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Reflexão do sofrimento superado pela Fé

As lágrimas escorrem como sangue de uma ferida, difícil de estancar.
As batidas do coração doem a cada pulsação.
O olhar que não encontra uma saída nem mesmo alguém que possa compreender, quando se está no chão.
Não há uma mão pra te levantar, mas várias para te empurra no abismo. Apagar a luz no fim do túnel com um sopro para que não enxergue a saída.
Mas com tua em fé em Deus, louvai, porque ele é bom
Em Salmos 107.06 diz “E clamaram ao Senhor na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades.”
Pois Deus conhece as duas dores e os seus sofrimento .
Os retos o verão, e se alegrarão, e toda a maldade tapará a boca.
Quem é sábio observará estas coisas, e eles compreenderão as bondades do Senhor. Salmos 107:42,43 CONTINUE LENDO


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Cassado, Cunha continuará sendo uma assombração

Por: Itiruçu Notícias - terça-feira, 13 de setembro de 2016 - 0 Comentários


Eduardo Cunha perdeu o mandato e os direitos políticos, mas não foi abatido e desarmado. Pelo contrário, o que não lhe falta é munição contra os que considera inimigos (PT) e traidores (sua antiga base parlamentar e o governo Temer). 
Com 450 votos a favor, 10 contrários e 9 abstenções, a Câmara cassou na noite desta  segunda-feira (12) o mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), interrompendo a trajetória política de quase 25 anos daquele que se celebrizou como o principal algoz de Dilma Rousseff no processo de impeachment. Com uma carreira construída nas sombras do poder e que ganhou os holofotes nacionais desde que assumiu a presidência da Câmara, no ano passado, Cunha, que colecionou inimigos na vida política e ontem se viu abandonado por praticamente todos os partidos, passará agora a enfrentar o seu mais temido adversário: o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Com a decisão da Câmara, Eduardo Cunha fica inelegível até 2027.

Se o sistema político que pariu Cunha não for mudado por reformas corajosas, outros Cunha virão. Já o Governo, embora dizendo-se aliviado com o despacho de um aliado que o constrangia com cobranças e ameaças, sabe que novos capítulos ainda serão escritos nesta história. Talvez não no livro que Cunha promete publicar, mas nos anais da Lava Jato.

E ainda tem o bloco de deputados aliados que, de quase 200, minguou para meros 61 (entre votos contra a cassação, abstenções e ausências). Eles foram os grande traidores de Cunha. Foram eles que, em troca de favores inomináveis, e até mesmo do financiamento de suas campanhas eleitorais com doações de Cunha, para quem dinheiro há muitos anos não é problema, pavimentaram sua ascensão. O “centrão” congrega deputados de vários partidos e uma parte da bancada peemedebista, que o elegeu líder do partido na Câmara no primeiro governo Dilma, dando início ao que ela chama de “inclinação do PMDB à direita”. Foram eles que lhe garantiram votos para aprovar projetos e MPs recheadas de penduricalhos negociados com grandes empresas e bancos. Foram eles que o elegeram presidente da Câmara em 2015, dando início à crise na aliança PT-PMDB que, desde Lula, garantia a estabilidade política dos governos petistas. Pelo menos com alguns, os que mais lhe deviam e o traíram, haverá acerto de contas.

O livro, talvez o autor não tenha tempo de escrever, pelo menos em liberdade. É altamente provável que Cunha seja preso e enviado para Curitiba. Ali, mesmo quem sinceramente renega as delações, capitula diante da possibilidade de reduzir as penas. Vide Marcelo Odebrecht. A delação de Cunha será muito mais interessante do que qualquer livro que ele venha a escrever. E aí haverá para todo mundo.

Portanto, devagar com o andor. A cassação de Cunha não representa o fim de suas práticas na política nem a remoção da espada que ele mantém suspensa sobre adversários e ex-aliados. Estes últimos, estando no poder, têm muito mais a perder. O PT já está purgando seus pecados, já pagou o maior preço, que foi a derrubada com violência política. Para os pares do novo reino, que viram na cassação de Cunha um atenuante para o golpe, agora começa um novo capítulo tendo Cunha no papel de bruxo vingador.
Informações Tereza Cruvinel Colunista do Brasil 247


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