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Um rio ferido na sua nascente E a culpa é dessa gente que não sabe respeitar. Água suja que me sufoca, Lixo e descaso na minha encosta...


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Coluna Joselito Fróes: O Trezenário

Edição: Itiruçu Notícias - sábado, 16 de abril de 2016 - 0 Comentários


É início do mês de junho e a madrugada fria nas terras do Morro Grande, fazia a neblina cobrir as ruas num branco suave de uma visão que pouco se via ao longe. Ouvia-se nos céus, o estourar de bombas e mais outras e outras. A luminosidade por pouca e rápida que fosse, iluminava as janelas e portas que se abriam num misto de alegria e religiosidade. As buzinas começavam a despertar a cidade, a carreata se formava e é hora de tomar as ruas. Muitos ainda sonolentos relutam a levantar-se da cama. Porém, sempre vinha alguém até o quarto aos gritos:
- Acorda! A carreata vai passar daqui a pouco na rua. Venha ver que coisa mais linda!
Começava o Trezenário de Santo Antônio. Durante treze dias, a religiosidade viveria a efervescência da mais pura fé - não que os outros dias não seriam assim -, mas os festejos de Santo Antônio tinham algo de muito especial que eu não saberia explicar. Tudo era motivo de fascínio: a comissão organizadora da festa, as barracas, as pessoas, os convidados, enfim, a cidade vivia um outro clima.
A câmara de vereadores que na época era onde hoje é a prefeitura municipal, cedia uma sala para que ali se instalasse a sonorização que iria transmitir as missas e os avisos dos festejos. Lembro-me de “King Som” e “Wilsom” e suas potencialidades sonoras.
Voltando a igreja matriz, eu não poderia de forma alguma esquecer de Bernadete. Se tinha alguém que vivia a igreja, era Bernadete. Ela tinha até as chaves “da casa de Deus”, mas uma particularidade em Bernadete, nos chamava a atenção: a sua voz quase nasal. Eu confesso que tinha até encanto pela sua voz e pela sua dedicação a igreja. Era sem igual.
Outro personagem marcante, era o Frei Mariano. Baixinho, voz calma e serena, cabelos brancos e de uma passividade que lia até a alma. Ouvir a pregação do Frei Mariano, era se deixar transportar ao universo do coração. As suas palavras tinham força, certeza e a clareza necessária pra quem delas precisavam. Aquele senhor, estivesse ele com ou sem batina, era a mesma essência.
Hoje, mesmo em terras distantes, sempre que ouço o Padre Zezinho (era o que mais se tocava na igreja de Santo Antônio) sou tomado por esta nostalgia e transportado no tempo. Mas o que me alegra nos dias de hoje, é ter certeza que a fé do meu povo continua inabalada e se tem uma coisa que impulsiona a caminhada, é a FÉ.
Foto: Álbum Itiruçu Noticias
Por Joselito Fróes


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