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Quem Disse que Itiruçu Nunca Mudou?

Por: Redação Itiruçu Notícias - sexta-feira, 1 de novembro de 2019 - 0 Comentários



Estou usando uma literatura
Tipo Literatura de Cordel 
Sem metáforas, antíteses e anologias
Para que quem lê estes versos
Sintam a verdade na Poesia.

Não sou natural de Itiruçu
Aqui já cheguei alfabetizada
Mas, pelos mistérios do Destino
Aqui também fiz morada
Tenho assim recordações desta terra abençoada.

A geografia política em sua interação
Fala de território, economia e tradição
Por isso vivências anteriores
São os núcleos desta composição.

Praça Vivaldo Bastos,
Rua do Pombal,
Rua do Cruzeiro  ; deste lado era assim
 A cidade acabava no cemitério... já era o fim
Pacífica nada de irreal
Quem pensava  que teríamos uma rua
Chamada de Real?

Rua Presidente Vargas
A mais " classificada"
A Rua das Flores a mais do centro aproximada
A da Lancha a mais palestrada
Já a Avenida Jacutinga
A mais extensa e povoada.

A Rua da Areia... mas areia nunca vi
A  Rua do Taquari
Não sei do nome o porquê
A Rua do Licuri
Também não sei a razão
Nem palmeiras vejo ali.

Mas aqui tinha cinema
A Barateira , casa de diversão
Se só tinha ela
Qual do nome a razão?

Se não tinha outra
Pra fazer competição?

A Rua do Istica
Nunca descobri o motivo do nome
Deve ser do verbo esticar
Nem donzelas nem casadas
Ali podiam passar
Será por causa do verbo - ação?
E se passassem o que iriam esticar?

Esse negócio de maconheiro
Ah! Não tinha também não!
Só apareceu um tal de " Bizan "
De onde veio ninguém nem pensava
Só sei que perto dele ninguém passava
Pois tinha doença transmissível
Que da fumaça pegava.

A gente só corria
Mas não podia aos pais perguntar
Se perguntassem levava um tapão
E começava a chorar
Oh ! Vontade de saber
Que fumaça era aquela
A gente só sabia que ELE era triste e sozinho
E ninguém atrevia
Em cruzar o seu caminho.

Polícia! Também não tinha não
Ninguém matava ninguém
Nem em legítima defesa
Nem por precisão
Se por acaso alguém roubava
Ficava dois a três dias na prisão.

Doidos?
Só me lembro de um senhor e uma senhora
Que não causavam confusão
Eram personagens até folclóricos
Não usavam remédios controlados
Não ouviam a palavra depressão
Só se vc dirigisse bullings
Ouvia no máximo um palavrão.

De políticos não me lembro
Mas Ana Ribeiro me contava
Que a coisa era tão séria
Que todos calavam
Quem era contra morria contra
Não tinha esses mecanismos de coligação
Eram inimigos ferrenhos
Nas raízes da tradição
Andavam armados
De paus , espingardas com munição
Mas já tinha compra indireta de votos
Já havia a tal  da corrupção.

Comerciantes sucedidos:
Com produtos de marca
Não vendiam imitação
Sr.Durvalino,
Chico Machadão,
Sr.Meira,
O elegante pai de Alda Serra
Sempre de relógio no bolso
Dependurado numa corrente de prata
Sr.Nenē Borges proprietário de muitos imóveis,
Dona Zizi e Sinhô
Raul melhor jogador
Tingo  sempre deportista
E eu menina - moça
Nas salas de aula
Era uma princesa artista kkkk

Tinha um dentista formado
Advogado nenhum!
Um médico
Uma santa parteira
Duas enfermeiras
Duas professoras pelo Estado
Vindas de Salvador
Pois ser professora naqueles tempos
Só pra filha de " meu sinhô"
Agora diga - me de verdade:
Mudou ou não mudou?

Texto: Gizélia Santos 31/ 10/ 2019.


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