproliferativo e antiinflamatório, contribuindo, principalmente, para que o câncer de próstata não desenvolva novos focos de tumor (metástase) nos ossos.
"A romã inibe o desenvolvimento da doença e induz a morte das células cancerígenas na próstata, também conhecidas como PC-3. Por esse motivo, o consumo da fruta consegue diminuir os níveis das enzimas PSA no sangue, que funcionam como sinalizadoras de tumores", explica. Além do câncer, a romã tem papel antioxidante, prevenindo contra danos neurológicos e reduzindo as taxas de colesterol no organismo. Sendo assim, a fruta também funciona como uma aliada à saúde do coração.
Quando a pessoa respira, produz radicais livres. No entanto, o excesso dessas substâncias no organismo causa danos às células corporais, dando origem ao processo de envelhecimento precoce e aparecimento do câncer e de doenças cardiovasculares. "A única forma de retardar esses males é por meio do aumento do consumo de antioxidantes, como os presentes na romã. Essas substâncias conseguem inativar os radicais livres, protegendo o corpo contra as doenças", alerta a especialista da Rede Mundo Verde.
COMO CONSUMIR
A romã pode ser consumida na sua forma natural ou usada no preparo de sucos ou saladas, por meio de suas sementes ou polpa. Com a casca, é possível fazer chá. Além dos inúmeros benefícios da fruta, ela ainda auxilia na redução dos sintomas da menopausa, já que possui ação similar ao estrogênio. "À medida que as mulheres envelhecem, produzem menor quantidade desse tipo de hormônio, o que pode resultar em alguns sintomas desagradáveis nessa fase", esclarece a nutricionista.
Apesar dos efeitos benéficos, a romã deve ser evitada por quem tem diverticulite, ou seja, inflamação no intestino grosso. Como possui sementes, elas não são digeridas e chegam inteiras ao organismo, podendo agravar ou facilitar o surgimento de crises inflamatórias. "Ao invés de consumir a fruta na sua forma natural, o ideal é que esses pacientes optem pelos sucos, que não possuem caroços", ensina Flávia.
Vale lembrar que os estudos não são conclusivos no que diz respeito à quantidade de consumo da fruta. A sugestão é incluir a romã como parte de uma dieta saudável, associada a bons hábitos de vida. A safra da romã ocorre entre os meses de fevereiro e abril, quando é possível encontrar mais oferta da fruta.
Ingredientes
• 2 laranjas
• 2 tangerinas
• ½ limão
• 2 romãs
Preparo: Esprema as laranjas, as tangerinas e o limão e reserve. Depois bata no liquidificador a polpa das duas romãs, com 100ml de água. Coe e reserve a mistura. Em um copo alto, coloque o suco feito com as frutas cítricas e depois complete o recipiente com o suco de romã. Bom apetite!
Fonte: Revista Personare

 INSETICIDA NATURAL

Esta vem lá de Amargosa - BA, tradicional nos festejos juninos, cidade co-irmã de Itiruçu - BA, e a receita é do agrônomo e amigo Raul Lomanto Neto, filho do saudoso
amigo Dr. Nilson Lomanto e D. Sisi Andrade.
Receita para controle de: pulgão, formiga, vaquinha e fungo.
Ingredientes:
200g de alho
50g de pimenta cominho
50g de pimenta malagueta
50g de pimenta cumarim
Vinagre
Açúcar mascavo
Água
2 Litros de cachaça
Modo de preparar:
1- Bate no liquidificador o alho, as pimentas e os 2 litros de cachaça.
2- Deixa a mistura repousar por 20 dias.
3- Para o uso diluir 50 ml da mistura em 10 litros de água, acrescentar 35 ml de vinagre e 20g de açúcar mascavo.
4- Pulverizar sobre as partes das plantas atacadas.
5- Repetir a aplicação 20 dias depois.
Matéria publicada no jornal A Tarde edição de 31/03/2008 no caderno A Tarde Rural.
P: S. Utilizei o produto em alguns pés de tangerina e resultado foi positivo.
DE OLHO NAS PLACAS

Esta praia fica em Itacaré – BA. O nome Tiririca talvez seja em homenagem ao antigo nome de Itiruçu-BA.
 

Distrito de Ubaíra – BA. Em se tratando da fruta do Jenipapeiro, deveria ser escrito com ‘’jota’’.

 Esta localidade fica nas proximidades da Linha Verde ( litoral norte), distrito de Mata de São João – BA, só não sei dizer quem foi que correu Nu.


Esta rua fica no bairro da Pituba, próxima a AV. Manoel Dias da Silva, Salvador – BA. O curioso é que desde de 1962 o território do Acre passou a ser estado do Acre. (Rio Branco) é sua capital.
 Esta placa está no muro do posto de combustível Grande Avenida, na AV. Octávio Mangabeira, Pituba – Salvador – BA. Como podemos vê, ela não é obedecida.
Esta fica à  beira da rodovia que liga Olivença  a Canavieiras –BA. O autor esqueceu-se da concordância verbal.
 
PAULO BORGES – O retratista de Itiruçu

Paulo Borges de Oliveira, natural de Castro Alves – BA, nascido em 18/11/1918, chegou em Itiruçu –BA, em 1950, foi comerciante juntamente com seu irmão Otávio (já falecido), na antiga rua da Lancha, hoje Moisés Almeida, mas, anos depois dedicou – se inteiramente a profissão de fotógrafo.
Era requisitado constantemente para registrar as festas de formatura, casamento, aniversário, desfiles cívicos, batizado, vaquejada, solenidade de inauguração, festa do padroeiro, fotografava também os times de futebol que se enfrentavam no estádio José Inácio Pinto, e fez também centenas e até milhares das famosas 3x4 em preto e branco.
Era figura muito conhecida e querida em toda Itiruçu. Paulo Borges participou da construção de Itiruçu e hoje faz parte de sua história. Seus amigos mais próximos foram: Jaime Boró, Rosalvo Marceneiro, Moisés Almeida, Fernandinho Ribeiro, e outros. Segundo Quinha, sua viúva ele às vezes esquecia de colocar o filme na máquina e quando ia revelar percebia que não tinha feito nenhuma foto. Exemplo da afirmativa de Quinha, ocorreu na década de 70, quando ele fotografou várias vezes no coquetel de inauguração da sede e implantação do Funrural de Itiruçu. Dias depois ele foi procurado por Josiel Umburanas, para receber as fotos ; Ele disse a Josiel:
- As fotos não prestaram não.
Retrucou Josiel. –Por que não prestaram?
Respondeu Sr. Paulo:
- Porque a máquina estava sem “ firme’’.,
Paulo Borges, teve três filhos: Heron ( falecido), Paulo Davi (Papaulo) e Cláudia.
Paulo Borges faleceu em 16 de Agosto de 2004 em Itiruçu. 
POLÍTICA COM VATAPÁ -A Cotovelada

15 de agosto de 1966, Ilhéus estava em festa.
Realizava um velho sonho, inaugurando a ponte Ilhéus - Pontal. Grande multidão na solenidade onde estavam o presidente Castelo Branco e o governador Lomanto Junior.
Nilton Moura Costa, jovem repórter da rádio sociedade, cobria o evento. Com fama de furão, vislumbrou um claro na segurança presidencial, gravador em punho, marchou na direção de Castelo Branco para buscar a entrevista exclusiva. No caminho, um oficial do exército, alto, forte e loiro desferiu-lhe forte cotovelada, foi ao chão.
Moura Costa levantou-se estrilando raiva, foi na direção do oficial, falou enfezado:
- Essa você ainda me paga!
O oficial em apreço era Ernesto Geisel, que mais tarde também seria presidente do ciclo militar. Nunca pagou e nem Moura Costa cobrou, óbvio.
POLÍTICA COM VATAPÁ - ATRAÇÕES FIXAS

 Ramiro Queiroz - Prefeito de Valença - Bahia
Era o pós – São João de 2004, Ramiro Queiroz, prefeito de Valença no primeiro mandato ( hoje está no segundo), dava entrevista na rádio clube, entra um ouvinte no ar:
- Prefeito, me diga uma coisa. Por que é que Nilo Peçanha (município vizinho a 27 Km) faz um São Pedro de arromba, leva Acarajé com Camarão, Calcinha Preta, Mulheres Pedidas e Valença, nada?
E Ramiro:
- Meu filho porque Valença já tem tudo isso. Acarajé com Camarão, Marinalva (uma baiana da cidade) faz muito bem. Calcinha Preta, as mulheres de Valença usam direto, muita gente já viu. E mulheres perdidas se você quiser ver, vá de noite na orla. Todos os dias está cheia.
CENTENÁRIO DE NOEL ROSA

 
Dia 11/12/2010, Noel de Medeiros Rosa, se vivo estivesse faria cem anos. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 11 de Dezembro de 1910.
De uma família de classe média carioca, Noel veio ao mundo de um parto difícil, foi preciso o medico fazer uso de fórceps, o qual provocou deformação no seu queixo, também influenciou no seu pouco crescimento.
O poeta da vila (era do bairro de Vila Isabel), como era conhecido foi um grande artista, contribuiu muito para a música popular brasileira. Compositor,cantor,tocava violão, bandolim e piano.
Apesar de viver apenas 26 anos escreveu mais de 200 músicas, das quais, sucessos como: Com que roupa, Conversa de Botequim, Palpite infeliz, Filosofia, Três apitos, Rapaz folgado, Último desejo, e dezenas de outras belas canções. Ele teve como principais parceiros: Vadico, Ismael Silva, Almirante e Orestes Barbosa.
Aracy de Almeida era sua intérprete preferida, mas, Francisco Alves e Mario Reis também gravaram suas músicas nas décadas de 20 e 30.
Noel tinha uma rivalidade musical com Wilson Batista, outro sambista famoso da época; existia também entre eles disputa por namorada, ora na Lapa ora em Vila Isabel.
Noel chegou a cursar medicina, mas, logo desistiu. Sua escolha foi a boemia, a noitadas, os amigos, a música e o seu grande amor Ceci, uma dançarina de cabaré. Noel morreu de tuberculose em 4 de Maio de 1937 no Rio de Janeiro.

POLÍTICA COM VATAPÁ - NERÇO E “OS PAU”

Essa quem conta é Paulo César Argolo, prefeito de Cravolândia (vale do Jiquiriçá).
1988, Manoelito de Araujo, candidato a prefeito de Cravolândia, tinha como aliado Nelson, candidato a vereador da zona rural,tipo que falava errado até pelos cotovelos, a começar pelo próprio nome.
Quando perguntavam-lhe o nome, respondia: Nerço. Comício na zona rural, lá vai Nerço explicar porque apoiava Manoelito.
- Minha gente, eu apoio sêo Manelito porque ele é um homem de palavra. Os pau da ponte que vocês atravessa o rio hoje, tá ali graças a sêo Manelito. Os pau apodreceram, vocês pediram e eu coloquei outros. Mas na hora de pagar, fui ao atual prefeito e ele não garatiu.Ainda me disse que eu podia tirar os pau. Fez eu dar muitas viagens na prefeitura e não pagou.Entonce, meus senhores, eu zanguei e já ia tirar os pau, quando um amigo me disse: ‘Nerço, vá a ser Manelito que ele paga os pau.Fui a sêo Manelito, expliquei o probema e disse: ”Sêo Manelito o senhor é nossa esperança.Se o senhor não pagar, eu vou tirar os pau”.
A multidão atenta, Nerço finalizou:
- Foi quando, meus sinhores, seu Manelito me respondeu: “Não tire os pau não, Nerço.Deixe os pau que eu sou homem!”.
Até hoje o caso de Nerço e os pau da ponte é sensação em Cravolândia.

SAÚDE MELHORA COM A COALHADA!

Típico prato da culinária Árabe e um dos alimentos mais populares na zona rural do nordeste brasileiro ,virou iguaria em restaurantes de luxo no sudeste do país e passou a ser recomendada largamente pelos nutricionistas na dieta das crianças por ser fonte rica em cálcio.
Pesquisa recente realizada nos Estados Unidos, e divulgada no Brasil, acabou com a desconfiança da maioria da população em torno do produto à base de leite de vaca. De acordo com a pesquisa indivíduos que ingerem cálcio provenientes de leite e laticínios de baixo teor de gordura, perdem 69% a mais de gordura corporal, quando submetidos a dietas alimentares de poucas calorias, se comparados àqueles que não consumem laticínios.
A descoberta feita pelo pesquisador Michael Zemel, PhD, professor, chefe do departamento e direitos de nutrição da universidade do Tennessee, em Knoxville, Tennessee (EUA), mudou o conceito em torno desse alimento.
A bibliografia médica atesta:
A coalhada combate bactérias malígnas do intestino e ajuda a desintoxicação, destrói micróbios patogênicos, impede a putrefação intestinal, combate infecções intestinais e favorece a absorção de alguns sais minerais, como o cálcio e o fósforo.Combate também a gastrite, gases colite, flatulência (acúmulo de gases no tubo digestivo), o uso da coalhada é bom para o coração, fígado, rins, nervos e intestino.
Com açúcar ou com mel a coalhada sempre vai bem.
FONTE: Jornal A tarde.
UM RARO E GIGANTESCO JEQUITIBÁ

Na fazenda beija-flor, próximo a fonte, ou nascente onde as lavadeiras diariamente lavam de ganho e também suas roupas, existe um exemplar de jequitibá-vermelho, nome científico: (Cariniana Estrellensis), com 4,90 metros de circunferência, 90 centímetros de diâmetro, 30 metros de altura (Aprox.) e provavelmente centenário.
Em janeiro de 2008, sua circunferência era de 4,65 m, em agosto de 2010,sua medida foi exatos 4,90 m registramos um aumento de 25 cm, no período de 2 anos e 7 meses.
Apesar desse jequitibá está protegido por lei ambiental, precisamos preservá-lo principalmente contra a ação daqueles que não têm consciência ecológica.
ULYSSES GUIMARÃES (Senhor Diretas) – UM GRANDE BRASILEIRO

No último dia 02/09, completou 22 anos do encerramento dos trabalhos de elaboração da atual constituição federal (conhecida também como a constituição cidadã), posteriormente promulgada em 5 de outubro de 1988. No comando dos trabalhos, como presidente da constituinte, da câmara dos deputados e do PMDB estava o deputado e grande democrata, um dos fundadores do MDB histórico, o Dr.Ulysses Guimarães, nascido em Rio Claro – SP, em 6 de outubro de 1916 e desaparecido em 12 de outubro de 1992. Até hoje seus restos mortais não foram encontrados.
Vejam trecho do discurso proferido por Ulysses no encerramento da constituinte de 1988.
“A constituição é uma obra definitiva: Nós vamos, a constituição fica. Fica para ficar, pois com ela ficará a democracia, a liberdade, a pátria como uma casa de todos e para todos”.
“ Discordar; Sim.Divergir; Sim. Descumprir; jamais. Afrontá-la, nunca! ”
 
Politica com Vatapá

Gratidão Prescrita 
 
Outra da lavra de Newlton Marcêdo Campos. 1958, Octávio Mangabeira, deputado federal (em 1959, tomou posse como senador e morreu no ano seguinte), vai à casa do deputado José Cândido Ferraz, do Piauí, de quem era amo desde tempos de estudante na universidade Federal da Bahia (Octávio, engenheira, e Zé Cândido, medicina). Lá, vê um grande retrato do brigadeiro Eduardo Gomes (que em 1946 perdeu a eleição presidencial (que em 1946 perdeu a eleição presidencial para Eurico Dutra e em 50 para Vargas) :
-Zé Cândido, você ainda conserva este santo na redoma?
-Claro, Dr. Octávio. É uma homenagem a um grande brasileiro e um gesto de gratidão pessoal. Devo muito a ele.
-Ora, Zé. A homenagem, eu compreendo, mas gratidão em política prescreve em seis meses. Faz oito anos que o brigadeiro perdeu a segunda vez. Sua gratidão está prescrita.
Dizem alguns que a prescrição da gratidão política em seis meses era naquele tempo hoje, se muito vai a um mês.
Felicidade

Assim que deixou o Governo da Bahia em 1962, o general Juracy Magalhães atendeu convite do governador da Guanabara (hoje Rio de Janeiro), Carlos Lacerda, amigo e companheiro na UDN, a direita de então, para disputar o Senado por lá. Topou.
A chapa de Lacerda para o Senado tinha Gilberto Marinho (PSD) e Juracy (UDN) contra Aurélio Viana (PTB) e Mourão Filho (PSP.
Ganharam Gilberto e Aurélio (um aliado e um contra Lacerda). Juracy ficou em último lugar. Os desafetos dele de cá festejaram.
Voltou para a Bahia, ao desembarcar em Salvador, Newton Moura Costa, repórter da Rádio Sociedade, estendeu o microfone:
- General, como é que o senhor se sente depois dessa fragorosa derrota?
A resposta veio com um safanão:
- Muito feliz, sêo imbecil!


UM DESCASO URBANO
 “Nos barracos da cidade
Ninguém mais tem ilusão
No poder da autoridade
De tomar a decisão
E o poder da autoridade
Se pode não faz questão
Mas se faz questão não consegue enfrentar o tubarão”
Enquanto o cantor e compositor baiano Gilberto Gil, compôs esta bela canção, aqui nós convivemos com inúmeras fachadas de casas desmoronadas, verdadeiras ruínas que enfeiam a cidade e traz perigo às pessoas que transitam em suas imediações. As fotos (abaixo) falam mais do que as palavras. Providências devem ser tomadas com o objetivo de evitar a proliferação desses verdadeiros monstrengos na cidade. Com a palavra o gestor do município.

Rua Moisés Almeida (Antiga Teixeira de Freitas), em frente à Ótica Flash.
Rua Jovino Gomes, ao lado do Magazine Beatriz.
Rua Juscelino Kubitschek, ao lado da Embasa.
Rua Pedro Ribeiro, ao lado da Pensão de Tidinha (de saudosa memória).
Rua Pedro Ribeiro, ao lado da Pensão de Tidinha.


 O Arraial Imbatível

A estrada de Acesso

Às margens da BR 101, distante 3 km do acesso à cidade de Conceição da Feira – BA, fica o Arraial das Onze Mil Vírgens, distrito de Conceição. O nome do arraial desperta curiosidade em muita gente, principalmente porque a quantidade de habitantes do local não passa de 300.



A Sinuca em destaque
Torneio de Sinuca no Bar São Jorge (Bar de Valdo de Maroto), ano de 1991.
Da esquerda para a direita temos:
Fernando da oficina, Josiel Umburanas, Genilson Souza, Gledison Aires (falecido), Valtinho Souza, Valdir Gaspar (falecido), Wagner Novaes (ex-prefeito) e Celso Gomes (Celso de Teobaldo) (falecido).

Um exemplo de vida


Figura muito dócil e querida em toda Itiruçu, alegre e de temperamento fácil, cativante e prestativo; Estou falando de Gildásio Rodrigues de Souza, ou simplesmente DAZO, filho de D. Cecília, irmão de Lucy e Jaime Boró, e cunhado de Didi. Nascido em Itiruçu, em 27/04/1934, passou várias temporadas em Anápolis (GO), Lorena (SP) e em São Gonçalo, na Baixada Fluminense (RJ). Hoje mora com sua irmã Lucy aqui em Itiruçu. Um fato interessante do qual foi protagonista: Década de 70, Ninil, outra irmã, morando em São Paulo o levou para passar uns meses com ela, ele foi com aproximadamente CR$ 89,00 (cruzeiros da época) no bolso, voltou 6 meses depois com o mesmo numerário (isso é que é ser econômico).


 O gênio
Newton Macedo Campos, ex-deputado, ex-preso político, dizia que Octávio Mangabeira (avô de Mangabeira Unger) era a encarnação da genialidade em matéria de bem falar. Encantava pela força da palavra.
O irmão, João Mangabeira, estrela maior do velho PSB, sempre dizia: ”Octávio é o analfabeto mais inteligente do Brasil”.
15 de novembro de 1926, posse do presidente Washington Luiz. Aos 40, após ter sido vereador em Salvador e deputado federal, Octávio fora nomeado ministro das relações exteriores. O próprio Washington se regozijava do feito conversando com João:
- Quanta eloqüência, quanta competência... Nessa eu fui feliz, João. Meu governo fica mais digno com esse grande jurista.
E João:
- Jurista coisa nenhuma, presidente. Nem advogado ele é.
- O que você está me dizendo, João? Octávio não é advogado?
- Não, presidente. É engenheiro. E mesmo assim se o senhor pegar ele de surpresa é capaz de não saber as quatro operações.
Politica com Vatapá



 O milagre

Essa é da (rica) lavra de Sebastião Nery.
José Maria Alckimin, lenda da política mineira, ministro da Fazenda de Juscelino Kubitscheck, depois vice-presidente da República de Castelo Branco, então deputado, voltava de uma viagem da Europa. Trazia na bagagem cinco litros. Na alfândega, o fiscal barrou.
- O que é isso?
- Água de Fátima.
- Tudo isso?
- Meu amigo, você não sabe como os mineiros acreditam nos milagres de Nossa Senhora de Fátima. Cada gotinha aí é disputada a tapa. E não vai dar para quem quer.
- Eu posso ver? - Pode.
Abriu a mala, o fiscal exclamou:
- Mas isso é uísque, deputado!...
E Alckimin, com cara de espanto: - Caramba! O milagre já aconteceu!


POLÍTICA COM VATAPÁ Glória e os Animais
Animais soltos nas ruas (bois, cavalos, jumentos e principalmente cabras) sempre foi um problema na história de Glória, cidade próxima à barragem de Moxotó, a nove quilômetros de Paulo Afonso, sertão pleno, tido como o lugar mais seco do Brasil.
Vem desde os tempos do Império, quando o então lugarejo chamava-se oficialmente Vila Nossa Senhora da Glória do Curral dos Bois e, jocosamente, Porto dos Cachorros.
Ano passado, a prefeita Vilma Negromonte mobilizou a comunidade para desencadear a Campanha de combate à criação de animais soltos, em andamento.
João Ferreira, primeiro prefeito da cidade, sabia que o problema era difícil, mas jurou: “Pelo menos no meu local de trabalho eu resolvo”. Botou na porta da prefeitura, praça principal, a placa com aviso em letras garrafais: Colabore com a administração. Não amarre jumentos na porta da prefeitura para não prejudicar os que estão dentro.


UMA LINDA PAISAGEM

 Quando trafegava pela BR 420 (Vale Jiquiriçá) com destino à Salvador, nas imediações do distrito de Estopa, município de Ubaíra, próximo a Cachoeira dos Prazeres, vislumbrei essa paisagem, um verdadeiro cartão Postal.
Aqui a natureza se expressa de forma exuberante, tendo como destaque a fechada mata e aos seus pés a antiga e solitária casa. Diante desse quadro quase selvagem, sinto a sensação de que o direito de vizinhança é observado na sua plenitude.


POLÍTICA COM VATAPÁ

A partir de hoje vamos reproduzir estórias que fazem parte do anedotário regional e nacional da política brasileira.
Publicações feitas pelo Jornal A Tarde, na coluna Tempo Presente, de Levi Vasconcelos, figuradas nas edições de sábado e domingo.
O porrete
Newton Macedo Campos, ex-deputado e ex-vereador em Salvador, era a grande enciclopédia do folclore baiano. Eis uma dele, sobre o amigo Octávio Mangabeira.
1945, fim da II Guerra Mundial, uma onda de democratização varreu o Brasil, angustiado com 15 anos da ditadura Vargas. Octávio, candidato a governador (venceria o pleito), foi à Serrinha fazer comício com o intuito de voltar e dormir em Feira de Santana. Não deu, teve de pernoitar por lá mesmo.
Chegou à casa em que ficaria hospedado, perguntou discretamente onde ficava o sanitário. O anfitrião encheu-se de dedos:
- O Senhor sabe, né? Aqui todo mundo se vira no quintal. Mas vou dar um jeito.
Minutos depois, voltou com uma vela acesa, um jornal e um porrete.
Incrédulo, Octávio indagou:
- Amigo, me esclareça uma coisa. A vela, eu entendi, é para iluminar o caminho. O jornal, também entendi. Mas pra que esse porrete?
- Ah, esqueci de lhe explicar, Dr. Octávio. É para o senhor espantar um porco abusado que fica por aí rondando.

UM COMPARATIVO SOCIOECONÔMICO

Bahia x Rio de Janeiro
A Bahia Tem:
1. Complexo Petroquímico de Camaçari
2. Complexo Automotivo da Ford
3. Complexo Hoteleiro de Sauípe (Linha Verde / Litoral Norte)
O Rio de Janeiro Tem:
1. Complexo de favelas da Maré
2. Complexo do Alemão
3. Complexo de penitenciárias de Bangu *Sem comentários!


CAMINHONETE DO SR. JÔVEANDRADE

 Este veículo marcou época em Itiruçu, no final da década de 60 e início da década de 70. De cor provavelmente verde-escura e ano de fabricação 1954.
Estacionada em frente ao Grupo Escolar Francisco Mangabeira, atual Infocentro, tendo a bordo: Jú de Jôve de camisa escura, Dalzinho de camisa clara, Edinho de chapéu, Tereza Fioravantti, e ao fundo, Maria da Glória (Glorinha da pensão). Em pé, ao lado da porta, Dr. Antenor Rodrigues Costa.

PERSONAGEM HISTÓRICO

casa onde no passado funcionou a marcenaria do Sr Rosalvo Moreira Lima
 Tirada do Sr. ROSALVO MOREIRA LIMA (ROSALVO MARCENEIRO), da Rua da Lancha, atual Rua Teixeira de Freitas. Esta tirada se ouvia quando alguém perguntava qual era o nome dele completo.
“Rosalvo Moreira Lima, cravo das moças alecrim das meninas assim trata quem conhece ainda mais ele merece bigode loiro rasta pesado, barba de maçaranduba, pendão virado só bebe em copo lavado só deita em colchão forrado, apronta o café e faz a cama, quando eu passar tu me chama, ta ouvindo menina?”


 AS BUCHAS "ELÉTRICAS" DE NIVALDO UMBURANAS

Caminhando pela Rua São Roque, no Bairro Antonio Leal, deparei com uma plantação inusitada de Bucha Vegetal (nome cientifico: LUFFA CYLINDRICA), também conhecida como Bucha de Metro, enramada nos fios da Coelba. Soube depois, que as tais buchas quando secas são vendidas a R$ 1,50 a unidade, e inclusive a proprietária aceita encomenda.

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