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EDITORIAL

A Ganância e a Discórdia a felicidade dos invejosos

Aquele que semeia a discórdia é terrível. Não gosta de ver a paz reinar em canto algum, parece que se agonia com isso.

Qual o objetivo das pessoas que agem desta forma? Será que essa atitude provoca prazer em determinadas pessoas? Ou seria o ego de pessoas invejosas que se sentem felizes provocando infelicidades.

Fazendo minhas análises sobre certas atitudes humanas percebi que pessoas infelizes são as que mais disseminam discórdias e a maior delas sempre está relacionada com algum tipo de fofoca raivosa.

Aquela que numa simples palavra já se percebe o rancor interior de quem fez. E se estivermos perto de quem fez a fofoca raivosa nota-se no semblante da pessoa um certo alívio pela maldade que provocou ou até um sorriso nos lábios achando-se vitorioso...CONTINUE LENDO


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Julho é mês de Conscientização do Câncer de Bexiga

Por: Redação Itiruçu Notícias - domingo, 1 de julho de 2018 - 0 Comentários

Campanha Cores da Saúde tem apoio do Itiruçu Noticias Programa 1º Jornal da Itiruçu FM


Julho é Mês de Conscientização do Câncer de Bexiga e, aproveitando a data, o Instituto Oncoguia explica para você como se desenvolve a neoplasia originária no órgão que armazena a urina.
Conhecer sintomas do câncer de bexiga é mais que importante. Isso porque, eles são facilmente confundidos com sinais de doenças mais comuns, como a infecção urinária. A negligencia dos sintomas e a consequente demora na busca por atendimento médico podem levar a diagnósticos em estágios avançados.

O que é o Câncer de Bexiga

É a neoplasia que acomete o epitélio de revestimento, ou as células que revestem a bexiga - órgão que armazena a urina - internamente.

A Incidência
O câncer de bexiga tem baixa incidência, em comparação a outras neoplasias urológicas. Em 2012, a estimativa de novos casos (INCA) foi de 8.900 - sendo 6.210 em homens e 2.690 em mulheres. Apenas a título de comparação, no mesmo ano (2012), o número de novos casos de câncer de próstata - que por sua vez atinge apenas homens - foi de mais de 60.000 casos.

Os Tipos mais Comuns
Dr. Schutz explica que os dois principais tipos de câncer de bexiga são os superficiais (que não invadem a camada muscular da bexiga) e aqueles que invadem a camada muscular. Os superficiais, que se limitam às células que revestem a bexiga internamente, têm maior incidência e são mais facilmente tratáveis.

Fatores de Risco
"O tabagismo é o principal. Pessoas idosas e que fumam por muitos anos estão entre aquelas com maior risco de desenvolver a doença", explica Dr. Schutz. Em menor grau, a exposição ocupacional a agentes carcinógenos, como benzeno, e irritações crônicas na bexiga, como infecções e cálculos, também predispõe à doença. Segundo o oncologista é difícil, hoje, mensurar o risco hereditário do câncer de bexiga. "Mas, dentre os tipos histológicos, o carcinoma de células transicionais, têm alguma ligação".

Sinais e Sintomas
"O principal sintoma do câncer de bexiga, tanto na doença inicial quanto na metastática, é o sangue na urina", diz Dr. Schutz. O oncologista aponta que o sangramento é condição comum a outras neoplasias, como o tumor de rim e de ureter. Outro sinal do câncer de bexiga é o desconforto ao urinar: "Geralmente o indivíduo começa a ter ardência e dor ao urinar". Alterações no hábito urinário, como o aumento de frequência, sensação de dor ou queimação e urgência em urinar, mesmo que a bexiga não esteja cheia, também são sinais que devem ser avaliados. "São sintomas que devem gerar um grau de suspeita. Nestes casos, é importante que o médico solicite exames, como o de urina".

Rastreamento
Não existem hoje, no Brasil e no mundo, estratégias de rastreamento do câncer de bexiga. "Não porque não seja eficaz. A razão é que não há interesse em se fazer pesquisas a respeito, por se tratar de doença relativamente rara", diz Dr. Schutz. O médico acrescenta que apenas as pessoas que já foram acometidas pelo câncer de bexiga superficial, ou pela neoplasia de ureter (que acomete o mesmo epitélio da bexiga), são seguidas e monitoradas.

Tratamentos
O tratamento depende do quão profundo foi a invasão do tumor na parede da bexiga. Os tumores superficiais são manejados por via endoscópica, ou seja, 'raspados' (ressecados) com determinado dispositivo para a posterior análise do material ressecado. O tumor não tendo atingido a camada muscular, o tratamento é complementado através da imunoterapia, com a vacina BCG. "Nestes casos, é o urologista quem acompanha o paciente, e não o oncologista".

Quando o tumor é mais profundo, ou seja, se infiltra na bexiga e atinge a camada muscular, a indicação é o tratamento radical. "Nestes casos, remove-se a bexiga por completo, assim como os linfonodos - mesmo que não estejam comprometidos". A combinação de químio e radioterapia é geralmente sugerida para tratar a doença invasiva. Os pacientes que passam pela cirurgia radical têm o jato urinário desviado. Em alguns casos, é possível "construir cirurgicamente” uma nova bexiga a partir do tecido intestinal.

Metástase
Caso o tumor atinja a camada muscular o órgão, terá mais chance de migração para os linfonodos. Além desta disseminação para os linfonodos, metástases do câncer de bexiga podem ocorrer no fígado, pulmões e ossos (e mais raramente em outros órgãos).

Como o Paciente Brasileiro vem sendo Tratado
"Quando falamos em tumores superficiais, de baixa complexidade, o tratamento praticado no mundo todo é coberto no Brasil, tanto na saúde pública quando privada. Mas quando falamos na doença avançada, começamos a ter problemas", aponta o médico.

Ele diz que embora seja determinante a quimioterapia preventiva nos casos em que após a ressecção do tumor observa-se a invasão de outras camadas além da mucosa, por alguma razão, os pacientes não são encaminhados ao oncologista e ao tratamento adjuvante (pós-operatório). "Esse desafio não é somente nosso. Isso acontece, também, na Europa e Estados Unidos. O urologista demora a encaminhar o paciente ou nem mesmo encaminha". Um segundo aspecto que dificulta o tratamento apropriado é que, em muitos casos, mesmo antes da cirurgia os pacientes deveriam receber quimioterapia. Para que isto ocorra, o urologista, que é o primeiro médico a receber estes pacientes, precisaria coordenar junto com o oncologista o tratamento de maneira mais personalizada, e isto nem sempre é factível.

Sobre a cobertura de quimioterapia pelo Sistema Único de Saúde, o oncologista conclui: "Infelizmente o SUS ainda não cobre as melhores medicações que poderiam ajudar a prevenir a recidiva, ou que poderiam ajudar no tratamento da doença metastática".
O Portal Oncoguia, com a colaboração do 
Dr. Fábio Schutz, oncologista do Hospital São José (SP)


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