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Paulo Borges de Oliveira, natural de Castro Alves – BA, nascido em 18/11/1918, chegou em Itiruçu –BA, em 1950, foi comerciante juntamente com seu irmão Otávio (já falecido), na antiga rua da Lancha, hoje Moisés Almeida, mas, anos depois dedicou – se inteiramente a profissão de fotógrafo.
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EDITORIAL

A Ganância e a Discórdia a felicidade dos invejosos

Aquele que semeia a discórdia é terrível. Não gosta de ver a paz reinar em canto algum, parece que se agonia com isso.

Qual o objetivo das pessoas que agem desta forma? Será que essa atitude provoca prazer em determinadas pessoas? Ou seria o ego de pessoas invejosas que se sentem felizes provocando infelicidades.

Fazendo minhas análises sobre certas atitudes humanas percebi que pessoas infelizes são as que mais disseminam discórdias e a maior delas sempre está relacionada com algum tipo de fofoca raivosa.

Aquela que numa simples palavra já se percebe o rancor interior de quem fez. E se estivermos perto de quem fez a fofoca raivosa nota-se no semblante da pessoa um certo alívio pela maldade que provocou ou até um sorriso nos lábios achando-se vitorioso...CONTINUE LENDO


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Práticas agroecológicas de baianos encantam moçambicanos

Por: Itiruçu Notícias - sexta-feira, 9 de junho de 2017 - 0 Comentários


Referência em preservação ambiental, agroecologia e produção de mudas de espécies da Mata Atlântica, o Assentamento Terra Vista, localizado no município de Arataca, onde vivem 55 famílias de agricultores familiares, recebeu, nesta quinta-feira (08), a visita de uma Missão composta por agricultores e representantes do Governo de Moçambique e da Bahia e do Banco Interamericano Reconstrução de Desenvolvimento (Bird/Banco Mundial).
A Missão tem o objetivo de promover um intercâmbio entre os governos do Brasil e de Moçambique, para o qual estão sendo apresentadas experiências baianas desenvolvidas nas áreas de conservação, regularização ambiental e fundiária. A iniciativa é do projeto Bahia Produtiva, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à SDR, e financiado pelo Banco Mundial.

Os agricultores do assentamento, que possui mais de 900 hectares, cultivam diversas árvores frutíferas e hortaliças reconhecidas como Produção Orgânica, além de um viveiro que produz cerca de 150 mil mudas por ano. Os integrantes da Missão conheceram o assentamento e ficam entusiasmados com o desenvolvimento do local.“O modo como é feito o manejo para a conservação da natureza, aproveitando o que ela pode dar para enriquecer nossa agricultura, e sem o uso de produtos químicos, é fantástico”, disse o agricultor moçambicano Ângelo Fonseca. Segundo ele, a questão da reposição das florestas é um assunto que lhe interessa muito porque em Moçambique temos problemas com a seca por conta do manejo com a mata. A experiência que vivenciamos vai ajudar a termos uma agricultura mais sustentável”.

Segundo Joelson de Oliveira, ¬um dos líderes do assentamento, faz 17 anos que o Terra Vista está fazendo a transição agroecológica. “A gente vem construindo uma relação com a natureza e nossa meta é ter soberania alimentar e produzir 90% dos nossos alimentos. É possível fazer um paraíso aqui na terra, mas pra isso é preciso preservar a mãe Terra”.
A especialista sênior em Desenvolvimento Rural, do Banco Mundial, que gerencia o projeto Bahia Produtiva, Fátima Amazonas, destacou que no Litoral Sul, tem uma Mata Atlântica em restauração, embora a maioria dos estados tenha uma diminuição desta área. “Mas aqui na Bahia e nas áreas voltadas para a agricultura familiar vem ocorrendo uma transformação de forma positiva com relação a essas áreas para utilização da agricultura, com sustentabilidade e com a utilização dessas plantas e dos recursos naturais para produção de alimentos, não somente para sustentabilidade das famílias, mas também para o desenvolvimento de atividades econômicas”.

De acordo com o coordenador do Bahia Produtiva, Fernando Cabral, o assentamento recebeu nos últimos anos investimentos do governo do Estado e, hoje, é um exemplo em termos de recuperação ambiental. “Há 20 anos conquistaram a terra bastante degradada e recuperaram a maior parte das nascentes, as matas ciliares e estão conseguindo conciliar desenvolvimento através dos sistemas agroflorestais, que é quando você preserva a floresta e ao mesmo tempo intercala com mudas frutíferas para geração de renda”.


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