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NOTÍCIA EM DESTAQUE

Como começou o São Pedro de Itiruçu?

A maior festa do município de Itiruçu o São Pedro de Itiruçu já tem 62 anos de tradição. Segundo o professor e historiador Marcos Cesar, o São Pedro de Itiruçu tem origem nos anos 50 do séc XX, quando o médico Dr. Antenor Rodrigues Costa, que concluiu o curso de medicina e foi trabalhar na cidade de Maraú "Recôncavo da Bahia", mas resolveu mudar para outra cidade, mas que tivesse a terminação em u, e a cidade escolhida foi Itiruçu. Na época era raro ter médico em cidade pequena e DR, Antenor sentiu falta de lazer, pois Itiruçu não tinha o que oferecer em lazer, então resolveu reunir a sociedade itiruçuensse, e na reunião ficou decidido a criação de um clube social. O Senhor Vivaldo Bastos fez a doação do terreno, localizado na Rua Presidente Vargas, onde hoje se encontra o Posto de Saúde. Com a contribuição em dinheiro e mão de obra, ergue-se o clube, que foi batizado com o nome de "Sociedade Lítero Recreativa de Itiruçu" (SLRI) sendo inaugurado em 1956, com grande festejos e pompas, dando inicio naquele ano a festa de São Pedro...CONTINUE LENDO

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

A história que o povo conta; O Retratista

Este veículo marcou época em Itiruçu, no final da década de 60 e início da década de 70. De cor provavelmente verde-escura e ano de fabricação 1954.
Estacionada em frente ao Grupo Escolar Francisco Mangabeira, atual Secretaria de Educação , tendo a bordo: ...
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EDITORIAL

A Fé realiza os desejos de nossos corações


A Fé é acreditar que uma coisa é verdade e agir de acordo com essa crença. Todo mundo tem fé em alguma coisa. A Bíblia diz que devemos ter fé em Deus e no Seu poder para mudar nossa vida. Somos salvos pela fé em Jesus.
“Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa àqueles que o buscam.” - Hebreus 11:6.
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VERSÍCULOS BIBLÍCOS



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História do Distrito de Upabuçu em Itiruçu

Por: Itiruçu Notícias - quarta-feira, 29 de julho de 2015 - 2 Comentários


Nos anos de 1900, chegaram aqui os primeiros habitantes, aqui chegando começaram a construir suas casas próximo ao grande lago aqui existente e logo foi batizada com o nome da comunidade como “LAGOA GRANDE” só nos anos de 1930 veio o “UPABUÇU” que na língua Tupy Guarany quer dizer “LAGOA GRANDE”.
Entre as primeiras famílias que aqui chegaram, algumas se destacaram como por exemplo; Ernesto José Umburanas,José Rodrigues De Souza, o popular “ZUZA”, Aprígio Bispo De Souza, Manoela Souza França, Basílio De Souza, Atanásio Eleutério De Souza. De acordo com o desenvolvimento surgiram as primeiras fazendas da região Fazenda Boa Esperança - Da Família Umburanas, Fazenda Baixa Da Lancha-Família Rodrigues, [HOJE POVOADO DA PROVISÃO] Fazenda São Benedito – Da Família Atanásio, Fazenda Serra Preta – Família Basílio, Fazenda São Gonçalo – Família Aprígio Bispo. Junto veio a professora Amélia Umburanas, nascida aqui filha do Sr° Ernesto, diplomada em Salvador por muito tempo dedicou-se a educação, com um trabalho voltado para a comunidade, muito católica pregando sempre o evangelho. Fundou por volta dos anos 1912 a Igreja De Nossa Senhora Da Conceição, hoje situa a Rua Josias Duarte Santos. Ainda hoje o altar sobre uma obra barroco, com as imagens de N.S. Da Conceição, São José e Coração De Jesus.
Joaquim França
A primeira escola municipal recebeu o nome de “MARIA ROSA UMBURANAS”, a primeira senhora Juniviana que por muito tempo ajudou centenas de crianças a vir ao mundo, com o tempo surgiram várias como por exemplo Mª Padeira; Teodora; Ana Umburanas, que além de parteira ela era uma grande representante e defensora da comunidade. A mais recente parteira que teve um trabalho gigantesco NE só em Upabuçu mas como também por toda região foi a dona Esverdiana [Nem Custodio] , pessoas que de certa forma prestaram grandes serviços a comunidade como o Sr° Ilário com as suas plantações de fumo em meio as ruas com suas piadas engraçadas que divertia à todos, Nena a pequena que adorava conduzir água numa lata sobre a cabeça pra toda comunidade que a colaborava com roupas e alimentos, as benzedeira como: Sinhá, Dona Alvarina, Qeqe, Saturino, Marota e muitas outras...
O TRANSPORTE:
O meio de transporte era muito difícil, não havia estradas que permitisse a vinda de veículos, tudo era conduzido sobre a força de animais como por exemplo jegue, cavalos, burros, boi... que em grupos formavam-se uma tropa e as pessoas que os conduzia era conhecido como tropeiro, essas tropas saiam daqui com o destino a várias cidades muito distante como Nazaré das Farinhas, Santa Inês, Amargosa, Maracás, Jaguaquara etc... as peças onde eram embaladas as mercadorias, sobre os animais era conhecida como “BROACA”, o vai e vem de mercadoria era normal na época.
O comercio, funcionava através de vendas, quitandas, bodegas, butiques, loja, padaria - onde era adquiridos, os alimentos, bebidas, roupas, calçados e outros acessórios. Aqui existia apenas uma loja de propriedade do Sr° Augusto Ribeiro, a padaria era do Sr° Fagundes, havia alguns engenhos onde se fabricava pinga [A GOSTOSA CACHAÇA!], açúcar, rapadura...
SEGURANÇA:
Era de uma forma muito insegura, a ditadura falava mais alto, os grandes fazendeiros tinham seus capataz considerados jagunços que recebia ordem dos patrões, espancava, expulsava, torturava até a morte e nada acontecia, era realmente um terror o medo tomava conta das pessoa. Quando o0 assunto era política tudo era mais complicado, as pessoas tinham que votar e eleger contra sua própria vontade, nos anos 1950 apenas dois policiais davam plantões o Soldado Bigode De Ouro e Tibucio – neste período houve vários conflitos inclusive o mais violento o que levou com a expulsão do senhor Feliciano, muita correria, sangue, foi realmente uma guerra, chuva de tiros. Os lideres políticos da região podemos destacar os senhores fazendeiros Rômulo Blochine o popular “ROMIM” - o da fazenda Lagoa, Elpidio Silva – fazenda/sitio, Ranufo Coutinho – Fazenda Pedra, além do Sr° Josias Duarte que morava qui e sofreu vários atentados, mas conseguiu separar chegando a ser eleito prefeito nos anos 1960;
RENDA PRINCIPAL:
A renda principal sempre foi o café a farinha da mandioca, só nos anos 60 surgiu o cultivo do tomate, pimenta trazido pelo Sr° José Brotencio um Italiano que por alguns anos investiu na hortifrutigranjeiro. Só nos anos 70 com a chegada do Sr° Donato de Gregório é que realmente a hortifrutigranjeiro teve um novo impulso dando assim uma nova fonte de renda, segura.
DATAS FESTIVAS:
O Natal começava os preparativos com grupos de pessoas organizadas em busca de cascas, gromelias, musgos nos morros como São Roque, Mata Escura, Santa Helena, Morro Grande Pé do Morro , são morros tradicionais na região, a partir do dia 20 começava as montagens dos presépios em quase 90% das casas, a partir dos dias 24 começava as visitas de populares, ternos de reis, organizados por moças e rapazes, o bumba meu boi, Maria Teresa e os mascarados integrantes do bumba meu boi que fazia suas últimas apresentações com o casamento matuto na noite de 05-02 o encerramento das festas natalinas . Era sempre abrilhantada com a grande apresentação do terno dos Ca blocos sobre a responsabilidade da Senhora Arlinda Eleutério. Dia 06-02 sagrado Dia de Reis.
PASCOA:
Era uma grande expectativa da comunidade para assistir a queima de Judá que tinha sempre o nome de um personagem político, ficavam todos atentos para os atestados que traziam, sempre contos e piadas muito engraçados, que eram escritos durante todo ano por pessoas que rimavam tudo que ocorriam com as pessoas da comunidade, como por exemplo:
O SÃO JOÃO:
Começava nos dias 12 e 13 com os festejos se santo Antonio, a noite do dia 12 organizada pelos jovens, com alvorada, as moças caprichavam na ornamentação da igreja a noite toda comunidade reunia-se na igreja onde era rezado e cantado a louvor a santo Antonio logo após a grande queima de fogos.
A noite de 13 era organizada por homens casados e esposas que caprichavam na ornamentação da igreja em cerrando com a grande queima de fogos, assim começava o clima dos festejos juninos , com os ensaios de quadrilhas, organização de grupos de farras, grupos para o grande rodo de arvores o vai e vem das pessoas na tirada de fogueiras etc..
Na madrugada de 22 para o dia 23 acontecia o grande robô de arvores onde era entregue na casa sem que a dona da casa soubesse o mesmo era acordado sobre o barulho de cantorias e fogos, o mesmo abria a porta com licor, salgados e biscoitos, quentão assim era todo o dia, a noite chegava, a festa continuava sem hora pra terminar com muita farra, quadrilha, queima de fogos regado a muito licor, quentão, vinho, cerveja, biscoitos, carne assada, sobre o som da sanfona, violão e sem esquecer do maior tiro preparado pelo senhor João Umburanas com sua ronqueira.
Continua com pau de cebo, quebra pote, ovo na colher, corrida de saco, mascarados,a farra continuava a cada casa onde chegava o forro esquentava o dia todo na zueira e na natureza sempre presente com aquela chuva que fazia parte do cenário.
Tudo acabava dia 29 com a fogueira do grande São Pedro.
Havia outras grandes festas tradicionais como Drama (Hoje Teatro) organizado pela profª Elizabete Umburanas e Tereza Evangelista, nos anos 50 e 60, nos anos 70 e 80 organizado pelo jovem Quincas, sem esquecer dos granes torneios de futebol com as participações de várias cidades como por exemplo Jequié, Gandu, Nova Ibia, Maracás, Planaltino, Nova Itarana, Brejões, Santa Inês, Mutuipe, Jaguaquara, Itiruçu, Lajedo do Tabocal, Grovolandia, Itajubá, Lafaiete Coutinho e muito mas...
Corrida de bicicleta, calas, jegues...
Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição de 29-11 a 8-12 com a participação da comunidade que durante as novenas participava ativamente todas as noites, encerrando-se dia 8-12 com missa solene alvorada procissão pelas ruas . Havia a parte profana da festa com barracas, sons, festa dançante com bandas que atraem muitos visitantes da região.
Locais mais conhecidos por todos.
A Caldeirão De Usina, abertura sobre uma pedra onde as pessoas costumavam pegar água para o consumo diário.
A Grotinha fonte de água doce, localizada na propriedade do Sr° Adriano que a abastece toda comunidade, como dizia nosso avós, “QUEM BEBE ÁGUA DA GROTINHA, DAQUI NÃO SAI”. Hoje abandonada pelos ordens públicos! As fontes do Breginho, quando no verão era de lá que vinha o líquido precioso, distante a 4Km. O Beco da Veia Niúda, local onde aconteceu o primeiro assassinato na comunidade, quando o um senhor foi vítima de uma emboscada, Cruzeiro local onde as pessoas católicas costumavam ir em procissão, nas semanas santas e dias considerados santos. Lagoa Grande, local de pescar, nadar, passear de canoa. A Bica Da Anta Gorda, lugar em que as pessoas procuravam tomar o banho mas natural. Haviam alguns rodãos, maquina artesanal movida a força animal, onde era produzida farinha, café e outros produtos da região... Havia uma fruta nativa que fazia movimento na sua colheita o Cambuí, as casas de farinha manuais eram movidas a força humana. Só nos anos 80 chegaram as casas de farinha motorizadas. A rua Manoel Eleutério de Souza, antes era conhecida como Rua da Mangaba pela existência de um grande pé da fruta naquela rua.
Nos anos 1960 o único prédio escolar situado na propriedade do Sr° Augusto Ribeiro de Novais, onde funcionava a única escola municipal veio a baixo desabando toda estrutura, começava ai uma longa batalha contra o tempo, sem ter um local definido, era em casas particulares que as aulas aconteciam, isso, por muito tempo. Houve um período em que a professora Loloi foi transferida para o povoado da Vitória ficando sem nenhuma professora. Tudo isso por perseguição . Os alunos tinham que ir para a Vitória, só mas tarde é que a professora Elizabete Umburanas a popular Loloi retornou, ensinando em casas particulares como as professoras Tereza E. de Souza e Gerolina Coelho popular Nenga, só em 1968 com a inauguração da escola estadual Meandro Menahim. Ai, Sim! Começava uma nova era na educação, com a chegada das professoras Célia Brandão e Geny Souza, enquanto isso a professora Tereza Evangelista é transferida para o povoado Salobro mas uma vez perseguição política, vieram outras professoras, como, Vanir Andrade, Conceição Souza, Regina Andrade, Renildes. Em 1982 é contratada pela secretaria de educação a professora Alice Ramos, só em 1986 com a instalação do colégio de 1° grau.
Nos anos 70 abriu-se , um novo horizonte em toda região, grande empresários como os senhores Carlos Viana, Edizio Rodrigues o popular “Didio” Pompeu, Dr° Cesar, Garrido, Dr° Onildo, investiram pesado na plantação de café, começando com grande desmatamento muitas maquinas pesadas, mão-de-obra em abundancia, começava o plantio, logo chegou a colheita, com ela veio o poder aquisitivo, a população triplicou, Upabuçu vivia melhores momentos, o meio de transporte mudou radicalmente, ônibus, carros conduzia os trabalhadoras, em 74 chegava a Coelba com ela chega mas conforto e desenvolvimento, em 76 era fundada a Associação Desportiva Upabuçu [A.D.U] trazendo um grande desenvolvimento na área esportiva e também no social, com grande realizações de eventos como o grande Torneio da Amizade com a participação de vinte e quatro cidades. Foram vinte anos de ação sobre a responsabilidade do jovem Quincas como o presidente, em 1983 chegou a embasa trazendo mais conforto, mais um investimento do governo do estado, em 1986 para a nossa alegria é inaugurado o colégio Dr° Antônio Sergio Carneiro, neste mesmo período era inaugurado o calcamento da rua José Rodrigues de Souza.
Escrito por Joaquim França


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2 comentários:

  1. Lindo texto...
    Uma época dá qual não fiz parte, mas me alegra em saber de tantas coisas boas existiram nesse Upabuçu...
    Parabéns meu Avô por suas lindas palavras!

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