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Reflexão: O que fiz para merecer o Brasil?

Edição: Ed Santos - quarta-feira, 22 de março de 2017 - 0 Comentários

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Vendo as postagens nas redes sociais, onde as pessoas expressam suas ideias e sentimentos aos demais que compõe o mesmo ciclo ou rede, ao deparar com uma citação de que o parlamentar que votar a favor da reforma da previdência proposta pelo governo Temer, não deve ser eleito pelo povo brasileiro. E ainda um vídeo, onde o deputado Alceu Moreira (PMDB) diz que acabaria com o tempo da vagabundização remunerada, isso se referindo as aposentadorias (ouça aqui); vídeo esse que repercutiu depois de mais de três meses de gravado, mostra que a população está se dando conta de que a forte onda neoliberal, do estado mínimo, está prestes a atingir direitos que davam estabilidade a vida de muitos brasileiros.

Primeiro com a PEC 55 do corte nos investimentos públicos, já aprovado. PEC esta que certamente a médio e longo prazo levará sucateamento a mais na saúde, educação, segurança, infraestrutura, etc. 

Agora com outra, a PEC 287, da reforma da previdência. Que de forma muito simples podemos afirmar que arruinará a previdência pública, dificultando aposentadorias, aumentando o tempo de contribuição e de aposentadoria. Ou seja, contribuir a vida toda e torcer para morte tardar a chegar para ter aposentadoria. Imagine tudo isso com os efeitos da PEC 55?

Vem aí a PEC que altera os direitos trabalhista, onde aumenta a jornada de trabalha, derruba a vigência da lei com a simples afirmação de um acordo com o patrão, inclusive alterando até a questão das férias. E ainda de quebra, uma lei da terceirização, que torna as atividades fins terceirizadas, o que de leva ainda acarretará caos a segurança do trabalhador.

Com tudo isso a vista, a pergunta é: Tem solução?
Para responder, devemos primeiro entender o porquê que tudo isso está acontecendo para aprendermos e evitarmos no futuro a continuidade da investida neoliberal, caso não gostemos dela.

É bom lembrarmos que todos estes deputados e senadores foram eleitos em 2014, com exceção de alguns senadores que se elegeram em 2010, isso com o voto popular. Ou seja, o seu, o meu, o nosso voto. Mas o que levou o brasileiro a fazer esta escolha para bem depois entender que fez a escolha errada? Bom, muitos não levaram em conta o partido no qual era filiado seu candidato. Apesar de se dizer e até a gente vê indícios de que ideologias não existem, mas o que fica muito claro é que ideologia existe sim e os partidos com seus membros, representam muito bem isso. Basta ver como era o governo anterior e suas prioridades e o atual e suas prioridades. Logico separando os vícios e comportamentos de coalisão para se manter no poder.

Mas como o que o sistema quer, é que pensemos que tudo é igual e que ideais não existem mais. Investe-se nisso a ponto de parecer óbvio o que não é. E a maioria pensando que tudo é igual, vota motivado pelo torcida, o ódio a siglas, pelo que fala usando o nome de Deus e até pelo que fala de moralismo, de combate à violência com violências, vota na aparência, vota na capacidade de o individuo falar mesóclises, falar o português formal, etc, como sendo isso apenas requisitos para se ter um bom parlamento, um bom governo. Egano! Só saberemos se o político nos representa, primeiro entendendo o que eu penso na saúde, educação, etc. Se quero com maior presença, ou com menor presença pública. Se quero o público fortalecido, com qualidade; ou se não acho importante o público e que deve ser substituído pelo privado, ou se acho um pouco dos dois, ou mais para um lado ou para outro. Logo descobrirei se sou socialista (público fortalecido), se sou neoliberal de direito (não me importo com o público o privado em primeiro lugar) se sou de centro esquerda (mais o público, mas dando atenção também ao privado) se de centro (um pouco para cada) ou ainda de centro direito mantendo o público no mínimo e abrindo cada vez mais ao privado.
Daí então, deverá pesquisar sobre o político. O que ele pensa, não no ato da campanha, mas na sua vida, por exemplo, sobre economia, sobre estado, sobre estado público mínimo, moderado, ou máximo. Ou seja, se o que ele pensa combina com o que pensas. Pesquisar sobre seu partido. É partido de esquerda, direita, centro etc. Lembre-se, seu plano de governo levará a questão das ideologias a sério, lógico que com uma pitada de clientelismo para parecer agradável a todos. Mas ignore aqui o populismo caso se choque com a ideologia do individuo que pleiteia seu voto. Ok?

Como a população em 2014 (e antes) não levou isso em conta até por falta de conhecimento, então votaram movidos pela campanha ati-PT, anti-comunista, socialista etc, anti-petralha, anti-coxinha. E olha que o PT nem é socialista e nem comunista. E o pior, é que a maioria de fato nem sabe o que significa comunista, socialista, capitalista, progressistas, neoliberais etc. Apenas sendo movidos por jogadas de palavras montadas na época da ditadura, para lavar cérebros contra a esquerda, e retrazidas a tona agora recente. Tais como: o comunismo mata, o comunismo é contra Deus, o comunismo é do Diabo...etc. Diante disso, pessoas que não se atentaram, reacenderam a xenofobia, o ódio ao que nem conhecia, e com base nas frases de lavar cérebro da época da ditatura, no nome em vão de Deus, no nome em vão da ética, da honestidade, sem saber que estavam sendo enganados por quem não quiseram dizer seu verdadeiro propósito, elegeram tudo isso que temos hoje.

Depois de eleito, o verdadeiro proposito aconteceu. O governo Dilma reeleito também apresentava fissuras e problemas, mas o proposito daqueles se elegeram falando de Deus, da ética, da honestidade, logo foram abalados quando a presidente pressionada por protestos “pró honestidade” anunciou que mandaria ao congresso, como de fato mandou, um PL que tornava corrupção crime hediondo e anunciou ainda que faria todo possível para ter uma lei de democratização da mídia, que acabaria com o “megaholigopolios”. Assim antes de assumir, ela acabou de decretar o fim do seu governo ao anunciar na Globo que brigaria com os megaholigopolios da qual a Globo faz parte, e que tornaria os costumes da maioria dos parlamentares em crime hediondo. Assim ela uniu a mídia “megaholigopolitana”, o judiciário comprometido com parlamentares ameaçados de irem para cadeia por suas diversões, isso numa tacada só contra seu frágil governo.

Não deu outra. O congresso elege Cunha que declara guerra ao governo. Pautas bombas e trancamentos de outras importantes para a vida do governo Dilma, inviabilizavam o país. E na época a oposição, hoje governo, bradava! “Vamos parar o país para derrubar o governo...” Logo criaram grupos disfarçados de apolíticos que arregimentavam pessoas temerosas com a economia e raivosas com o PT, com a corrupção, pedindo o impeachment a irem às ruas, como se tirar Dilma e o acabar o PT fosse a solução. Para resumir a ópera. Os movimentos manipulados nas ruas ajudavam nas entrelinhas a oposição a se juntar com o vice-presidente, para conspirar e derrubar o governo, com a condição de que o programa de governo derrotado nas urnas, substituísse o vitorioso. Assim, aquele voto impensado ou pensado não pelos motivos de cidadania, resultou no agravamento da crise de forma proposital para pelo caos tomarem o poder, e por fim estancar as investigações contra corruptos (segundo os áudios de Jucá com um ministro da justiça).

E os verdadeiros propositos dos que falavam em nome de Deus, moralidade e da ética em vão, ficaram agora claro, e vão ficando cada vez mais. Qual resultado a priori? Inicia com uma crise econômica maior, golpe parlamentar, impeachment, projeto derrotado nas urnas imposto. E deste projeto derrotado nas urnas em 2014, mas colocado em pratico pelo pacto do impeachment entre o vice-presidente e a oposição, hoje governo, vem a PEC 55, a Reforma da Previdência, Reforma da Lei Trabalhista, A Lei da Terceirização, A Redução dos Programa Sociais, A Institucionalização ainda mais da Corrupção, O empobrecimento ainda mais da população.

Mas por outro lado os há benefícios para empregadores que não respeitam trabalhadores, lucros para donos de previdência privada, de donos de planos de saúde e educação particular, das grandes corporações midiáticas, e por fim o jeito de apaziguar os corruptos e corruptores que ainda estão em pé de guerra, mas já há sinais de calmaria a vista. O Caixa 2 que o diga da defesa do Ministro do STF Gilmar Mendes.

Mas respondendo a pergunta. Tem solução? A resposta é: Diante do exposto e ainda por outros que possa existir, que deve existir e que existe. Seu voto, se permitirem a eleição de 2018, já que estão ameaçando, fará a diferença. A diferença positiva para você se seu voto não for fruto de corrupção, de retóricas, de ódio, e do “tudo é a mesma coisa”. Mas a solução virá se for fruto de um julgamento frio e calculista de acordo com sua forma de pensar, da sua ideologia, pois até os que dizem não existir ideologia já está expressando uma. O voto tem que ser pelo que você quer para sua vida, para seus filhos, para sua comunidade, para sua cidade, para seu estado, seu país. Se você acha que o voto não deve ser dado ao parlamentar que votar (ou) na PEC 55 da redução de investimentos, Reforma da Previdência, das Leis Trabalhistas. Ou se você acha que justamente por isso é que o parlamentar merecerá seu voto. Parabéns! Acaba de encontra-se com uma ideologia! Um Brasil melhor ainda é possível, ele está na sua cabeça. Liberte-o!

Por Ed Santos


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