Coluna Joselito Fróes: O Trezenário - Itiruçu Notícias
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EDITORIAL

Reflexão do sofrimento superado pela Fé

As lágrimas escorrem como sangue de uma ferida, difícil de estancar.
As batidas do coração doem a cada pulsação.
O olhar que não encontra uma saída nem mesmo alguém que possa compreender, quando se está no chão.
Não há uma mão pra te levantar, mas várias para te empurra no abismo. Apagar a luz no fim do túnel com um sopro para que não enxergue a saída.
Mas com tua em fé em Deus, louvai, porque ele é bom
Em Salmos 107.06 diz “E clamaram ao Senhor na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades.”
Pois Deus conhece as duas dores e os seus sofrimento .
Os retos o verão, e se alegrarão, e toda a maldade tapará a boca.
Quem é sábio observará estas coisas, e eles compreenderão as bondades do Senhor. Salmos 107:42,43 CONTINUE LENDO


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Existem certas relíquias que o tempo faz questão de perpetuar. Passa-se o tempo e a suas lembranças continuam vivas em nossos corações...


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Coluna Joselito Fróes: O Trezenário

Por: Itiruçu Notícias - sábado, 16 de abril de 2016 - 0 Comentários


É início do mês de junho e a madrugada fria nas terras do Morro Grande, fazia a neblina cobrir as ruas num branco suave de uma visão que pouco se via ao longe. Ouvia-se nos céus, o estourar de bombas e mais outras e outras. A luminosidade por pouca e rápida que fosse, iluminava as janelas e portas que se abriam num misto de alegria e religiosidade. As buzinas começavam a despertar a cidade, a carreata se formava e é hora de tomar as ruas. Muitos ainda sonolentos relutam a levantar-se da cama. Porém, sempre vinha alguém até o quarto aos gritos:
- Acorda! A carreata vai passar daqui a pouco na rua. Venha ver que coisa mais linda!
Começava o Trezenário de Santo Antônio. Durante treze dias, a religiosidade viveria a efervescência da mais pura fé - não que os outros dias não seriam assim -, mas os festejos de Santo Antônio tinham algo de muito especial que eu não saberia explicar. Tudo era motivo de fascínio: a comissão organizadora da festa, as barracas, as pessoas, os convidados, enfim, a cidade vivia um outro clima.
A câmara de vereadores que na época era onde hoje é a prefeitura municipal, cedia uma sala para que ali se instalasse a sonorização que iria transmitir as missas e os avisos dos festejos. Lembro-me de “King Som” e “Wilsom” e suas potencialidades sonoras.
Voltando a igreja matriz, eu não poderia de forma alguma esquecer de Bernadete. Se tinha alguém que vivia a igreja, era Bernadete. Ela tinha até as chaves “da casa de Deus”, mas uma particularidade em Bernadete, nos chamava a atenção: a sua voz quase nasal. Eu confesso que tinha até encanto pela sua voz e pela sua dedicação a igreja. Era sem igual.
Outro personagem marcante, era o Frei Mariano. Baixinho, voz calma e serena, cabelos brancos e de uma passividade que lia até a alma. Ouvir a pregação do Frei Mariano, era se deixar transportar ao universo do coração. As suas palavras tinham força, certeza e a clareza necessária pra quem delas precisavam. Aquele senhor, estivesse ele com ou sem batina, era a mesma essência.
Hoje, mesmo em terras distantes, sempre que ouço o Padre Zezinho (era o que mais se tocava na igreja de Santo Antônio) sou tomado por esta nostalgia e transportado no tempo. Mas o que me alegra nos dias de hoje, é ter certeza que a fé do meu povo continua inabalada e se tem uma coisa que impulsiona a caminhada, é a FÉ.
Foto: Álbum Itiruçu Noticias
Por Joselito Fróes


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