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Oitava edição do CachoeiraDoc é destaque no circuito de festivais

Edição: Redação Itiruçu Notícias - quarta-feira, 30 de agosto de 2017 - 0 Comentários


O VIII CachoeiraDoc – Festival de Documentários de Cachoeira que A oitava edição do CachoeiraDoc vai homenagear o cineasta baiano Luiz Paulino dos Santos, traz nesta edição uma programação de filmes inéditos e engajados. O evento, um dos mais importantes festivais de documentário do país, acontece entre os dias 4 e 10 de setembro, em Cachoeira, no Cine Theatro Cachoeirano e no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (CAHL/UFRB).

Neste ano, serão exibidos 65 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Deste total, cinco são inéditos e vão estrear no CachoeiraDoc: “Por trás da linha de escudos” (PE, 2017, 100 min.), de Marcelo Pedroso, “Escolas em luta” (SP, 2017, 77 min.), de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli, “Em Nome da América” (PE, 2017, 96 min.), de Fernando Weller, “Onde começa um rio” (PE, 2017, 75 min.), de Julia Karam, Maiara Mascarenhas, Maria Cardozo e Pedro Severien, e “Quilombo Rio dos Macacos” (BA, 2017, 120 min.), do cineasta baiano Josias Pires, que abre o festival, no dia 5 de setembro, às 19h30, no Cine Theatro Cachoeirano. Entre os destaques desta edição estão as mostras Cinemas de Lutas (Corpos em Lutas, Memórias de Lutas e Sessões Especiais), que exibem documentários nacionais e internacionais, contemporâneos e históricos, de intervenção social, engajados e militantes. As mostras Corpos em Lutas e Memórias de Lutas tiveram a curadoria da renomada pesquisadora francesa Nicole Brenez, de Amaranta Cesar e do crítico de cinema Victor Guimarães (MG).

“Esse conjunto de filmes nos dá uma medida da diversidade formal dos cinemas militante e engajado, contestando um preconceito crítico arraigado e explicitando o trabalho de justiça histórica que o cinema ainda precisa fazer para dar lugar às diversas práticas e forças inventivas da política no cinema. Juntos, esses filmes ainda nos apresentam às energias rebeldes que estamos a buscar para enfrentar as urgências do nosso tempo”, explica Amaranta Cesar, idealizadora e uma das coordenadoras do festival. 

Já para a Mostra Competitiva, foram selecionados 27 filmes. Muitos dos documentários nunca foram exibidos na Bahia, como os premiados “Baronesa”, de Juliana Antunes, e “Na Missão, com Kadu”, de Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito. “Muitos dos filmes que apresentamos são protagonizados ou realizados por sujeitos históricos oprimidos, porém resistentes, e normalmente invisibilizados pela história oficial ou objetificados pela mídia massiva. A permeabilidade que surge da presença das pessoas e do imprevisto do mundo é o que faz o documentário, hoje, ser um grande laboratório do cinema, um lugar para experimentação, invenção e descobertas”, afirma Ana Rosa Marques, uma das coordenadoras do CachoeiraDoc.

O festival é uma realização da Ritos Produções e do Grupo de Estudos e Práticas do Documentário, do Curso de Cinema e Audiovisual da UFRB, e conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) desde a sua primeira edição, em 2010. 
O VIII CachoeiraDoc também terá uma programação musical, com as atrações Àttøøxxá, Funfun Dúdú, Samba de Chula de São Braz, entre outras. O festival é gratuito e aberto ao público.


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